Na boleia do destino
Passageiros da vida pegamos carona na boleia do tempo. Sonhamos e lutamos por dias melhores em prol de um sonho e realizações. Para trás ficaram os vales, as montanhas, praias, rios, cerrado e planaltos. Sonhamos na infância e na adolescência de um dia sermos alguém, termos uma vida melhor, porém o destino tem suas próprias coisas, razões e metas. E nós passageiros sonhadores, caminhantes de um tempo, frutos de uma era, não sabíamos o que teríamos pela frente. Como e o que fazer para realizar as metas almejadas, os desejos de jovens moças e rapazes rebeldes com e sem causa cuja maior causa era a de um dia ter uma vida decente, viver, realizar, doar aos que nos colocaram no mundo e aos que nos rodeavam uma vida melhor do ponto de vista material, pois nada é melhor e mais valoroso do que o amor de nossos pais e de nossos entes queridos, cada um à sua maneira, na cidade, no campo ou em qualquer parte da pátria amada mãe às vezes gentil, sonhou em voar para outras plagas em busca de metas realizar. Uns na madrugada deixaram na penumbra da noite aqueles que os viu nascer e saíram rumo às promessas do irmão grande e rico e do norte. Uma terra onde o sonho seria realizável, poderíamos vir a ter ou não. Não importando para muitos sonhadores se um dia seriam, pois como um exército farroupilha, carregavam no peito o sonho da independência entre o ter e o ser, o primeiro sempre esteve presente, pois para muitos ser sem ter de que adianta viver.
Para muitos, anos se passaram. Uns com e outros sem escrúpulos. O importante e a meta era ter e muito, pois tendo, seriam alguém. Na pirâmide social da vida material teriam um lugar ao sol ou na janela da boleia do tempo, que foi passando e passa vertiginosamente, não dando chance de equacionar os ensinamentos da infância daqueles que ficaram para trás à espera das conquistas que lhes remeteriam a uma nova vida, uma nova ordem social e material, onde os agregados e familiares, todos os que o rodeiam, possam ver e invejar os bens conquistados em terras estrangeiras a custas de lágrimas, dólares sujos de suor, muito sangue, horas de angústia, tristeza e solidão. Para muitos trabalho exaustivo e muita humilhação, a exploração do patrão imigrante mau caráter e usurpador que explora o compatriota sem vergonha e pudor. O senhor da fazenda, capitão do mato da escravidão globalizada, que vê no imigrante recém-chegado mais uma criatura sonhadora, uma bela presa a ser dilapidada e explorada e assim na boleia do destino, vamos seguindo em busca da sorte. Para muitos, no caminho só encontram a morte, fria como uma noite escura de inverno, que leva para sabe onde só Deus aquele que um dia sonhou em ser e fazer feliz aqueles que ficaram para trás, seja a família da moça ou do rapaz, que na madrugada fria deixaram seus vales, cerrados e planaltos e zarparam nas asas do vento na busca de trabalho e sucesso para realizar como viajantes na boleia do destino os velhos e bons sonhos de menino. No entanto muitos dos passageiros do tempo desceram da boleia, apeados pelo tempo e só levaram ou deixaram nesta terra desejos e pensamentos.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Nunca digas desta água não beberei
Texto publicado no Brazilian Press Edicao de 22 de julho de 2009
Nunca digas desta água não beberei
Tarde de segunda-feira. Dirigindo no caótico trânsito de São Paulo a caminho de uma reunião paro no farol. Ônibus lotado à minha esquerda. Por um segundo olho para dentro do coletivo e vejo o semblante do povo batalhador, muitos deles migrantes sonhadores, nordestinos como eu, gente que veio para a maior cidade do Brasil, uma das maiores das Américas e do mundo buscando construir um sonho.
Assim como a maioria de nós que deixamos o Brasil tentando realizar o sonho americano, o menino faz malabarismo no farol. O guarda acena para o trânsito andar rápido, como o guarda manso da novela. O vendedor de coco com seu facão prepara mais um para o freguês. A moça fala ao celular. Um senhor de cabelos grisalhos como os meus, coça a cabeça e com olhar pensativo ao ver o meu olhar para dentro do coletivo, cumprimenta com aceno amigável, tradicional, aquele que usamos para saudar um estranho com um leve levantar e abaixar de cabeça.
Sozinho na multidão, perdido no trânsito ao volante de um carro popular, começo a pensar na moça, no menino, no vendedor de coco, no guarda manso e no povo que passa na calçada num incessante vai-e-vem em busca do suado e sofrido pão de cada dia. Penso no que eles acham das “sarneydesas” do José, dos atos secretos da “Casa dos Horrores” do Planalto Central, ops, Congresso Nacional. O que acham sobre os outrora inimigos Lula e Collor, Renan com seus afãs, da roubalheira, dos mandos e desmandos de nossos governantes. Lula está com Fernando Color e não abre. Esqueceu o passado, Operação Uruguai, FIAT Elba, confisco da poupança e ouras “cositas mas”.
Sua excelência o presidente como fez o cancioneiro popular Gilberto Gil do alto do palanque nas Alagoas de tradição e tanta corrupção mandou aquele abraço pro Collor e pro Renan e ainda agradeceu ao que ambos têm feito para o governo, leia-se seu Lula. Pois é meu povo, tudo mudou e todos mudaram, só uma pergunta: eles ficaram melhor ou o Lula piorou? Nunca imaginaríamos uma cena como essa: Lula aos beijos e abraços com Collor de Mello e ainda agradecendo em público. A língua inglesa tem uma expressão que diz: Politics Make Strange Bad Felows (a Política Faz Estranhos Companheiros). Os pecados de Collor pertencem ao passado e os de Lula ao presente, mas o coronelismo permanece vivo e latente na política brasileira. Com o apoio do povo, a popularidade em alta, São Lula tudo pode, afinal ele faz lembrar Jesus: pobre, barbudo e cercado de ladrões. Alô Vaticano canonizem o homem, (em tempo) “pobre”, entre aspas né?
Lula faz tudo isso porque cansou de perder e agora é aquela coisa, já que estou no inferno beijarei o capeta. Enquanto isso o povo queima no caldeirão de Belzebu, xiiiiiiii isso dá rima e das boas, Belzebu rima com.......... Bem, deixemos para lá.
Uma coisa é certa, Sarney, Lula, Renan e Collor estão como os personagens de Alexandre Dumas: “um por todos, todos por um”. Só falta a capa, pois as máscaras eles já têm e a espada está fincada no coração do povo. Por isso meu amigos, recordem dessa frase que nos ensinaram na infância: “nunca cuspa para cima que lhe cai na cara” e tampouco diga: “desta água não beberei”. Lula, Collor e Renan bebem da mesma água, enquanto o povo que outrora acreditou no sonho do líder metalúrgico está com sede de justiça, credibilidade, transparência e já que estamos no ano França/Brasil o povo pergunta: “cadê a igualdade, liberdade e fraternidade para o povo brasileiro?
O farol abriu e o guarda manso fez sinal para eu seguir em frente. Façamos o mesmo, sigamos em frente segurando nas mãos de Deus.
Nunca digas desta água não beberei
Tarde de segunda-feira. Dirigindo no caótico trânsito de São Paulo a caminho de uma reunião paro no farol. Ônibus lotado à minha esquerda. Por um segundo olho para dentro do coletivo e vejo o semblante do povo batalhador, muitos deles migrantes sonhadores, nordestinos como eu, gente que veio para a maior cidade do Brasil, uma das maiores das Américas e do mundo buscando construir um sonho.
Assim como a maioria de nós que deixamos o Brasil tentando realizar o sonho americano, o menino faz malabarismo no farol. O guarda acena para o trânsito andar rápido, como o guarda manso da novela. O vendedor de coco com seu facão prepara mais um para o freguês. A moça fala ao celular. Um senhor de cabelos grisalhos como os meus, coça a cabeça e com olhar pensativo ao ver o meu olhar para dentro do coletivo, cumprimenta com aceno amigável, tradicional, aquele que usamos para saudar um estranho com um leve levantar e abaixar de cabeça.
Sozinho na multidão, perdido no trânsito ao volante de um carro popular, começo a pensar na moça, no menino, no vendedor de coco, no guarda manso e no povo que passa na calçada num incessante vai-e-vem em busca do suado e sofrido pão de cada dia. Penso no que eles acham das “sarneydesas” do José, dos atos secretos da “Casa dos Horrores” do Planalto Central, ops, Congresso Nacional. O que acham sobre os outrora inimigos Lula e Collor, Renan com seus afãs, da roubalheira, dos mandos e desmandos de nossos governantes. Lula está com Fernando Color e não abre. Esqueceu o passado, Operação Uruguai, FIAT Elba, confisco da poupança e ouras “cositas mas”.
Sua excelência o presidente como fez o cancioneiro popular Gilberto Gil do alto do palanque nas Alagoas de tradição e tanta corrupção mandou aquele abraço pro Collor e pro Renan e ainda agradeceu ao que ambos têm feito para o governo, leia-se seu Lula. Pois é meu povo, tudo mudou e todos mudaram, só uma pergunta: eles ficaram melhor ou o Lula piorou? Nunca imaginaríamos uma cena como essa: Lula aos beijos e abraços com Collor de Mello e ainda agradecendo em público. A língua inglesa tem uma expressão que diz: Politics Make Strange Bad Felows (a Política Faz Estranhos Companheiros). Os pecados de Collor pertencem ao passado e os de Lula ao presente, mas o coronelismo permanece vivo e latente na política brasileira. Com o apoio do povo, a popularidade em alta, São Lula tudo pode, afinal ele faz lembrar Jesus: pobre, barbudo e cercado de ladrões. Alô Vaticano canonizem o homem, (em tempo) “pobre”, entre aspas né?
Lula faz tudo isso porque cansou de perder e agora é aquela coisa, já que estou no inferno beijarei o capeta. Enquanto isso o povo queima no caldeirão de Belzebu, xiiiiiiii isso dá rima e das boas, Belzebu rima com.......... Bem, deixemos para lá.
Uma coisa é certa, Sarney, Lula, Renan e Collor estão como os personagens de Alexandre Dumas: “um por todos, todos por um”. Só falta a capa, pois as máscaras eles já têm e a espada está fincada no coração do povo. Por isso meu amigos, recordem dessa frase que nos ensinaram na infância: “nunca cuspa para cima que lhe cai na cara” e tampouco diga: “desta água não beberei”. Lula, Collor e Renan bebem da mesma água, enquanto o povo que outrora acreditou no sonho do líder metalúrgico está com sede de justiça, credibilidade, transparência e já que estamos no ano França/Brasil o povo pergunta: “cadê a igualdade, liberdade e fraternidade para o povo brasileiro?
O farol abriu e o guarda manso fez sinal para eu seguir em frente. Façamos o mesmo, sigamos em frente segurando nas mãos de Deus.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Derrubem a bastilha do cerrado! Resgatem nossa dignidade!
Derrubem a bastilha do cerrado! Resgatem nossa dignidade!
No dia 14 de julho os franceses comemoram a Queda da Bastilha e tudo começou com uma arenga de um colega jornalista, Monsiuer Camille Desmoulins, que avisou ao povo de Paris que as tropas francesas estavam prestes a desencandear uma repressão sangrenta sobre a população parisiense. O povo pegou em armas contra as forças oficiais, derrubando e decapitando o Marquês de Launay, espetando a cabeça dele na ponta de uma lança.
E assim o 14 de julho entrou para a história da humanidade. Quando será que nós, o povo brasileiro, derrubaremos as nossas bastilhas de impunidade, safadezas, corrupções, desmandos, falcatruas e atos secretos, (como os da considerada pelos ingleses de “Casa do Terror”), o nosso Congresso Nacional? De acordo com o The Economist da semana passada, os “vossas excelências” protestaram contra o título, mas do Congresso Nacional só tem saído escândalos e coisas que têm aterrorizado a nação brasileira, onde o salário do presidente da República é de R$ 11 mil reais, mas um garçom do Congresso Nacional para servir água e café recebe R$ 12 mil reais, sem as responsabilidades que é ter um país de 190 milhões de vidas pendentes de suas decisões.
A Bastilha francesa entre os séculos XVII e XVIII foi derrubada por sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes e artesãos. Onde está o nosso povo que nada faz para cortar a cabeça dos nossos marqueses de Launay, o governador derrubado e decapitado que teve a cabeça espetada em uma lança pelo povo sedento por liberdade e democracia?
Os “vossas excelências” roubam, enganam, tripudiam, legislam em causa própria e todos ficam calados, ou melhor, ladram como cães de pobre correndo atrás da “Kombi da pamonha” e quando ela pára nada fazem. O país e o povo são roubados e dilapidados há séculos. Tem um bigodudo que junto com a família faz isso há 60 anos. Já teve de tudo, até fiscais pelas ruas do país, que como marimbondos de fogo defenderam o seu plano e foram derrubados por um cruzado de direita. O homem não larga o osso, (leia-se filé), e as tetas caídas e fartas da república brasileira, onde todos mamam descaradamente. Mamam nas tetas e sugam o sangue do povo brasileiro. Um povo que feito gado é marcado e vive feliz.
Até quando suportaremos tantas mentiras descaradas e as bravatas dos 71 de gravatas? Senhor Deus criador do céu e da terra, olhai por essa gente e mostrai à eles o caminho a seguir, assim como Moisés fez com seu povo, que eles abram os olhos e cruzem este mar vermelho de vergonha, com suas areias negras de tanta safadeza, roubalheira das coisas de nossa gente. Quanto mais essa gente rouba mais quer. Meu povo, nem todo dia a galinha bota um ovo, mas com certeza temos um novo escândalo e assim caminha a impunidade na terra brasilis, onde o crime compensa, onde todo mundo rouba todo mundo, onde o bem público é visto como banheiro de estação rodoviária e bar de botequim onde todos “mijam e cagam” e os políticos maus-caracteres de plantão, cagam para o país e na cabeça do povo, enquanto isso seguimos aqui como auto-exilados, nos escondendo da “migra”, trabalhando sem receber, rezando e esperando o dia da queda da bastilha do cerrado. Basta de impunidade! Eleitores brasileiros resgatem nossa dignidade!
No dia 14 de julho os franceses comemoram a Queda da Bastilha e tudo começou com uma arenga de um colega jornalista, Monsiuer Camille Desmoulins, que avisou ao povo de Paris que as tropas francesas estavam prestes a desencandear uma repressão sangrenta sobre a população parisiense. O povo pegou em armas contra as forças oficiais, derrubando e decapitando o Marquês de Launay, espetando a cabeça dele na ponta de uma lança.
E assim o 14 de julho entrou para a história da humanidade. Quando será que nós, o povo brasileiro, derrubaremos as nossas bastilhas de impunidade, safadezas, corrupções, desmandos, falcatruas e atos secretos, (como os da considerada pelos ingleses de “Casa do Terror”), o nosso Congresso Nacional? De acordo com o The Economist da semana passada, os “vossas excelências” protestaram contra o título, mas do Congresso Nacional só tem saído escândalos e coisas que têm aterrorizado a nação brasileira, onde o salário do presidente da República é de R$ 11 mil reais, mas um garçom do Congresso Nacional para servir água e café recebe R$ 12 mil reais, sem as responsabilidades que é ter um país de 190 milhões de vidas pendentes de suas decisões.
A Bastilha francesa entre os séculos XVII e XVIII foi derrubada por sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes e artesãos. Onde está o nosso povo que nada faz para cortar a cabeça dos nossos marqueses de Launay, o governador derrubado e decapitado que teve a cabeça espetada em uma lança pelo povo sedento por liberdade e democracia?
Os “vossas excelências” roubam, enganam, tripudiam, legislam em causa própria e todos ficam calados, ou melhor, ladram como cães de pobre correndo atrás da “Kombi da pamonha” e quando ela pára nada fazem. O país e o povo são roubados e dilapidados há séculos. Tem um bigodudo que junto com a família faz isso há 60 anos. Já teve de tudo, até fiscais pelas ruas do país, que como marimbondos de fogo defenderam o seu plano e foram derrubados por um cruzado de direita. O homem não larga o osso, (leia-se filé), e as tetas caídas e fartas da república brasileira, onde todos mamam descaradamente. Mamam nas tetas e sugam o sangue do povo brasileiro. Um povo que feito gado é marcado e vive feliz.
Até quando suportaremos tantas mentiras descaradas e as bravatas dos 71 de gravatas? Senhor Deus criador do céu e da terra, olhai por essa gente e mostrai à eles o caminho a seguir, assim como Moisés fez com seu povo, que eles abram os olhos e cruzem este mar vermelho de vergonha, com suas areias negras de tanta safadeza, roubalheira das coisas de nossa gente. Quanto mais essa gente rouba mais quer. Meu povo, nem todo dia a galinha bota um ovo, mas com certeza temos um novo escândalo e assim caminha a impunidade na terra brasilis, onde o crime compensa, onde todo mundo rouba todo mundo, onde o bem público é visto como banheiro de estação rodoviária e bar de botequim onde todos “mijam e cagam” e os políticos maus-caracteres de plantão, cagam para o país e na cabeça do povo, enquanto isso seguimos aqui como auto-exilados, nos escondendo da “migra”, trabalhando sem receber, rezando e esperando o dia da queda da bastilha do cerrado. Basta de impunidade! Eleitores brasileiros resgatem nossa dignidade!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
So long Michael we’ll see you later brother
So long Michael we’ll see you later brother
Ele começou aos 5 anos de idade e aos 10 já era sucesso em todo o mundo. Começou a sua carreira solo em 1970, ano em que nós brasileiros comemorávamos o Tri de futebol no México. Arrebatou milhões de fãs ao criar um novo estilo que uniu canções e refrões fáceis de serem repetidos. Um estilo com muita musicalidade e dança, tudo o que nós jovens dos anos 70 queríamos, os rebeldes com e sem causa em plena ditadura.
Em 1972 foi eleito o melhor vocalista masculino do ano pelo trabalho realizado no disco “Got to Be There”. Muitos de nós, hoje cinquentões, amamos, sonhamos, sofremos e tivemos momentos de rara felicidade sob a trilha sonora dos sucessos do “black and white boy”. Foram anos de sonhos de uma juventude sem Net, Ipod, Twitter e outras coisas cibernéticas. A matine de domingo, a azaração na praça, entrar de penetra nas festas, namorar escondido sem pegar na mão e dançar ao som dos LPs de Michael Jackson.
O tempo passou, a idade chegou e aqui estamos nós cinquentões a lamentar com pesar a perda desta grande estrela da música pop. Para o mundo pop a morte dele foi o 11 de setembro no show business. Tudo parou, mas a vida há de continuar para os que ficam. Michael não nasceu, como um astro, ele brilhou na terra. Dos seus 50 anos, 45 foram passados sob as luzes da ribalta, holofotes multicoloridos e palcos onde ele foi o iluminado. Segundo ele mesmo disse uma vez: “não saberei viver sem os aplausos e o público de pé me ovacionando”.
O menino que nunca foi criança, nunca correu, brincou, caiu e se machucou. Seus traumas e “neuras” o fizeram diferente de todos os mortais. O homem menino, o bailarino frenético imitado por todos. Um homem que estreou na vida e que mesmo cercado por todos vivia na solidão do tempo e das horas na busca da infância perdida, pois enquanto muitos aos 21 anos buscam um lugar ao sol, ele era o próprio sol do mundo pop, um astro que brilhará mesmo depois desta fase que chamamos de vida, porque sua obra está imortalizada em várias partes do mundo. Sua música atravessou fronteiras e regimes democráticos ou totalitários e no mundo do show business e da música pop ele instalou seu reinado.
Ele foi o rei que não deixou sucessores, o Rei Michael, que desde a infância liderou os Jacksons e conquistou o mundo com sua dança e seu canto, como um canário do reino livre, cantando e dançando em todos os lugares. O mundo sente, o povo chora. Lágrimas brotam nas faces das pessoas de todas as raças e idades no adeus final a um menino que não cresceu. O filho do metalúrgico e de uma dona de casa que fez o mundo parar por doze dias com tristeza e um olhar no horizonte na busca do sol em um melancólico poente de uma vida de luz e muito brilho sob o ritmo alucinante de sua dança com passos bem marcados, como uma caminhada na lua, seu ”moon walker”.Até um dia estrela. Até um dia astro rei do pop. Nós, os velhos jovens de 50 que fomos seus contemporâneos, só nos resta dizer: descanse em paz onde você estiver, “so long michael we’ll see you later brother”.
Ele começou aos 5 anos de idade e aos 10 já era sucesso em todo o mundo. Começou a sua carreira solo em 1970, ano em que nós brasileiros comemorávamos o Tri de futebol no México. Arrebatou milhões de fãs ao criar um novo estilo que uniu canções e refrões fáceis de serem repetidos. Um estilo com muita musicalidade e dança, tudo o que nós jovens dos anos 70 queríamos, os rebeldes com e sem causa em plena ditadura.
Em 1972 foi eleito o melhor vocalista masculino do ano pelo trabalho realizado no disco “Got to Be There”. Muitos de nós, hoje cinquentões, amamos, sonhamos, sofremos e tivemos momentos de rara felicidade sob a trilha sonora dos sucessos do “black and white boy”. Foram anos de sonhos de uma juventude sem Net, Ipod, Twitter e outras coisas cibernéticas. A matine de domingo, a azaração na praça, entrar de penetra nas festas, namorar escondido sem pegar na mão e dançar ao som dos LPs de Michael Jackson.
O tempo passou, a idade chegou e aqui estamos nós cinquentões a lamentar com pesar a perda desta grande estrela da música pop. Para o mundo pop a morte dele foi o 11 de setembro no show business. Tudo parou, mas a vida há de continuar para os que ficam. Michael não nasceu, como um astro, ele brilhou na terra. Dos seus 50 anos, 45 foram passados sob as luzes da ribalta, holofotes multicoloridos e palcos onde ele foi o iluminado. Segundo ele mesmo disse uma vez: “não saberei viver sem os aplausos e o público de pé me ovacionando”.
O menino que nunca foi criança, nunca correu, brincou, caiu e se machucou. Seus traumas e “neuras” o fizeram diferente de todos os mortais. O homem menino, o bailarino frenético imitado por todos. Um homem que estreou na vida e que mesmo cercado por todos vivia na solidão do tempo e das horas na busca da infância perdida, pois enquanto muitos aos 21 anos buscam um lugar ao sol, ele era o próprio sol do mundo pop, um astro que brilhará mesmo depois desta fase que chamamos de vida, porque sua obra está imortalizada em várias partes do mundo. Sua música atravessou fronteiras e regimes democráticos ou totalitários e no mundo do show business e da música pop ele instalou seu reinado.
Ele foi o rei que não deixou sucessores, o Rei Michael, que desde a infância liderou os Jacksons e conquistou o mundo com sua dança e seu canto, como um canário do reino livre, cantando e dançando em todos os lugares. O mundo sente, o povo chora. Lágrimas brotam nas faces das pessoas de todas as raças e idades no adeus final a um menino que não cresceu. O filho do metalúrgico e de uma dona de casa que fez o mundo parar por doze dias com tristeza e um olhar no horizonte na busca do sol em um melancólico poente de uma vida de luz e muito brilho sob o ritmo alucinante de sua dança com passos bem marcados, como uma caminhada na lua, seu ”moon walker”.Até um dia estrela. Até um dia astro rei do pop. Nós, os velhos jovens de 50 que fomos seus contemporâneos, só nos resta dizer: descanse em paz onde você estiver, “so long michael we’ll see you later brother”.
terça-feira, 7 de julho de 2009
Sentados sobre o próprio rabo
Texto publicado na Edicao de 24 de junho de 2009 no B razilian Press.
