Texto publicado na edicao de 10 de junho doBrazilian Press
Nos confins do Brasil
Discípulo de São Tomé, sempre escuto os imigrantes dos EUA e brasileiros que nunca saíram da terra natal falarem mal do Brasil. Modéstia à parte conheço 80% do território nacional, nosso povo e nossas mazelas sociais.
Resolvi dar uma de São Tomé e fui ver a atual realidade do nosso país, do nosso povo, da gente de casta da sociedade e dos “dalits” brasileiros, os favelados das grandes e médias cidades do nosso país. Estou na quarta capital, entre elas a federal terra do poder, a Brasília de todos nós. Com sua gente de terno e favelados, a cidade caminha à passos largos rumo a um futuro de glória em terra Brasilis. A linda Belo Horizonte continua linda com sua brejeirice de cidade grande, seus barzinhos de boêmios e poetas é tudo de bom na terra de Drummond, no leste do estado de molevade, a Valadares. O ar puro das Gerais recicla nossos pulmões e por trás das montanhas o povo espera uma nova era. A pequena e aconchegante Alvinópolis, com sua gente meiga e simples nos emocionou com histórias de vida e dedicação ao ser humano. Levo comigo a certeza de que quanto mais te conhecemos não esqueceremos jamais a terra do “uai”, do leite e do queijo, das montanhas e dos vales. A bela, caipira e desconfiada Minas Gerais, da lajinha e do Jequitinhonha, de um povo orgulhoso, jeitoso e hospitaleiro, a essência do ser brasileiro.
São Paulo da garoa com a força da grana que destrói coisas belas. O corre-corre da metrópole, o executivo apressado, o motoboy tresloucado. São Paulo de Guarulhos, da Cumbica, terra em que todos passam e poucos ficam na correria do vôo, da conexão. São Paulo é a locomotiva que puxa a imensa nação, orgulho de brasileiros dos mais longínquos rincões.
Ceará de Iracema, terra de José de Alencar, cidade do sol, das praias e do mar, dos humoristas que nos fazem rir espantando todo o mal. De Quixadá a Sobral é sol e alegria que contagia. Terra do forró que invadiu o Brasil.. Muita coisa mudou no Brasil e mudou para melhor. Caminhando por nossos rincões, convivendo com o povo da terra Brasilis, a cada vez sinto que o nosso país é o melhor lugar do mundo para se viver. Mesmo com todos os problemas existentes, o povo carrega na face e no coração a alegria de viver. Gente humilde, ordeira e trabalhadora, um povo hospitaleiro temente a Deus com uma fé imensurável na força e no poder do criador. Nestas andanças por nossos rincões, do caipira das Gerais aos caboclos do nordeste, a certeza de que nossa Pátria amada mãe gentil é a terra prometida, a terra para onde todos nós sonhamos um dia regressar.
Baseado no que estou vendo e sentindo, das favelas às mansões, podemos dizer sem medo de errar àquele que desejar voltar: que o faça de coração e peito abertos. Não tema a incerteza do futuro na terra que o viu nascer. Por mais dólares que tenha no bolso uma coisa é fato: é grande a lacuna entre viver e sobreviver.
•
terça-feira, 7 de julho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário