quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Michael Jackson inventou o Brasil... e o bigode do zé?

Michael Jackson inventou o Brasil... e o bigode do zé?

Quando o escritor, jornalista e dramaturgo escocês James Matthew Barrie escreveu no ano de 1904 a história de um menino que vivia na Terra do Nunca e travou várias batalhas com o Capitão Gancho, o Brasil era um país tipicamente agrícola. Era uma republiqueta de bananas como muitas que ainda existem na América Latina e a república recém-proclamada pelo Marechal das Alagoas, Deodoro da Fonseca, ainda era uma criança que mal sabia quem era James Mattew, Michael Jackson ou Peter Pan, o menino que nunca cresceu.
O tempo passou. E como um Peter Pan da realidade, muitos eleitores nunca cresceram para a cidadania, o bem do povo e da nação, assim como na história infantil, na política brasileira não faltam os coronéis e capitães com seus ganchos que arrastam por décadas o povo e o patrimônio público. Roubam descaradamente os bens de uma nação e da sua gente, o povo Peter Pan que se recusa a crescer e acreditam nas Fadas Sininhos da vida com seu pó mágico, com ou sem pirlim-pim-pim tudo em Brasília parece história de fadas: tem sapo, príncipe e uma companheira quase fada que estão preparando para enfiar na goela do povo em 2010.
No entanto os ganchos da Casa dos Horrores, onde os vossas ex-celências com “elles”, outros sem, vagam por corredores imensos aterrorizando a nação. Uns são coronéis, outros são cangaceiros. Uma coisa é certa “somos compadres e hermanos companheiros de luta na terra de filhos da pátria”. Valei-me meu Padim Ciço Romão, todo lugar tem ladrão e corrupção, mas igual ao Brasil, nem nos filmes da televisão. No decorrer deste ano acompanhamos todo tipo de acusações e baixarias no Senado Federal, todos contra as sarneydesas do Zé e o José contra todos, porém o tal Conselho de Ética, (afinal o que ética mesmo?), segundo o meu pai, político vermelho devoto da antiga URSS e o pai dos burros : a palavra ética é originada do grego ethos, que significa modo de ser, caráter. No latim, mos ou no plural mores, significa costumes e daí derivou-se a palavra moral. Em filosofia, ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo - sociedade. Mas o conselho de cumpadres de Brasília perderam esta aula na qual muitos de nós aprendemos no antigo científico. Meu Deus como tô velho. É por este resultado e outras coisas que eu creio que Michael Jackson inventou o Brasil, afinal lá no centro das decisões no Planalto Central e por todo o território nacional está a verdadeira “Neverland”, a nossa Terra do Nunca, onde nunca acaba a corrupção, nunca acabam-se as mamatas, todos mamam nas tetas da república. Nunca acabam-se as favelas. Nunca acabam-se os problemas da saúde ...atchim... atchim..., se me verem roncando e fuçando corram. Nunca tem escolas suficientes. Em fevereiro tem carnaval, não faltarão escolas. Alô comunidade! Olha o Sarney aí genteeeee! Nunca temos segurança suficiente, nunca digas desta água não beberei. Agora estamos vendo Lula arriscando o pescoço para salvar o bigode do Zé, aquele do Maranhão. Nossa terra tem palmeiras, tem Corinthians e Mengão. Nunca tem verdade em nenhuma declaração. É terra de caboclos, cafuzos, mamelucos e agora de afro-negão.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Em nome do povo brasileiro, saia desta cadeira que não te pertence.

Em nome do povo brasileiro, saia desta cadeira que não te pertence.