Sentados sobre o próprio rabo
É assim que está e vive a grande maioria dos eleitores e do povo brasileiro. Com os recentes escândalos no Congresso a gritaria é geral, mas isso é coisa de um passado distante, onde muitos mamaram nas tetas fartas e caídas da Senhora República. Eleitores e políticos, corruptos e corruptores, afinal todo mundo tentou, tenta e quer se dar bem o mais rápido possível. Quando uns conseguem, os que ficam de fora do saque ao erário público começam a berrar. Claro que não é a maior parte do povo, mas se existem tantos safados se elegendo há décadas, roubando o país, os sonhos e as coisas do povo. Este povo ou boa parcela dele também tem a sua parte de culpa em todo o processo. A Bíblia diz: orai e vigiai, o povo deveria votar e vigiar, pois se assim agisse, o quesito reclamar após a fase roubar dos políticos seria minimizada. O empregado só rouba se o patrão der moleza. A ocasião faz o ladrão e por aí vai.
O povo vota e deixa correr frouxo, depois da casa roubada começa a gritaria. Entretanto este mesmo povo dá dinheiro para o guarda, suborna o fiscal, falsifica diploma para se dar bem. Fura a fila e pega atestado falso de médico para justificar o dia que ficou de ressaca em casa na “segundona” após a “cervejada” de domingo com os amigos. Isso lá no Brasil. Aqui nos EUA apresentam falsos atestados de renda para não pagar a conta dos hospitais. Todo mundo quer se dar bem e rápido. E aí como fica quando os políticos metem a mão no dinheiro público? Qual é a diferença entre o político enganador e o eleitor corrupto que engana o chefe ou o guarda da esquina? Ambos à sua maneira querem se dar bem, sair de uma situação e dar um up grade na atual fase.
Seja como for, ambos têm responsabilidades, direitos e deveres para com o país, mas boa parte do povo só sabe reclamar os direitos. Como pode se exigir o direito respeitado, se o dever não foi cumprido? Como posso sacar grana da poupança se lá não se depositou? Assim é a vida meus amigos para colher tem que se plantar. Para pedir o direito, o dever tem que ser cumprido. É fácil jogar bosta nos “sarneys” como se fosse a Geni da música do Chico, afinal são 60 anos de história de vida pública. Porém, em todo esse tempo quantos ficaram ricos às custas das “sarneydesas” do José, dos seus filhos e netos? A miséria é grande no Maranhão, mas até de estado o homem mudou para se eleger. Foi aceito e votado pelo povo do estado vizinho. Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Neste caso creio que este povo é mudo, burro e não representa a voz de Deus, pois ele, o criador, não seria burro a este ponto, mas a vida passa, os corruptos e safados se ajeitam, enquanto isso boa parte do povo continuará sentado sobre o próprio rabo afinal quem tem... tem medo e passarinho que come pedra sabe o que tem.
Sentados sobre o próprio rabo
É assim que está e vive a grande maioria dos eleitores e do povo brasileiro. Com os recentes escândalos no Congresso a gritaria é geral, mas isso é coisa de um passado distante, onde muitos mamaram nas tetas fartas e caídas da Senhora República. Eleitores e políticos, corruptos e corruptores, afinal todo mundo tentou, tenta e quer se dar bem o mais rápido possível. Quando uns conseguem, os que ficam de fora do saque ao erário público começam a berrar. Claro que não é a maior parte do povo, mas se existem tantos safados se elegendo há décadas, roubando o país, os sonhos e as coisas do povo. Este povo ou boa parcela dele também tem a sua parte de culpa em todo o processo. A Bíblia diz: orai e vigiai, o povo deveria votar e vigiar, pois se assim agisse, o quesito reclamar após a fase roubar dos políticos seria minimizada. O empregado só rouba se o patrão der moleza. A ocasião faz o ladrão e por aí vai.
O povo vota e deixa correr frouxo, depois da casa roubada começa a gritaria. Entretanto este mesmo povo dá dinheiro para o guarda, suborna o fiscal, falsifica diploma para se dar bem. Fura a fila e pega atestado falso de médico para justificar o dia que ficou de ressaca em casa na “segundona” após a “cervejada” de domingo com os amigos. Isso lá no Brasil. Aqui nos EUA apresentam falsos atestados de renda para não pagar a conta dos hospitais. Todo mundo quer se dar bem e rápido. E aí como fica quando os políticos metem a mão no dinheiro público? Qual é a diferença entre o político enganador e o eleitor corrupto que engana o chefe ou o guarda da esquina? Ambos à sua maneira querem se dar bem, sair de uma situação e dar um up grade na atual fase.
Seja como for, ambos têm responsabilidades, direitos e deveres para com o país, mas boa parte do povo só sabe reclamar os direitos. Como pode se exigir o direito respeitado, se o dever não foi cumprido? Como posso sacar grana da poupança se lá não se depositou? Assim é a vida meus amigos para colher tem que se plantar. Para pedir o direito, o dever tem que ser cumprido. É fácil jogar bosta nos “sarneys” como se fosse a Geni da música do Chico, afinal são 60 anos de história de vida pública. Porém, em todo esse tempo quantos ficaram ricos às custas das “sarneydesas” do José, dos seus filhos e netos? A miséria é grande no Maranhão, mas até de estado o homem mudou para se eleger. Foi aceito e votado pelo povo do estado vizinho. Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Neste caso creio que este povo é mudo, burro e não representa a voz de Deus, pois ele, o criador, não seria burro a este ponto, mas a vida passa, os corruptos e safados se ajeitam, enquanto isso boa parte do povo continuará sentado sobre o próprio rabo afinal quem tem... tem medo e passarinho que come pedra sabe o que tem.
Só vendo para crer
Texto publicado na Edicao de 17 de junho do Brazilian Press.
Só vendo para crer
Nas minhas andanças pela terra Brasilis constatei “in loco” as mudanças em nosso país, que não chegam ao nosso conhecimento através da grande mídia que divulga as coisas e a atual situação do Brasil.
Viajando pelas regiões nordeste e sudeste, visitando as principais capitais brasileiras e as cidades pequenas e de médio porte destas regiões, constatei a mudança para melhor e o desenvolvimento de todos os segmentos da sociedade brasileira. Nós imigrantes espalhados mundo afora só ficamos sabendo das desgraças, mazelas, do desemprego, da violência, que está tudo ruim e cada vez pior.
