quarta-feira, 28 de outubro de 2009

As baionetas do Itamaraty e os bajuladores consulares

As baionetas do Itamaraty e os bajuladores consulares

O governo brasileiro através do Ministério das Relações Exteriores e da Subsecretaria Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior realizou nos dias 14, 15 e 16 de outubro no Palácio do Itamaraty a II Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior. Uma atitude ímpar, pioneira e louvável do atual governo brasileiro.
Mas como nem tudo é festa, é bom recordar aos senhores de Brasília como é grande o poder de voto e consumo dos brasileiros autoexilados nos mais longínquos rincões do planeta. É só recordar as últimas eleições presidenciais e os números das nossas remessas para o Brasil, cujos números ultrapassaram o lucro com a venda de automóveis brasileiros para o exterior.
Mesmo com todo este poder político e econômico não temos respaldo do governo brasileiro. Como dizia a música de sucesso recente ”Tô nem aí “, assim ele está para nós os autoexilados das terras tupiniquins. Não tem para conosco nenhuma preocupação ou dever nas áreas da: educação, saúde, segurança, bem-estar social e desenvolvimento. Pude constatar isso com nossos compatriotas presentes ao encontro e oriundos de vários continentes e países de realidades bem diferentes da nossa na terra do Tio Sam.
Está certo que não nos botou para fora como nos tempos da ditadura e dos anos de chumbo dos coturnos e baionetas caladas. Quem nos expulsou foram as políticas desastrosas, inflação galopante e a busca por novos horizontes. Por falar em ditadura repito aqui as palavras ditas diante do embaixador Otto Agripino Maia e dos seus pares no Palácio do Itamaraty: “Nessa história tem algo errado no ar, Sr. Embaixador, os seus assessores estão lhe faltando com a verdade e omitindo a realidade da comunidade”.
Os consulados e embaixadas brasileiras, conforme ficou constatado, são verdadeiras lástimas no quesito atendimento consular ao público. No Rio de Janeiro a gritaria veio de várias partes do mundo, num coro de milhares de vozes. O mau atendimento levou o Oscar por unanimidade nos quatro cantos do planeta. Funcionários mal humorados e mal educados, muitos deles mal pagos também, pois o governo não é bom patrão como se pensa e também sofrem com o estado de humor de seus superiores, cada cônsul ou embaixador é o senhor feudal no consulado onde está comissionado.
O senhor Jorge Costa de Boston apresentou fatos estarrecedores diante de todos e do Cônsul Geral da Nova Inglaterra presentes ao evento. Segundo o Sr Jorge o consulado de Boston remeteu ao governo brasileiro no último ano fiscal mais de $2 milhões de dólares, dinheiro arrecadado com as taxas cobradas por serviços prestados ao povo. Por outro lado, os funcionários daquele consulado só podem sair para almoçar após as 2h30 da tarde. É mole ou quer mais? Se o de Boston mandou $2 milhões, quais serão os números do de New York? O consulado de New York cortou as horas extras de alguns funcionários e instituíram o horário sanfona, ou seja, de acordo com a necessidade. A justificativa é corte de verbas. Está bom, nós acreditamos na Cuca, no Sacy, no IBIS Campeão do Brasileirão e nessa lorota consular.
O estranho é que não faltou verba para custear aqui e no resto mundo as despesas de passagens áreas, hospedagens e alimentação de pseudo-líderes comunitários. Leia-se: boa parte deles, bajuladores consulares dos EUA, Europa, Ásia, Oceania e África que foram ao Rio passear à custa do povo brasileiro. O departamento de ajuda a brasileiros nunca tem verba para repatriar quem precisa, mesmo estando à beira da morte. Cortam salários e funcionários por alegada falta de verbas, mas puxa- sacos viajaram, dormiram e comeram de graça à custa da pátria amada mãe gentil. Enquanto nós o Zé Povinho passamos o chapéu para ajudar um compatriota em situação difícil. Quanto aos senhores Cônsules, que cuidem do consulado e de seus funcionários, dando-lhes condições dignas de trabalho e de prestarem um bom atendimento ao povo que bate em vossas portas, pois para isso vocês existem. São prestadores de serviços pagos pela República Federativa do Brasil para nos atender bem. Não é um favor é um dever porque pagamos direta e indiretamente por estes serviços. Parem de agir como nos tempos da ditadura escolhendo representantes biônicos nas comunidades brasileiras no mundo. Não precisamos que nos apontem os nossos líderes, sabemos quem poderá falar por nós. Só quem recebe o serviço pode avaliar a qualidade do mesmo. Já no Brasil, sem citar valores específicos o CTU - Tribunal de Contas da União aprovou na quarta-feira, dia 14, dois acordões cobrando do senado e da câmara a devolução aos cofres públicos do dinheiro da chamada “farra aérea”. Que tal o TCU pedir explicações ao MRE sobre a “farra das passagens e das hospedagens dos bajuladores consulares, ops, líderes comunitários”? A grana gasta não foi pouca e enquanto isso qualquer coisa nos consulados não sai por menos de $ 20 dólares.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O medo paira sobre o Rio " violento" de Janeiro

