sexta-feira, 10 de abril de 2009

LULA E O FMI

Texto Publicado Quarta Feira dia 8 de Abril de 2008
no Brazilian Press

LULA E O FMI

Francisco Sampa

O “Cara”, conforme Barack Obama na reunião do G 20 em Londres, emprestará dinheiro brasileiro, (leia-se do povo), para o FMI. Que bom, viramos ricos! Como diz a Kate Luci: ele tá “pagaaaano”!
Enquanto isso acontece faltam escolas, hospitais, remédios, segurança pública, merenda escolar e outras cositas mais. Recentemente vimos na TV um cidadão que viaja três dias em lombo de burro, como no século 19, para levar merenda para as crianças no estado de Goiás. Lá, bem pertinho do Palácio onde o “Cara” mora e despacha.
Pois é, em pleno século 21, num país rico que até se dá ao luxo de emprestar dinheiro ao FMI, há crianças que não têm escolas e merendas. Existem hospitais que não têm médicos, doentes que não têm remédios, presos que não têm cadeia e políticos que não têm vergonha na cara e nem nos glúteos.
Como disse o “Cara” rindo numa coletiva de imprensa, “já pensou que chique nós emprestando dinheiro ao FMI?”. Realmente, o maior chiqueiro, coisa linda de dar orgulho e encher o peito de ufanismo e dizer “óia, nóis impresta dinhero pro FMI, mais nóis num tem escola, trabaio e vivemus na fartura, tá fartando tudo”.É muito bonita a intenção do senhor presidente em querer projetar-nos como uma grande nação, coisa que realmente somos de fato e de direito, temos nossas qualidades e grandes riquezas e a maior de todas é a capacidade de superação do povo brasileiro. Senhor “Cara” presidente, além dos projetos “embolsa” que o senhor e a sua equipe já criaram, pegue este dinheiro e use-o na criação de novos empregos. Mais emprego para o povo e menos esmolas. O povo com trabalho e salário na mão gasta como quer, onde quer e com quem quer. Os projetos sociais do atual governo não são de todo ruins, mas é hora de gerar trabalhos, qualificar mão-de-obra, ensinar a pescar, desenvolver o potencial do povo e das regiões carentes, levando o homem para o seu meio, fixando-o no seu habitat natural, evitando que o homem simples deixe a sua vida humilde nos grotões do Brasil e vire mais um favelado excluído da metrópole, que sugará o seu sangue e devolverá o esqueleto à periferia, onde boa parte do proletariado vive como zumbis urbanos na busca do sangue e do pão de cada dia. Nós os autoexilados a República Federativa do Brasil, agora imigrantes espalhados mundo afora, queremos voltar para casa, para o seio da pátria amada mãe gentil, mas queremos a certeza de que mesmo que os braços não estejam abertos, não seremos chutados num projeto pé na bunda, onde a bunda será a nossa e o pé, como sempre, o do governo e seus asseclas empresários gananciosos que roubam o suor do povo e são cúmplices da exploração. Cada um à seu modo suga o proletariado na corrida pelo lucro imensurável, pois a regra básica é somar, multiplicar, explorar e sonegar, enquanto isso o povo... ora o povo ? Que se exploda, afinal povo só serve para votar e reclamar. Enquanto o povo reclama esperando por Obama.

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