Posso lhes afirmar que tudo isso realmente existe. É fato e diante dos mesmos não se pode contestar, mas como uma moeda dourada desta grande olimpíada da vida e das coisas do nosso país, tem o outro lado que constatei nas cidades por onde passei. Da Grande São Paulo com seus quase 22 milhões de habitantes, à área metropolitana de Belo Horizonte e cidades como Betim, Nova Era, Valadares, Ipatinga, Teófilo Otoni, sente-se a pujança e a garra do povo brasileiro, a liberdade e a gana de viver, lá estão, vivendo. Enquanto isso muitos brasileiros espalhados mundo afora continuam a luta de garimpantes em busca da grande pedra do Eldorado, pagando um preço incalculável, numa batalha imensurável de lágrimas, suor, sangue, humilhação, perseguição e muita dor por um punhado de dólares e euros. Muitos não veem a luz ao fim do túnel. Cruzando o sertão nordestino nas terras de José de Alencar e do grande jurista Clóvis Beviláqua, de Fortaleza a Tacunda de Icó, a Quixadá, de Sobral a Juazeiro do Norte, de Canoa Quebrada a Seco Sertão, sente-se a força da nossa grande nação no coração e no olhar do povo brasileiro. Das salinas de Mossoró, as dunas de Natal à Caicó, terra da carne de sol, nota-se o progresso em todos os cantos.
Caminhando na busca do amanhã da formosa João Pessoa, a gloriosa Campina Grande, a pequena e aconchegante Guarabira. O estado da Paraíba e seu povo movimenta-se rumo à um futuro de glória. Na Veneza brasileira, minha Recife do coração, frevando, pulsamos no ritmo do frevo e Recife acompanha o crescimento de nossa nação.
Olinda, terra da cultura, Caruaru de Vitalino, Gravatá, Garanhuns, as Suíças nordestinas. As frutas e o progresso da acolhedora Petrolina, como uma menina às margens do velho Chico, o mestre da redenção, o rio do coração do Brasil, que nasce lá nas Minas Gerais, terra que por onde se passa não se esquece jamais. O Brasil mudou e mudou para melhor. Para todos aqueles que pensam em voltar não tenham medo. Nossa pátria amada mãe gentil continua com problemas como todas as nações, mas uma coisa eu vi e lhes garanto: está tudo muito melhor. Mesmo nos confins do nosso país sente-se e respira-se progresso, mesmo que a grande mídia mostre o contrário e os derrotistas de plantão, arautos da catástrofe digam ao contrário, muita coisa mudou e mudou para melhor na Pátria Amada Mãe Gentil.
Só vendo para crer
Nas minhas andanças pela terra Brasilis constatei “in loco” as mudanças em nosso país, que não chegam ao nosso conhecimento através da grande mídia que divulga as coisas e a atual situação do Brasil.
Viajando pelas regiões nordeste e sudeste, visitando as principais capitais brasileiras e as cidades pequenas e de médio porte destas regiões, constatei a mudança para melhor e o desenvolvimento de todos os segmentos da sociedade brasileira. Nós imigrantes espalhados mundo afora só ficamos sabendo das desgraças, mazelas, do desemprego, da violência, que está tudo ruim e cada vez pior.
Posso lhes afirmar que tudo isso realmente existe. É fato e diante dos mesmos não se pode contestar, mas como uma moeda dourada desta grande olimpíada da vida e das coisas do nosso país, tem o outro lado que constatei nas cidades por onde passei. Da Grande São Paulo com seus quase 22 milhões de habitantes, à área metropolitana de Belo Horizonte e cidades como Betim, Nova Era, Valadares, Ipatinga, Teófilo Otoni, sente-se a pujança e a garra do povo brasileiro, a liberdade e a gana de viver, lá estão, vivendo. Enquanto isso muitos brasileiros espalhados mundo afora continuam a luta de garimpantes em busca da grande pedra do Eldorado, pagando um preço incalculável, numa batalha imensurável de lágrimas, suor, sangue, humilhação, perseguição e muita dor por um punhado de dólares e euros. Muitos não veem a luz ao fim do túnel. Cruzando o sertão nordestino nas terras de José de Alencar e do grande jurista Clóvis Beviláqua, de Fortaleza a Tacunda de Icó, a Quixadá, de Sobral a Juazeiro do Norte, de Canoa Quebrada a Seco Sertão, sente-se a força da nossa grande nação no coração e no olhar do povo brasileiro. Das salinas de Mossoró, as dunas de Natal à Caicó, terra da carne de sol, nota-se o progresso em todos os cantos.
Caminhando na busca do amanhã da formosa João Pessoa, a gloriosa Campina Grande, a pequena e aconchegante Guarabira. O estado da Paraíba e seu povo movimenta-se rumo à um futuro de glória. Na Veneza brasileira, minha Recife do coração, frevando, pulsamos no ritmo do frevo e Recife acompanha o crescimento de nossa nação.
Olinda, terra da cultura, Caruaru de Vitalino, Gravatá, Garanhuns, as Suíças nordestinas. As frutas e o progresso da acolhedora Petrolina, como uma menina às margens do velho Chico, o mestre da redenção, o rio do coração do Brasil, que nasce lá nas Minas Gerais, terra que por onde se passa não se esquece jamais. O Brasil mudou e mudou para melhor. Para todos aqueles que pensam em voltar não tenham medo. Nossa pátria amada mãe gentil continua com problemas como todas as nações, mas uma coisa eu vi e lhes garanto: está tudo muito melhor. Mesmo nos confins do nosso país sente-se e respira-se progresso, mesmo que a grande mídia mostre o contrário e os derrotistas de plantão, arautos da catástrofe digam ao contrário, muita coisa mudou e mudou para melhor na Pátria Amada Mãe Gentil.
Nos confins do Brasil
Texto publicado na edicao de 10 de junho doBrazilian Press
Nos confins do Brasil
Discípulo de São Tomé, sempre escuto os imigrantes dos EUA e brasileiros que nunca saíram da terra natal falarem mal do Brasil. Modéstia à parte conheço 80% do território nacional, nosso povo e nossas mazelas sociais.
