terça-feira, 7 de julho de 2009

Sentados sobre o próprio rabo

Texto publicado na Edicao de 24 de junho de 2009 no B razilian Press.

Sentados sobre o próprio rabo

É assim que está e vive a grande maioria dos eleitores e do povo brasileiro. Com os recentes escândalos no Congresso a gritaria é geral, mas isso é coisa de um passado distante, onde muitos mamaram nas tetas fartas e caídas da Senhora República. Eleitores e políticos, corruptos e corruptores, afinal todo mundo tentou, tenta e quer se dar bem o mais rápido possível. Quando uns conseguem, os que ficam de fora do saque ao erário público começam a berrar. Claro que não é a maior parte do povo, mas se existem tantos safados se elegendo há décadas, roubando o país, os sonhos e as coisas do povo. Este povo ou boa parcela dele também tem a sua parte de culpa em todo o processo. A Bíblia diz: orai e vigiai, o povo deveria votar e vigiar, pois se assim agisse, o quesito reclamar após a fase roubar dos políticos seria minimizada. O empregado só rouba se o patrão der moleza. A ocasião faz o ladrão e por aí vai.
O povo vota e deixa correr frouxo, depois da casa roubada começa a gritaria. Entretanto este mesmo povo dá dinheiro para o guarda, suborna o fiscal, falsifica diploma para se dar bem. Fura a fila e pega atestado falso de médico para justificar o dia que ficou de ressaca em casa na “segundona” após a “cervejada” de domingo com os amigos. Isso lá no Brasil. Aqui nos EUA apresentam falsos atestados de renda para não pagar a conta dos hospitais. Todo mundo quer se dar bem e rápido. E aí como fica quando os políticos metem a mão no dinheiro público? Qual é a diferença entre o político enganador e o eleitor corrupto que engana o chefe ou o guarda da esquina? Ambos à sua maneira querem se dar bem, sair de uma situação e dar um up grade na atual fase.
Seja como for, ambos têm responsabilidades, direitos e deveres para com o país, mas boa parte do povo só sabe reclamar os direitos. Como pode se exigir o direito respeitado, se o dever não foi cumprido? Como posso sacar grana da poupança se lá não se depositou? Assim é a vida meus amigos para colher tem que se plantar. Para pedir o direito, o dever tem que ser cumprido. É fácil jogar bosta nos “sarneys” como se fosse a Geni da música do Chico, afinal são 60 anos de história de vida pública. Porém, em todo esse tempo quantos ficaram ricos às custas das “sarneydesas” do José, dos seus filhos e netos? A miséria é grande no Maranhão, mas até de estado o homem mudou para se eleger. Foi aceito e votado pelo povo do estado vizinho. Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Neste caso creio que este povo é mudo, burro e não representa a voz de Deus, pois ele, o criador, não seria burro a este ponto, mas a vida passa, os corruptos e safados se ajeitam, enquanto isso boa parte do povo continuará sentado sobre o próprio rabo afinal quem tem... tem medo e passarinho que come pedra sabe o que tem.

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