quarta-feira, 28 de outubro de 2009

As baionetas do Itamaraty e os bajuladores consulares

As baionetas do Itamaraty e os bajuladores consulares

O governo brasileiro através do Ministério das Relações Exteriores e da Subsecretaria Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior realizou nos dias 14, 15 e 16 de outubro no Palácio do Itamaraty a II Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior. Uma atitude ímpar, pioneira e louvável do atual governo brasileiro.
Mas como nem tudo é festa, é bom recordar aos senhores de Brasília como é grande o poder de voto e consumo dos brasileiros autoexilados nos mais longínquos rincões do planeta. É só recordar as últimas eleições presidenciais e os números das nossas remessas para o Brasil, cujos números ultrapassaram o lucro com a venda de automóveis brasileiros para o exterior.
Mesmo com todo este poder político e econômico não temos respaldo do governo brasileiro. Como dizia a música de sucesso recente ”Tô nem aí “, assim ele está para nós os autoexilados das terras tupiniquins. Não tem para conosco nenhuma preocupação ou dever nas áreas da: educação, saúde, segurança, bem-estar social e desenvolvimento. Pude constatar isso com nossos compatriotas presentes ao encontro e oriundos de vários continentes e países de realidades bem diferentes da nossa na terra do Tio Sam.
Está certo que não nos botou para fora como nos tempos da ditadura e dos anos de chumbo dos coturnos e baionetas caladas. Quem nos expulsou foram as políticas desastrosas, inflação galopante e a busca por novos horizontes. Por falar em ditadura repito aqui as palavras ditas diante do embaixador Otto Agripino Maia e dos seus pares no Palácio do Itamaraty: “Nessa história tem algo errado no ar, Sr. Embaixador, os seus assessores estão lhe faltando com a verdade e omitindo a realidade da comunidade”.
Os consulados e embaixadas brasileiras, conforme ficou constatado, são verdadeiras lástimas no quesito atendimento consular ao público. No Rio de Janeiro a gritaria veio de várias partes do mundo, num coro de milhares de vozes. O mau atendimento levou o Oscar por unanimidade nos quatro cantos do planeta. Funcionários mal humorados e mal educados, muitos deles mal pagos também, pois o governo não é bom patrão como se pensa e também sofrem com o estado de humor de seus superiores, cada cônsul ou embaixador é o senhor feudal no consulado onde está comissionado.
O senhor Jorge Costa de Boston apresentou fatos estarrecedores diante de todos e do Cônsul Geral da Nova Inglaterra presentes ao evento. Segundo o Sr Jorge o consulado de Boston remeteu ao governo brasileiro no último ano fiscal mais de $2 milhões de dólares, dinheiro arrecadado com as taxas cobradas por serviços prestados ao povo. Por outro lado, os funcionários daquele consulado só podem sair para almoçar após as 2h30 da tarde. É mole ou quer mais? Se o de Boston mandou $2 milhões, quais serão os números do de New York? O consulado de New York cortou as horas extras de alguns funcionários e instituíram o horário sanfona, ou seja, de acordo com a necessidade. A justificativa é corte de verbas. Está bom, nós acreditamos na Cuca, no Sacy, no IBIS Campeão do Brasileirão e nessa lorota consular.
O estranho é que não faltou verba para custear aqui e no resto mundo as despesas de passagens áreas, hospedagens e alimentação de pseudo-líderes comunitários. Leia-se: boa parte deles, bajuladores consulares dos EUA, Europa, Ásia, Oceania e África que foram ao Rio passear à custa do povo brasileiro. O departamento de ajuda a brasileiros nunca tem verba para repatriar quem precisa, mesmo estando à beira da morte. Cortam salários e funcionários por alegada falta de verbas, mas puxa- sacos viajaram, dormiram e comeram de graça à custa da pátria amada mãe gentil. Enquanto nós o Zé Povinho passamos o chapéu para ajudar um compatriota em situação difícil. Quanto aos senhores Cônsules, que cuidem do consulado e de seus funcionários, dando-lhes condições dignas de trabalho e de prestarem um bom atendimento ao povo que bate em vossas portas, pois para isso vocês existem. São prestadores de serviços pagos pela República Federativa do Brasil para nos atender bem. Não é um favor é um dever porque pagamos direta e indiretamente por estes serviços. Parem de agir como nos tempos da ditadura escolhendo representantes biônicos nas comunidades brasileiras no mundo. Não precisamos que nos apontem os nossos líderes, sabemos quem poderá falar por nós. Só quem recebe o serviço pode avaliar a qualidade do mesmo. Já no Brasil, sem citar valores específicos o CTU - Tribunal de Contas da União aprovou na quarta-feira, dia 14, dois acordões cobrando do senado e da câmara a devolução aos cofres públicos do dinheiro da chamada “farra aérea”. Que tal o TCU pedir explicações ao MRE sobre a “farra das passagens e das hospedagens dos bajuladores consulares, ops, líderes comunitários”? A grana gasta não foi pouca e enquanto isso qualquer coisa nos consulados não sai por menos de $ 20 dólares.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O medo paira sobre o Rio " violento" de Janeiro