O medo paira sobre o Rio “Violento” de Janeiro

Em questão de dias o Rio de Janeiro foi do céu ao inferno da euforia pela conquista do direito de sediar as Olulimpiadas 2016 com a onda de violência que se abateu sobre a cidade no último fim de semana. Ainda bem que este triste episódio só ocorreu após a eleição da cidade para a Olimpíada de 2016, caso este fatídico incidente acontecesse dias antes da votação podem apostar, o resultado seria outro e todo o esforço do Presidente Lula, do Governador Sérgio Cabral, do Prefeito Eduardo Paes e do povo de bem da cidade e do estado do Rio de Janeiro teria ido tudo por água abaixo como as águas de março que incomodam a cidade maravilhosa.
Seria o fim do caminho de um projeto onde todo o país torceu e vibrou com a vitória do Rio “Lindo” de Janeiro. Passei três dias convivendo de perto com o povo de lá: quarta 14, quinta 15 e sexta16 de outubro no II Encotro de Brasileiros no Mundo, realizado pelo Ministério das Relações Exteriores, nas dependências do Itamaraty no Palácio Rio Branco, na Marechal Floriano, próximo à histórica e famosa estação de trens Central do Brasil. Durante estes três dias todas as manhãs tive a honra de ver parte do vai-e-vem dos trabalhadores cariocas e no fim da tarde ver o povo humilde e trabalhador fazer o caminho de volta para os seus lares nas várias partes da cidade e seus subúrbios, reduto de sambistas e berço de cultura e muita coisa boa para a história do nosso país.
Vi o medo estampado na cara do povo, um olhar para o céu como a dizer “senhor tende piedade de nós”. Abordei pessoas de todos os níveis, credos e classe social e todos como num grande jogral responderam sem hesitar: “Temos medo de tudo e de todos. Nós não merecemos passar por isso” . Os cariocas têm orgulho e medo da vida na Cidade Maravilhosa de encantos mil cantada em verso e prosa como o coração do Brasil. Por muitos anos foi a principal porta de entrada do país, o berço da Oitava Maravilha do mundo, a cidade mais famosa do Brasil e da América do Sul, considerada por muitos como Capital Cultural.
É lamentável tudo que vem acontecendo. Falta amor por parte de algumas pessoas. Falta vergonha na cara de políticos e dirigentes, um bando de gente sem escrúpulos, bandos sanguinários disfarçados de policiais militares e civis corruptos, bandidos de verdade dando as cartas e ditando normas ao povo humilde, a gente simples dos morros, que no fim do dia rezam uma prece, a Ave Maria e os barracões de zinco do passado, sem pintura e sem telhado hoje se transformaram em bankers de guerra, esconderijo de malfeitores sanguinários e inescrupolosos.O estado brasileiro está desmoralizado com os episódios do fim de semana, pois o Rio, o Brasil e as vidas ceifadas naquela guerra são de brasileiros, gente como nós, cheias de sonhos, que vivem aos pés do Redentor, que de braços abertos, abençoa aqueles que todos os dias saem à luta pelo pão de cada dia com ou sem acuçar. O povo do Rio leva dentro de si um grito de paz preso na garganta, não querem e não merecem viver crivados de flechas, como morreu o Santo Padroeiro que deu nome à cidade, São Sebastião do Rio de Janeiro. É hora do governo brasileiro ajudar o povo carioca a voltar a sonhar. O sonho sonhado com mentes abertas , terra de poetas, de história e tradição. É hora do Rio voltar a ser o orgulho de todos e de toda a nação brasileira.