Há 60 anos ele navega no mar da imunidade: vereador, prefeito, deputado, governador, presidente da república, senador. No pequeno, atrasado e pobre estado do Maranhão ele é o senhor da vida e da morte. Faz chover e faz o sol nascer. Tudo ou quase tudo por lá pertence a sua família. Um fato que nos faz lembrar o ex-ditador da Nicarágua, Anastácio Somoza, que era dono de tudo naquele pequeno país da América Central. Só que lá o povo teve vergonha na cara e tirou o salafrário usurpador das coisas do povo e da nação. Já no Maranhão do seu Zé, nada acontece se ele não quiser. Empresário, fazendeiro, dono dos maiores veículos de comunicação, tem o poder, os meios e o dom de fazer a cabeça do povão. Se não for por bem, vai no empurrão, mas uma coisa é fato: ele, filha ,netos e todo o clã ganharam todas as eleições. O senador José “Bigode” Sarney, com 60 anos de vida pública, acumulando riquezas e desafetos, vem sendo nos últimos dias alvo de várias denúncias e ataques por parte de tudo e de todos. À cada hora estoura um novo escândalo, uma nova acusação. Parece até pipoca num tacho de azeite quente. Os constantes bate-bocas dos vossas ex-celências é uma espetáculo tosco e dantesco da “Casa dos Horrores” em que se transformou o atual senado da república. A maior pizzaria do mundo. Depois quando São Lula chama os ex-celências de pizzaiolos, todos se ofendem. São homens de bem e sensíveis, quem não presta é o povo que votou naquelas criaturas. Legislam em causa própria. Decidem o destino bom deles e dos seus asseclas e opovo como fica???? Ora o povo que se exploda, como dizia o deputado televisiso Justo Veríssimo na Vênus platinada. Senhores do meu Brazil! Homens de bem e com vergonha na cara! Como podem aceitar essas coisas dos chamados representantes do povo? Faço indagações: o eleitor se vende e os políticos compram votos. Afinal quem não presta??? Os compradores ou os vendedores??? Se eles não prestam e representam o povo, por que pessoas de bem se deixam representar por quem não presta???? Ou será que somos todos farinha do mesmo saco e no fundo ninguém presta mesmo????? Afinal temos eleições a cada 4 anos e existem safados lá há mais de 40 anos, mentindo, usurpando e sendo reeleitos. Será que o povo é tão besta assim??? São muitas as indagações. É tudo muito triste, tudo lamentável, parece ficção, mas é uma triste realidade. Os mamadores de plantão se agarram às tetas caídas da velha senhora república. Quem tiver mais fôlego e for mais beiçudo, que sugue o leite, o sangue e o suor do povo brasileiro. Ainda trago no peito a esperança de ver na República Federativa do Brasil um povo ciente dos seus deveres e consciente dos seus direitos. Dia chegará em que lideraremos e seremos liderados por homens de bem, dignos de respeito e consideração, mas até este dia chegar seu José, em nome do povo brasileiro, saia desta cadeira que não lhe pertence. Até quando teremos que implorar, para que usurpadores larguem a cadeira do senado com alguém digno de respeito? Quantos mais severinos, calheiros, sarneys e outros mais teremos que suportar??? Senhores, o império acabou em 1889. Acabou-se a monarquia, ora pois.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quando uma mão lava a outra, ambas estão sujas