O medo paira sobre o Rio “Violento” de Janeiro

Em questão de dias o Rio de Janeiro foi do céu ao inferno da euforia pela conquista do direito de sediar as Olulimpiadas 2016 com a onda de violência que se abateu sobre a cidade no último fim de semana. Ainda bem que este triste episódio só ocorreu após a eleição da cidade para a Olimpíada de 2016, caso este fatídico incidente acontecesse dias antes da votação podem apostar, o resultado seria outro e todo o esforço do Presidente Lula, do Governador Sérgio Cabral, do Prefeito Eduardo Paes e do povo de bem da cidade e do estado do Rio de Janeiro teria ido tudo por água abaixo como as águas de março que incomodam a cidade maravilhosa.
Seria o fim do caminho de um projeto onde todo o país torceu e vibrou com a vitória do Rio “Lindo” de Janeiro. Passei três dias convivendo de perto com o povo de lá: quarta 14, quinta 15 e sexta16 de outubro no II Encotro de Brasileiros no Mundo, realizado pelo Ministério das Relações Exteriores, nas dependências do Itamaraty no Palácio Rio Branco, na Marechal Floriano, próximo à histórica e famosa estação de trens Central do Brasil. Durante estes três dias todas as manhãs tive a honra de ver parte do vai-e-vem dos trabalhadores cariocas e no fim da tarde ver o povo humilde e trabalhador fazer o caminho de volta para os seus lares nas várias partes da cidade e seus subúrbios, reduto de sambistas e berço de cultura e muita coisa boa para a história do nosso país.
Vi o medo estampado na cara do povo, um olhar para o céu como a dizer “senhor tende piedade de nós”. Abordei pessoas de todos os níveis, credos e classe social e todos como num grande jogral responderam sem hesitar: “Temos medo de tudo e de todos. Nós não merecemos passar por isso” . Os cariocas têm orgulho e medo da vida na Cidade Maravilhosa de encantos mil cantada em verso e prosa como o coração do Brasil. Por muitos anos foi a principal porta de entrada do país, o berço da Oitava Maravilha do mundo, a cidade mais famosa do Brasil e da América do Sul, considerada por muitos como Capital Cultural.
É lamentável tudo que vem acontecendo. Falta amor por parte de algumas pessoas. Falta vergonha na cara de políticos e dirigentes, um bando de gente sem escrúpulos, bandos sanguinários disfarçados de policiais militares e civis corruptos, bandidos de verdade dando as cartas e ditando normas ao povo humilde, a gente simples dos morros, que no fim do dia rezam uma prece, a Ave Maria e os barracões de zinco do passado, sem pintura e sem telhado hoje se transformaram em bankers de guerra, esconderijo de malfeitores sanguinários e inescrupolosos.O estado brasileiro está desmoralizado com os episódios do fim de semana, pois o Rio, o Brasil e as vidas ceifadas naquela guerra são de brasileiros, gente como nós, cheias de sonhos, que vivem aos pés do Redentor, que de braços abertos, abençoa aqueles que todos os dias saem à luta pelo pão de cada dia com ou sem acuçar. O povo do Rio leva dentro de si um grito de paz preso na garganta, não querem e não merecem viver crivados de flechas, como morreu o Santo Padroeiro que deu nome à cidade, São Sebastião do Rio de Janeiro. É hora do governo brasileiro ajudar o povo carioca a voltar a sonhar. O sonho sonhado com mentes abertas , terra de poetas, de história e tradição. É hora do Rio voltar a ser o orgulho de todos e de toda a nação brasileira.













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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Comitê brasileiro da cidadania: uma piada sem graça

Texto publicado na edicao de 23 de Stembro do B.Press.

