quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quando uma mão lava a outra, ambas estão sujas

Quando uma mão lava a outra, ambas estão sujas

Muito se fala de baixaria na televisão brasileira. Dos programas apelativos, cenas de sexo e coisas do gênero. Todo o tipo de sacanagem, mulher com bunda de fora, homem peludo de tórax à mostra e tudo isso com as crianças na sala.
Tudo isso não é nada diante das cenas da última semana quando suas ex-celências, pois é assim que deveriam ser tratados os senadores irados com olhares de marimbondos, uns com muito, outros com pouco fogo, se engalfinharam numa litígio coloquial nada bom para os telespectadores brasileiros e mundo afora. “Maldita globalização”, devem pensar eles. Antes ninguém via ou ouvia nada, agora por causa deste bando de jornalistas veem e sabem de tudo. Pois é senhores, a culpa é nossa e de quem inventou a televisão.
É muito triste ver cenas como as que presenciamos, era um tal de “engula”, “cuspa”, “cangaceiro”, “coronel”, enfim, cada um com seu adjetivo, só faltou o seu f. da piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. E pensar que estes caras ganham um salário decente para protagonizarem coisas indecentes na hora do jantar e do encontro da família brasileira nos quatro cantos do mundo.
Os allagoanos liderados por Renan Callheiros e Fernando Collor, abriram a boca numa saraivada de olhares fuziladores e adjetivos nada cativantes. Não só contra o cearense, o pernambucano, o gaúcho, os senadores destes três estados, mas sim contra todo o povo brasileiro, aliás nesta história tem muito elle. Essa letra também compõem as iniciais de uma palavra, digamos, muito proferida em todo o Brasil para classificar os amigos do alheio, os populares larápios, sem contar os laranjas. Com todo o respeito pela minha mãe e por todas as lavadeiras do Brasil, temos também as lavadeiras que batem boca às margens dos rios. Os homens de ternos no senado nos fazem lembrar, detalhe, as lavadeiras, que não foram eleitas para darem mau exemplo em rede nacional e mundial de televisão, já que o assunto é lavadeira, Sarney salvou Lula no caso do Zé Dirceu. Lembra da CPI do Walldomiro, o assessor do Zé no caso da caixa, da loteria e do mensallão, etc. etc.? Olha só, mais letra elle na história.
Pois é amigos, agora São Lula quer salvar o pescoço do Zé, aquele do bigode, dos brasileiros e brasileiras, o moço das sarneydesas, sempre ouvimos a frase uma mão lava a outra, ou seja, se lavam é por que estão sujas. Cadê as caras pintadas???? Pergunto a vocês leitores e ao nosso bom Deus: saímos às ruas no início dos anos 90, tiramos um presidente com cara pintada e o escambau e agora não se consegue tirar um presidente do senado? O tal Paulo Duque, a terceira pessoa depois do seu ninguém, como dizia a filosofa da lajinha senhores, o homem é suplente e tem o poder de arquivar tudo. Afinal que democracia é essa??? Cadê a vergonha na cara do povo?? Será que está todo mundo de rabo preso??
Nós todos temos culpa sim senhor, pecamos por omissão. Como Pilatos, lavamos as mãos sujas de suor de um povo trabalhador, que leva a vida marcado pelo descaso e desrespeito às leis de Deus, dos homens e às nossas instituições. Pilatos lavou as mãos, que depois ficaram sujas com o sangue de Cristo o Salvador, que foi crucificado meus senhores por omissão de um lavador de mãos. Hoje no Brasil nós estamos sendo cruficificados, pelo nosso pacifismo ou covardia. Somos vítimas da nossa inércia e pasmaceira, pois quando uma mão a lava a outra, ambas estão sujas. Deus tende piedade dos inertes! Destes usurpadores que tudo fazem pela grana e pelo poder!

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