Quando uma mão lava a outra, ambas estão sujas

Muito se fala de baixaria na televisão brasileira. Dos programas apelativos, cenas de sexo e coisas do gênero. Todo o tipo de sacanagem, mulher com bunda de fora, homem peludo de tórax à mostra e tudo isso com as crianças na sala.
Tudo isso não é nada diante das cenas da última semana quando suas ex-celências, pois é assim que deveriam ser tratados os senadores irados com olhares de marimbondos, uns com muito, outros com pouco fogo, se engalfinharam numa litígio coloquial nada bom para os telespectadores brasileiros e mundo afora. “Maldita globalização”, devem pensar eles. Antes ninguém via ou ouvia nada, agora por causa deste bando de jornalistas veem e sabem de tudo. Pois é senhores, a culpa é nossa e de quem inventou a televisão.
É muito triste ver cenas como as que presenciamos, era um tal de “engula”, “cuspa”, “cangaceiro”, “coronel”, enfim, cada um com seu adjetivo, só faltou o seu f. da piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. E pensar que estes caras ganham um salário decente para protagonizarem coisas indecentes na hora do jantar e do encontro da família brasileira nos quatro cantos do mundo.
Os allagoanos liderados por Renan Callheiros e Fernando Collor, abriram a boca numa saraivada de olhares fuziladores e adjetivos nada cativantes. Não só contra o cearense, o pernambucano, o gaúcho, os senadores destes três estados, mas sim contra todo o povo brasileiro, aliás nesta história tem muito elle. Essa letra também compõem as iniciais de uma palavra, digamos, muito proferida em todo o Brasil para classificar os amigos do alheio, os populares larápios, sem contar os laranjas. Com todo o respeito pela minha mãe e por todas as lavadeiras do Brasil, temos também as lavadeiras que batem boca às margens dos rios. Os homens de ternos no senado nos fazem lembrar, detalhe, as lavadeiras, que não foram eleitas para darem mau exemplo em rede nacional e mundial de televisão, já que o assunto é lavadeira, Sarney salvou Lula no caso do Zé Dirceu. Lembra da CPI do Walldomiro, o assessor do Zé no caso da caixa, da loteria e do mensallão, etc. etc.? Olha só, mais letra elle na história.
Pois é amigos, agora São Lula quer salvar o pescoço do Zé, aquele do bigode, dos brasileiros e brasileiras, o moço das sarneydesas, sempre ouvimos a frase uma mão lava a outra, ou seja, se lavam é por que estão sujas. Cadê as caras pintadas???? Pergunto a vocês leitores e ao nosso bom Deus: saímos às ruas no início dos anos 90, tiramos um presidente com cara pintada e o escambau e agora não se consegue tirar um presidente do senado? O tal Paulo Duque, a terceira pessoa depois do seu ninguém, como dizia a filosofa da lajinha senhores, o homem é suplente e tem o poder de arquivar tudo. Afinal que democracia é essa??? Cadê a vergonha na cara do povo?? Será que está todo mundo de rabo preso??
Nós todos temos culpa sim senhor, pecamos por omissão. Como Pilatos, lavamos as mãos sujas de suor de um povo trabalhador, que leva a vida marcado pelo descaso e desrespeito às leis de Deus, dos homens e às nossas instituições. Pilatos lavou as mãos, que depois ficaram sujas com o sangue de Cristo o Salvador, que foi crucificado meus senhores por omissão de um lavador de mãos. Hoje no Brasil nós estamos sendo cruficificados, pelo nosso pacifismo ou covardia. Somos vítimas da nossa inércia e pasmaceira, pois quando uma mão a lava a outra, ambas estão sujas. Deus tende piedade dos inertes! Destes usurpadores que tudo fazem pela grana e pelo poder!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Minha mãe também não votou

Minha mãe também não votou

O São Lula, ops o Presidente do Brasil gritou aos quatro cantos que ele não votou no Sarney. Dona Carmelita pernambucana como nós, também não viu não seu Lula. O senhor defendeu o Sarney nos escândalos do senado, agora para salvar a barba, ou seja lá o que for, o senhor vem à público e grita para todos que não votou no Sarney para senador. Disso nós sabemos. O senhor vota em São Bernardo do Campo e o José lá no norte, bem arriba do sul maravilha. Bons tempos aqueles quando o senhor era apenas sindicalista, falávamos mal do Sarney, do Maluf e do Collor. Tínhamos as caras pintadas e gritávamos por diretas já, lembra-se? Seu Lula, quem mudou mesmo? Eles ficaram melhores ou foi o senhor quem piorou? Tem gente se mexendo na tumba: Ulisses, Teotônio, Covas, Tancredo e até Dona Carmelita, que não era muito chegada em política, deve estar lá esbravejando com a mão na cintura e seu forte sotaque de pernambucana dizendo: “José meu fio, isso é coisa da mulesta e muita safadeza juntas”.
Que os mortos descansem em paz, mas a coisa está feia, Lula abraçando Collor e Renan, agradecendo aos serviços prestados pela dupla das Alagoas à nação brasileira. Como dizia Raul Seixas: “parem o mundo que eu quero descer”. Afinal onde iremos parar? Corrupção, violência, descaso com o povo, com as coisas da nação, com a dignidade e com as leis vigentes. Os parlamentares do Legislativo e do Executivo nos tratam como seres alienados e de fácil ludibriar. Zombam de tudo e de todos os poderes. O único poder que prevalece é a vontade dilapidadora destes senhores coronéis das Alagoas e da política nacional.
A violência galopa nas asas do vento, mais rápida do que o pensamento dos homens de bem na terra brasilis que ainda tem muitos com boa vontade. Quando vossas excelências olharão com carinho, patriotismo e fé para a educação, segurança e a saúde do povo brasileiro? Com educação teremos saúde física e mental. Com a segurança teremos a paz a qual precisamos para crescer como família e como uma nação apta a fazer prevalecer nosso lema: “Ordem e Progresso”. O progresso até se nota a olhos nus, mas a ordem, esta meu senhores, está muito a desejar.
É muito triste ver legisladores legislarem em causa própria. Coronéis de votos manipulando currais. Capitães de indústria comandando as leis em benefício próprio e de protegidos e o povo a clamar no deserto em busca de um Moisés que os conduza através deste mar vermelho de vergonha, corrupção e violência, onde um copeiro do senado recebe $ 10 mil reais por mês para servir água e café. Um motorista $ 16 mil reais para conduzir as excelências. Um ascensorista $ 12 mil reais para subir e descer com os corruptos do cerrado. Um segurança $ 18 mil reais para segurar a barra daqueles que seguram os destinos do povo e da nação.
Enquanto isso vemos na TV nacional e internacional o caçador de marajás seu Fernando, ops, vossa excelência Collor de Mello com seu famoso olhar irado. Renan com a velha cara de pau de sempre e seu Zé do Bigode com o velho sorriso amarelo, a se digladiarem pela cadeira da presidência do senado, a sugerir que um de seus pares engula e digira. Mas quem está engolindo e não digerindo somos nós o povo brasileiro. Engolindo uma coisa chamada Congresso Nacional, essa coisa ruim pior do que purgante, porém de uma coisa eu tenho certeza, minha mãe também não votou no Sarney seu Lula.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