É público e notório o poder do imigrante brasileiro no mundo. Em anos passados nossas remessas ultrapassaram o lucro com a venda de automóveis para o exterior. De olho neste filão várias empresas do governo brasileiro, dentre elas a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o privado Banco Itaú, lançaram velas ao mar na busca de captar e remeter este tesouro à Terra Brasilis ao contrário destas empresas, algumas cabeças coroadas do governo com boas ou más intenções ou se deixando levar por pessoas da comunidade brasileira espalhadas nesta terra de sonhos e oportunidades meio raras em tempos de crise, mas que ainda estão por aí.
O governo Lula e o Ministério das Relações Exteriores realizaram no ano de 2008, nos dias 16 e 17 de julho, o Primeiro Encontro de Brasileiros no Mundo no Palácio Rio Branco na cidade do Rio de Janeiro, onde muito se falou e foi uma boa e ímpar oportunidade para os brasileiros autoexilados se reencontrarem e reivindicarem projetos e benfeitorias para os imigrantes nos quatros cantos do mundo. Foram escolhidos os relatores de várias partes dos países e continentes, (me orgulho de ter feito parte desta escolha), os escolhidos como nossos relatores foram eleitos democraticamente com a participação de todos de forma justa e transparente, mas fiquei surpreso no sábado, dia 19, no encontro na prefeitura da cidade de Newark, quando diante de todos os presentes nos foram apresentados os membros do comitê da cidadania. Detalhe: dois moram em Massachusetts, o terceiro no estado da Flórida e o quarto membro no estado da Califórnia, ficando sem representantes os estados de Nova Jersei, Nova Iorque, Connecticut e Pensilvânia.
Qual foi o critério para esta escolha? Será que nestes quatro estados não temos ninguém com capacidade para representar-nos? Embora sendo de um estado pequeno da federação, pernambucano do frevo e do maracatu, faço os seguintes questionamentos: como se sentiriam mineiros, paulistas e cariocas se fosse nomeado para representá-los em Brasília um deputado do Acre ou de Roraima, pois nas devidas proporções foi isso o que fizeram. Se essas pessoas não convivem conosco, não sabem dos nossos anseios, como podem falar em nosso nome junto ao governo, a Deus ou até mesmo ao diabo se for o caso?
Mas como acontece em Brasília, foram nomeados, ao que parece, por um destes atos secretos dos gabinetes do cerrado e do Planalto Central. Mais um encontro se aproxima no mês de outubro, esperamos que as autoridades competentes divulguem bem a comunidade, os critérios de escolha para os representantes junto ao comitê brasileiro da cidadania e lembrem-se que nós temos quase um milhão de eleitores, votos estes que podem mudar o destino e o resultado de quaisquer eleições e boa parte destes votos estão concentrados nestes quatro estados. Mediante estes fatos que nos respeitem, nos mantenham informados e deem ouvidos às nossas reivindicações. Quanto ao que disse e fiz no decorrer da reunião disse e está dito, quem não gostou, digira como melhor lhe convier. Milito pelas coisas do Brasil e por esta comunidade à qual pertenço e com muita gente ajudei a desbravar o mato, para que na atualidade possa se caminhar por um bom caminho. Sou imigrante e militante pelas coisas da nossa gente, nunca engoli e jamais engolirei os desmandos dos pseudos líderes e poderosos sejam eles quem for. Comitê brasileiro da cidadania!? Só rindoooooooo rsrsrsrs.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Os corneteiros estão de plantão

