Lula vendeu o Brasil…
Não sou petista e não concordo com muita coisa que fez o metalúrgico nordestino presidente, mas tenho de reconhecer que além das novelas, da música e do futebol, ninguém vendeu tão bem o Brasil quanto o seu Luiz Inácio nos últimos 8 anos. Nos quatros cantos do mundo o presidente mascate incorporou o espírito nordestino camelô de ser e vendeu para tudo e para todos o Brasil e suas coisas: de aço à biodiesel, de café à metanol, de suco de laranja às asas da EMBRAER.
Foram muitas viagens. Umas estranhas, outras até aceitáveis, mas todas contestáveis. Ao viajar pelos países da América Central e do Sul entre os anos de 2005 e 2006, senti “in loco” a admiração que os povos daqueles países têm pelo futebol, o carnaval do Brasil e pelo presidente. Constatei nas ruas, lojas e “autodoors” dos vários países a quantidade de produtos brasileiros expostos e rodando pelas ruas como é o caso dos ônibus fabricados pela Marcopolo que rodam em grande quantidade pelas ruas do México, Panamá, Costa Rica, Equador, Colômbia e Venezuela. Só a título de curiosidade: em San José na Costa Rica, os nossos ônibus urbanos pintados nas cores vermelha e amarela são batizados de “busetas heredianas “. Nos super mercados da Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Honduras é grande a quantidade de produtos brasileiros, inclusive a nossa Brahma ou melhor de vocês bebedores de cerveja.
Em El Salvador ela foi rebatizada de Brava, mas nos outros países é Brahma mesmo. Nossos ônibus urbanos articulados para os paulistas são chamados de “ligeirinhos”, pelos curitibanos pioneiros na ideia e uso dos mesmos, circulam nas grandes capitais com as tarjas verde e amarela “made in Brazil”. Mediante tudo isso e baseado no que li e ouvi nos países latinos hermanos da língua de Cervantes, concluo que o Lula vendeu bem o Brasil no bom sentido.
Na cidade do Panamá, do Porto de Balboa no pacífico ao Porto de Colon no atlântico, num trajeto de 100 km, aproximadamente 61 milhas, é grande o número de “autodoors” anunciando os produtos “made in Brasil” e o consumo é grande por parte de todos. Nos países andinos a febre de consumo pelos produtos brasileiros é grande e crescente desde Guayaquil até Caracas só da Brasil. O presidente mascate viageiro tem seu mérito em todo este processo de mercantilização de nossas coisas mundo afora. Quando tio Sam criou barreiras contra boa parte de nossos produtos, ele saiu mundo afora aos gritos de: “Made in Brasil bom e barato quem vai querer?” E muita gente quis e está querendo. Nossos produtos estão em várias partes do planeta, da tenda de um beduíno ao deli chic dos Champs Elysees em Paris à Quinta Avenida em Manhattan.Mesmo não sendo petista, não gostando de muitas de suas atitudes temos que admitir e propagar a quem interessar possa, que o moço de Garanhuns, mesmo com erros de português que muitos criticam, tem vendido com maestria nossos produtos, fruto da capacidade profissional da mão de obra verde e amarela, gerando riquezas para a nação e respeito pelos profissionais brasileiros, pois é o pau de arara da terra dos altos coqueiros que a trancos e barrancos está fazendo a máquina girar e nossos produtos inundarem prateleiras e vitrines mundo afora. Diante disso só nos resta dizer mesmo entre os dentes: obrigado seu Lula.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
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