As “sarneydesas” do José

Textou publicado na edicao de 24 de junho do B.Press.

As “sarneydesas” do José

É triste e lamentável todas as notícias a respeito do Congresso Nacional e, principalmente, os que envolvem o Imperador Perpétuo do Maranhão, o Senhor Bigode, o homem que há 60 anos vive com sua família mamando nas testas do povo e do governo: o Senhor José Bigode Sarney. A miséria e a marca registrada em sua terra natal, mas a família Sarney vai cada vez melhor obrigado. Como no tempo colonial e numa república feudal, o poder e a exploração no Maranhão passa de pai para filha, netos, sobrinhos, agregados e outros ados. E os safados de plantão, reis da bajulação e da exploração, sanguessugas do erário público, das coisas e do sangue do povo seguem mamando, mandando e desmandando nos destinos do povo e da nação.
Quem não se lembra do Plano Cruzado que foi um soco de direita na cara e no estômago do povo brasileiro. O confisco dos bois, inflação nas alturas e os fiscais do Sarney. Agora este senhor vem a público pedir que lhe respeitem. É muita cara de pau do Senhor Moustache pedir respeito e porque não merece, este senhor e seu clã de exploradores deveriam ser banidos da vida pública brasileira, mas como o povo é besta, lá estão eles, cada vez mais sugando e mamando nas caídas tetas da velha República Federativa. Gafanhotos ceifadores das coisas do estado, do povo e da nação, mas o Zé Povinho tem a sua parcela de culpa, afinal ele está lá por vontade deste povo que sabe lamentar e reclamar e como cada povo tem o político que escolheu, lá estão eles fazendo “sarneydesas” com tudo e com todos.
O mais revoltante de tudo isso é o senhor Lula, que num passado não tão distante os chamava de grandes ladrões da nação, vir a público defender a camarilha surrupiadora das coisas do Brasil. Afinal Senhor Lula em qual lado o senhor está? Dona Carmelita sempre me dizia: “José Menino: quem se mistura com porco farelo e lavagem come”. Quem se mistura com ladrão e os defende sem ser advogado é o quê?
Existe uma Carta Magna chamada Constituição cujo Artigo 5 diz o seguinte: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Mas os homens do Congresso Nacional, os senhores feudais da terra brasileira, esqueceram dele e seria muito bom que eles, os incomuns, pois é assim que se acham estes congressistas safados e maus caráter que falam em nome do povo, que dessem uma olhada no Artigo Quinto antes que este povo um dia os mande para os quintos sabe lá de onde. Pois é. Se essa gente for para o inferno coitado do Belzebu. O tempo está passando e os senhores feudais continuam ferrando a ferro e fogo o povo que segue na vida de gado, povo marcado, povo feliz e o Senhor Bigode está vendo a cada dia os marimbondos de fogo se aproximarem. São 60 anos de “sarneydesas” nas terras brasilis. Larga o osso seu Zé!