Os corneteiros estão de plantão

Passada a euforia da escolha para o Rio Lindo de Janeiro sediar as Olimpíadas 2016, os pessimistas de plantão já saíram a campo com seus trombones e cornetas fazendo barulho. Falar mal é muito fácil e a galera adora botar a boca no trombone e detonar tudo e todos. Eu mesmo não perco a chance de falar mal de algumas coisas que a meu ver estão erradas nas atitudes presidenciais, mas temos que dar as mãos à palmatória pelo empenho do seu lula em conseguir tal feito para o Brasil. Entrou de corpo e alma e suas lágrimas foram sinceras diante das câmeras de TV ao vivo para todo o mundo. Costumo dizer que lágrimas merecem respeito não importa de quem sejam, mas em se tratando de um homem, de um presidente com a história do Seu Luiz merece muito respeito. Aquelas lágrimas eram de um migrante nordestino, que nasceu no sertão e como a maioria de nós passamos a infância correndo atrás de um calango e de um copo com água. O calango eu ainda não peguei, o bicho é ligeiro, mas de sede ainda não morri e o Lula também não, ainda mais agora que é presidente.
Voltando ao Rio 2016 e as pedras que já estão no ar é bom lembrar como disse o Diogo competente Maynardy no Mahattan Connection “Já roubavam antes das Olimpíadas, não será agora que começarão”. É só ver os escândalos: dos sanguessugas, dos mensaleiros, da mandioca e outras ocas. Com a copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o Brasil entra definitivamente para o primeiro mundo. É bom relembrar que segundo especialistas, em 2016 nossas reservas cambiais serão de $700 bilhões de dólares e seremos a quinta economia do mundo com mais de 200 milhões de habitantes. Claro que tudo isso não acabará com a fome, a miséria, a falta de segurança, saúde e educação, coisas que não são Made in Brazil, é só darmos uma olhada nos mendigos de New York, nos guetos de Paris, nos bairros de lata e as favelas de Lisboa, os pobres e desempregados de Washington Dc, a pobreza das cidades do meio oeste e sul dos EUA, então senhores onde tem rico, tem pobre e por aí vai um depende do outro é assim muito antes de Cristo e onde tem dinheiro tem ladrão, vejam o caso das pirâmides de New York, o Maddoff que o diga. Que seja bem-vinda as Olulimpíadas 2016, a Copa de 2014 e tudo de bom e ruim que com certeza virão com estes eventos. Vamos usar a bateia da sabedoria e como garimpeiros do bem apurar num processo de decantação o bem que virá e usar as coisas boas em prol do nosso povo, da nossa gente e antes de jogar pedra, parar para pensar e olhar para a frente com os pés firmes no presente e a certeza de que por pior que seja não será pior do que tudo o que já vimos. Vamos manter a cabeça erguida e gritarmos ao mundo inteiro o orgulho de sermos brasileiros. Quanto aos corneteiros de plantão pessimistas de todas as horas: senhores um copo pela metade está quase cheio e nós os brasileiros patriotas amantes das coisas de nossa gente estamos cheios de vocês. Brasil 2014 Rio Lindo de Janeiro 2016. O resto o nome já diz: é resto.

sábado, 3 de outubro de 2009

Sim nós faremos! Yes we créu!

Publicado na edicao de sabado 3 de outubro doB.Press.

Sim nós faremos! Yes we créu!


Uma onda verde e amarela contagiou o mundo! Um tsunami de emoção invadiu lares e casas em todo o planeta. Senhores de terno, sisudos executivos da Wall Street, a Avenida Paulista ficaram de olho na TV durante toda manhã de sexta-feira, dia 2, pois em Copenhague na Dinamarca o Comitê Olímpico Internacional iria escolher entre quatro grandes cidades do mundo aquela que seria a sede de um negócio de milhões de dólares, que movimentará a economia do Brasil e do continente nos próximos seis anos.
Casas de apostas em todo o planeta e sites especializados como o “Game Bids” e o “ Around the Rings “colocavam a capital fluminense como a principal favorita do páreo. O povo, os políticos e o presidente entraram em campo por essa disputa com as outras grandes cidades do mundo. O Brasil mesmo sendo a décima economia do planeta nunca foi sede de um evento olímpico. $ 138 milhões de reais foram gastos só na campanha Pró-Rio 2016. Na noite de quinta-feira um emocionado Lula com olhos marejados disse: “É hora de deixarmos de sermos os coitadinhos. Sim nós podemos!”
E ontem, sexta-feira, dia 2, o Comitê decidiu. Vocês sediarão as Olimpíadas e nós faremos mesmo! E faremos bonito! Em 2016 seremos a quinta economia do mundo e segundo os especialistas, com uma reserva cambial de $700 bilhões de dólares. O Brasil mostra ao mundo que não aceitamos mais o papel de coadjuvante. Mostra ao planeta que não é grande só no tamanho, mas também na força de nossa gente, pois de norte a sul do país o povo saiu às ruas e mostrou o desejo de ter uma Olimpíada. Somos uma grande pátria com uma democracia sólida de um povo pujante. Mesmo com nossas mazelas de corrupção, falta de saúde e problemas educacionais, temos nossos méritos e sabemos defender os interesses da nação brasileira, um gigante verde e amarelo de um povo miscigenado que carrega no peito o orgulho de ser e gritar: “eu sou brasileiro não tenho vergonha da pátria que me viu nascer”.
E foi esse orgulho que contagiou o mundo e todo o Comitê. A vitória sobre Madrid não deixa dúvidas: sessenta e quatro votos à favor e trinta e dois contra. Contra números e fatos não se pode argumentar. Aí está a vitória do povo brasileiro e daqueles que lutaram pela Olimpíada Rio 2016. Obrigado Seu Lula! Teremos as “Olulimpíadas”. Você mostrou ao mundo a teimosia do povo brasileiro e de um pernambucano. Um povo guerreiro, turrão e lutador. A Pira Olímpica será acesa em um país tropical, em nossa Terra Brasilis. Para os outros seria apenas mais uma Olimpíada. Para o Brasil e nós os brasileiros é um divisor de águas, um marco em nossa história, uma oportunidade sem igual de mostrarmos aos políticos, senhores executivos e atletas do mundo nossa capacidade de realização. A nação tem ordem e progresso e o povo brasileiro os receberá de braços e corações abertos.
Sejam bem-vindos a um país que sabe o que quer, feito por um povo guerreiro, honesto e trabalhador e que nestes seis anos trabalhará na proporção do nosso gigantismo em prol de um evento que é o símbolo de união, paz e confraternização entre os povos e manteremos vivo o slogan e o ideal do Marquês de Copertain: “o importante é competir”, mas nós os brasileiros competiremos para ganhar e na primeira prova já saltamos os obstáculos e vencemos. Nadaremos rumo à meta. Correremos para o pódio. Lutaremos em prol das medalhas e acertaremos o alvo da interação entre os povos de todo o mundo. I’m sorry my friends but yes, we créu: Rio 2016. Sejam bem-vindos!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Zelaya dessa Brasil!