Resolvi dar uma de São Tomé e fui ver a atual realidade do nosso país, do nosso povo, da gente de casta da sociedade e dos “dalits” brasileiros, os favelados das grandes e médias cidades do nosso país. Estou na quarta capital, entre elas a federal terra do poder, a Brasília de todos nós. Com sua gente de terno e favelados, a cidade caminha à passos largos rumo a um futuro de glória em terra Brasilis. A linda Belo Horizonte continua linda com sua brejeirice de cidade grande, seus barzinhos de boêmios e poetas é tudo de bom na terra de Drummond, no leste do estado de molevade, a Valadares. O ar puro das Gerais recicla nossos pulmões e por trás das montanhas o povo espera uma nova era. A pequena e aconchegante Alvinópolis, com sua gente meiga e simples nos emocionou com histórias de vida e dedicação ao ser humano. Levo comigo a certeza de que quanto mais te conhecemos não esqueceremos jamais a terra do “uai”, do leite e do queijo, das montanhas e dos vales. A bela, caipira e desconfiada Minas Gerais, da lajinha e do Jequitinhonha, de um povo orgulhoso, jeitoso e hospitaleiro, a essência do ser brasileiro.
São Paulo da garoa com a força da grana que destrói coisas belas. O corre-corre da metrópole, o executivo apressado, o motoboy tresloucado. São Paulo de Guarulhos, da Cumbica, terra em que todos passam e poucos ficam na correria do vôo, da conexão. São Paulo é a locomotiva que puxa a imensa nação, orgulho de brasileiros dos mais longínquos rincões.
Ceará de Iracema, terra de José de Alencar, cidade do sol, das praias e do mar, dos humoristas que nos fazem rir espantando todo o mal. De Quixadá a Sobral é sol e alegria que contagia. Terra do forró que invadiu o Brasil.. Muita coisa mudou no Brasil e mudou para melhor. Caminhando por nossos rincões, convivendo com o povo da terra Brasilis, a cada vez sinto que o nosso país é o melhor lugar do mundo para se viver. Mesmo com todos os problemas existentes, o povo carrega na face e no coração a alegria de viver. Gente humilde, ordeira e trabalhadora, um povo hospitaleiro temente a Deus com uma fé imensurável na força e no poder do criador. Nestas andanças por nossos rincões, do caipira das Gerais aos caboclos do nordeste, a certeza de que nossa Pátria amada mãe gentil é a terra prometida, a terra para onde todos nós sonhamos um dia regressar.
Baseado no que estou vendo e sentindo, das favelas às mansões, podemos dizer sem medo de errar àquele que desejar voltar: que o faça de coração e peito abertos. Não tema a incerteza do futuro na terra que o viu nascer. Por mais dólares que tenha no bolso uma coisa é fato: é grande a lacuna entre viver e sobreviver.
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Nos confins do Brasil
Discípulo de São Tomé, sempre escuto os imigrantes dos EUA e brasileiros que nunca saíram da terra natal falarem mal do Brasil. Modéstia à parte conheço 80% do território nacional, nosso povo e nossas mazelas sociais.
Resolvi dar uma de São Tomé e fui ver a atual realidade do nosso país, do nosso povo, da gente de casta da sociedade e dos “dalits” brasileiros, os favelados das grandes e médias cidades do nosso país. Estou na quarta capital, entre elas a federal terra do poder, a Brasília de todos nós. Com sua gente de terno e favelados, a cidade caminha à passos largos rumo a um futuro de glória em terra Brasilis. A linda Belo Horizonte continua linda com sua brejeirice de cidade grande, seus barzinhos de boêmios e poetas é tudo de bom na terra de Drummond, no leste do estado de molevade, a Valadares. O ar puro das Gerais recicla nossos pulmões e por trás das montanhas o povo espera uma nova era. A pequena e aconchegante Alvinópolis, com sua gente meiga e simples nos emocionou com histórias de vida e dedicação ao ser humano. Levo comigo a certeza de que quanto mais te conhecemos não esqueceremos jamais a terra do “uai”, do leite e do queijo, das montanhas e dos vales. A bela, caipira e desconfiada Minas Gerais, da lajinha e do Jequitinhonha, de um povo orgulhoso, jeitoso e hospitaleiro, a essência do ser brasileiro.
São Paulo da garoa com a força da grana que destrói coisas belas. O corre-corre da metrópole, o executivo apressado, o motoboy tresloucado. São Paulo de Guarulhos, da Cumbica, terra em que todos passam e poucos ficam na correria do vôo, da conexão. São Paulo é a locomotiva que puxa a imensa nação, orgulho de brasileiros dos mais longínquos rincões.
Ceará de Iracema, terra de José de Alencar, cidade do sol, das praias e do mar, dos humoristas que nos fazem rir espantando todo o mal. De Quixadá a Sobral é sol e alegria que contagia. Terra do forró que invadiu o Brasil.. Muita coisa mudou no Brasil e mudou para melhor. Caminhando por nossos rincões, convivendo com o povo da terra Brasilis, a cada vez sinto que o nosso país é o melhor lugar do mundo para se viver. Mesmo com todos os problemas existentes, o povo carrega na face e no coração a alegria de viver. Gente humilde, ordeira e trabalhadora, um povo hospitaleiro temente a Deus com uma fé imensurável na força e no poder do criador. Nestas andanças por nossos rincões, do caipira das Gerais aos caboclos do nordeste, a certeza de que nossa Pátria amada mãe gentil é a terra prometida, a terra para onde todos nós sonhamos um dia regressar.
Baseado no que estou vendo e sentindo, das favelas às mansões, podemos dizer sem medo de errar àquele que desejar voltar: que o faça de coração e peito abertos. Não tema a incerteza do futuro na terra que o viu nascer. Por mais dólares que tenha no bolso uma coisa é fato: é grande a lacuna entre viver e sobreviver.
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Copa 2014: papa Hexa Brasil
Texto publicado na edicao de 3 de junho de 2009 do Brazilian Press.