Publicado na edicao de 30 de setembro de 2009 do B.PRESS

Zelaya dessa Brasil!

Há 8 dias o mundo vê pela TV outro capítulo da crise hondurenha. Desta vez o Brasil do Seu Lula, “O Cara”, segundo o afro-negão presidente Barack Obama, está em cena e a nossa diplomacia às voltas com uma situação das mais delicadas diante do mundo de um governo golpista e truculento. O presidente golpista Roberto Micheletti a cada hora toma uma decisão. Avança e recua num jogo de vai-e-vem como todo golpista e como um caudilho latino americano faz ameaças. Usa o “manu militare” que tem ao alcance de suas garras sedentas de poder, para fazer ameaças e amedrontar a população civil.
Como sempre acontece nestas ocasiões e como fazem todos os políticos de várias partes do mundo, a primeira coisa que eles fazem é correr atrás dos pobres jornalistas, que apenas tentam cumprir o dever de informar e bem aos leitores, ouvintes e telespectadores, mas político é mesmo assim, quando quer aparecer, falar asneiras, fazer falsas promessas e balelas para o povo seja onde for muitos determinam e até imploram: “Chamem a imprensa, meus queridos jornalistas, essa gente com capacidade de informar e mover multidões!” Porém quando estes mesmos senhores querem ocultar fatos e atitudes contra a sociedade, ordenam: “Fechem as rádios, parem as impressoras, prendam esses jornalistas, bandos de fofoqueiros e xeretas que se metem na vida alheia!” E assim lá vamos nós entre trancos e barrancos, em muitos casos trancos e solavancos nos camburões de ditadores e golpistas, entretanto como dizem os franceses “ce la vie monsieur”. O estranho nessa história toda é que “los hermanos” amigos de Lula, da Venezuela e da Argentina fizeram miséria contra a imprensa local. Na Argentina invadiram a sede do Clarin e o Lula ficou na dele. Como em alguns casos do Brasil ele não viu nada. Aliás nunca vê e nem sabe de nada. O truculento e corneteiro Hugo Amigo do Lula Chávez fechou rádios, estações de TVs e “O Cara”, aquele de barba, do “nunca na história deste país” continuou na dele. Agora estamos no olho do furacão, o nome do país, a nossa capacidade de negociação, a dignidade do povo brasileiro está na alça de mira de todo o mundo. Como perguntou Drummond: “E agora Seu Luiz? Já que o senhor é “O Cara”, segundo my brother o afro negão presidente, faça alguma coisa! Poderia começar falando a verdade. Você jura que não sabia que o Zelaya iria para a embaixada? Essa história está servindo mais uma vez para mostrar que mais uma vez a OEA não é tão eficaz assim e seu poder é contestável, pois o golpista bateu a porta na cara da comissão enviada pelo órgão e nem sequer está dando ouvidos à gritaria dos seus membros e da comunidade internacional. Para relembrar: na década de 80 quando da Guerra das Malvinas o que fez a OEA mesmo? Só nos resta pedir ajuda aos céus para os colegas presentes ao conflito e que os mesmos sejam protegidos na árdua missão de informar aos que estão do outro lado da página ou da tela. Que os acéfalos de plantão em sua sede de poder saibam preservar, respeitar a vida e os direitos de profissionais que apenas estão tentando ganhar seu sustento exercendo a missão de informar bem e imparcialmente os fatos. Não importa quais são. O povo quer saber e merece a verdade. O que podemos dizer agora: é Zelaya dessa Brasil!