Copa 2014: papa Hexa Brasil
Chegou a hora de apagarmos o trauma de 50 da fatídica derrota para o Uruguai, o dia no qual o “Maraca” calou-se e a nação chorou. Um domingo negro na história do gigante mundial. O clima do “já ganhou”, a derrota nos pés de Gigia e a maldição que perseguiu o goleiro Bigode. Mesmo depois de tantas copas e tantas vitórias sobre a celeste olímpica, os mais velhos carregam no peito a dor da derrota e os mais novos leem na história sobre a catástrofe do Maracanã, mas que o passado nos sirva de lição e sigamos em frente porque atrás está vindo muita gente, pois 2014 será a copa de todas as copas. Aguentaaaaa coração.
O lado prático de tudo isso será o otimismo que levantará o povo brasileiro e a parte funcional será o grande canteiro de obras no qual o país se transformará, gerando empregos em todos os segmentos da sociedade brasileira. A melhora em todas as áreas de infraestrutura, obras que ficarão para o povo. O Brasil nunca mais será o mesmo depois de 2014. Será um evento divisor de águas na história da sociedade brasileira.
É hora de todos se prepararem em prol deste grandioso evento que colocará mais uma vez o Brasil no topo do mundo aos milhões de telespectadores em todas as partes do planeta, pois será a maior festa do futebol na terra dos Penta Campeões, de um povo que respira, vive e morre pelo futebol.
Aproveitemos esta nuvem que trará boas coisas para o Brasil em todos os níveis, pois o tempo urge e o ano de 2014 está logo ali no virar da esquina. Com a chegada da copa para o Brasil as 12 cidades sede sentirão em suas pulsantes artérias as cores, a vibração e a alegria do torcedor mundial. Preparemos as cidades e o povo mais acolhedor do mundo para receber nossas visitas de braços e corações abertos para a maior festa inter-racial e social do mundo, onde os povos se confraternizarão durante 30 dias num show de luzes, cores e fortes emoções. A emoção do torcedor de futebol, algo ímpar em todos os esportes e que nós os brasileiros somos os mestres em externar. Este sentimento de amor por um esporte que ultrapassa fronteiras, pára guerras, salva vidas, agrupa famílias e emoções, independente de língua, cultura e condição social.
Preparemo-nos para 2014 como a copa de nossas vidas. A copa literalmente do Brasil e que possamos cantar “eita esquadra, é bom de bola, é bom de jogo”. Que a taça seja nossa e que o mundo diga: cada qual com seu sotaque, com brasileiro não há quem possa. Vamos lá torcedor brasileiro, mostre ao mundo o jeito e a alegria da nossa gente no maior evento esportivo do planeta: o Campeonato Mundial de Futebol. Uma festa multicolorida que desde 1920 vem marcando países, povos e vidas, com lances e dribles mágicos, lágrimas de alegria, choro triste e alegre, a emoção da vitória, um turbilhão de emoções que explodem a cada minuto, a cada gol e tem seu ápice no grito de “é campeão”.
E só me resta dizer: papa Hexa Brasil!
Copa 2014: papa Hexa Brasil
Chegou a hora de apagarmos o trauma de 50 da fatídica derrota para o Uruguai, o dia no qual o “Maraca” calou-se e a nação chorou. Um domingo negro na história do gigante mundial. O clima do “já ganhou”, a derrota nos pés de Gigia e a maldição que perseguiu o goleiro Bigode. Mesmo depois de tantas copas e tantas vitórias sobre a celeste olímpica, os mais velhos carregam no peito a dor da derrota e os mais novos leem na história sobre a catástrofe do Maracanã, mas que o passado nos sirva de lição e sigamos em frente porque atrás está vindo muita gente, pois 2014 será a copa de todas as copas. Aguentaaaaa coração.
O lado prático de tudo isso será o otimismo que levantará o povo brasileiro e a parte funcional será o grande canteiro de obras no qual o país se transformará, gerando empregos em todos os segmentos da sociedade brasileira. A melhora em todas as áreas de infraestrutura, obras que ficarão para o povo. O Brasil nunca mais será o mesmo depois de 2014. Será um evento divisor de águas na história da sociedade brasileira.
É hora de todos se prepararem em prol deste grandioso evento que colocará mais uma vez o Brasil no topo do mundo aos milhões de telespectadores em todas as partes do planeta, pois será a maior festa do futebol na terra dos Penta Campeões, de um povo que respira, vive e morre pelo futebol.
Aproveitemos esta nuvem que trará boas coisas para o Brasil em todos os níveis, pois o tempo urge e o ano de 2014 está logo ali no virar da esquina. Com a chegada da copa para o Brasil as 12 cidades sede sentirão em suas pulsantes artérias as cores, a vibração e a alegria do torcedor mundial. Preparemos as cidades e o povo mais acolhedor do mundo para receber nossas visitas de braços e corações abertos para a maior festa inter-racial e social do mundo, onde os povos se confraternizarão durante 30 dias num show de luzes, cores e fortes emoções. A emoção do torcedor de futebol, algo ímpar em todos os esportes e que nós os brasileiros somos os mestres em externar. Este sentimento de amor por um esporte que ultrapassa fronteiras, pára guerras, salva vidas, agrupa famílias e emoções, independente de língua, cultura e condição social.
Preparemo-nos para 2014 como a copa de nossas vidas. A copa literalmente do Brasil e que possamos cantar “eita esquadra, é bom de bola, é bom de jogo”. Que a taça seja nossa e que o mundo diga: cada qual com seu sotaque, com brasileiro não há quem possa. Vamos lá torcedor brasileiro, mostre ao mundo o jeito e a alegria da nossa gente no maior evento esportivo do planeta: o Campeonato Mundial de Futebol. Uma festa multicolorida que desde 1920 vem marcando países, povos e vidas, com lances e dribles mágicos, lágrimas de alegria, choro triste e alegre, a emoção da vitória, um turbilhão de emoções que explodem a cada minuto, a cada gol e tem seu ápice no grito de “é campeão”.
E só me resta dizer: papa Hexa Brasil!
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