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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Comitê brasileiro da cidadania: uma piada sem graça

Texto publicado na edicao de 23 de Stembro do B.Press.

É público e notório o poder do imigrante brasileiro no mundo. Em anos passados nossas remessas ultrapassaram o lucro com a venda de automóveis para o exterior. De olho neste filão várias empresas do governo brasileiro, dentre elas a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e o privado Banco Itaú, lançaram velas ao mar na busca de captar e remeter este tesouro à Terra Brasilis ao contrário destas empresas, algumas cabeças coroadas do governo com boas ou más intenções ou se deixando levar por pessoas da comunidade brasileira espalhadas nesta terra de sonhos e oportunidades meio raras em tempos de crise, mas que ainda estão por aí.
O governo Lula e o Ministério das Relações Exteriores realizaram no ano de 2008, nos dias 16 e 17 de julho, o Primeiro Encontro de Brasileiros no Mundo no Palácio Rio Branco na cidade do Rio de Janeiro, onde muito se falou e foi uma boa e ímpar oportunidade para os brasileiros autoexilados se reencontrarem e reivindicarem projetos e benfeitorias para os imigrantes nos quatros cantos do mundo. Foram escolhidos os relatores de várias partes dos países e continentes, (me orgulho de ter feito parte desta escolha), os escolhidos como nossos relatores foram eleitos democraticamente com a participação de todos de forma justa e transparente, mas fiquei surpreso no sábado, dia 19, no encontro na prefeitura da cidade de Newark, quando diante de todos os presentes nos foram apresentados os membros do comitê da cidadania. Detalhe: dois moram em Massachusetts, o terceiro no estado da Flórida e o quarto membro no estado da Califórnia, ficando sem representantes os estados de Nova Jersei, Nova Iorque, Connecticut e Pensilvânia.
Qual foi o critério para esta escolha? Será que nestes quatro estados não temos ninguém com capacidade para representar-nos? Embora sendo de um estado pequeno da federação, pernambucano do frevo e do maracatu, faço os seguintes questionamentos: como se sentiriam mineiros, paulistas e cariocas se fosse nomeado para representá-los em Brasília um deputado do Acre ou de Roraima, pois nas devidas proporções foi isso o que fizeram. Se essas pessoas não convivem conosco, não sabem dos nossos anseios, como podem falar em nosso nome junto ao governo, a Deus ou até mesmo ao diabo se for o caso?
Mas como acontece em Brasília, foram nomeados, ao que parece, por um destes atos secretos dos gabinetes do cerrado e do Planalto Central. Mais um encontro se aproxima no mês de outubro, esperamos que as autoridades competentes divulguem bem a comunidade, os critérios de escolha para os representantes junto ao comitê brasileiro da cidadania e lembrem-se que nós temos quase um milhão de eleitores, votos estes que podem mudar o destino e o resultado de quaisquer eleições e boa parte destes votos estão concentrados nestes quatro estados. Mediante estes fatos que nos respeitem, nos mantenham informados e deem ouvidos às nossas reivindicações. Quanto ao que disse e fiz no decorrer da reunião disse e está dito, quem não gostou, digira como melhor lhe convier. Milito pelas coisas do Brasil e por esta comunidade à qual pertenço e com muita gente ajudei a desbravar o mato, para que na atualidade possa se caminhar por um bom caminho. Sou imigrante e militante pelas coisas da nossa gente, nunca engoli e jamais engolirei os desmandos dos pseudos líderes e poderosos sejam eles quem for. Comitê brasileiro da cidadania!? Só rindoooooooo rsrsrsrs.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Os corneteiros estão de plantão

Os corneteiros estão de plantão

Passada a euforia da escolha para o Rio Lindo de Janeiro sediar as Olimpíadas 2016, os pessimistas de plantão já saíram a campo com seus trombones e cornetas fazendo barulho. Falar mal é muito fácil e a galera adora botar a boca no trombone e detonar tudo e todos. Eu mesmo não perco a chance de falar mal de algumas coisas que a meu ver estão erradas nas atitudes presidenciais, mas temos que dar as mãos à palmatória pelo empenho do seu lula em conseguir tal feito para o Brasil. Entrou de corpo e alma e suas lágrimas foram sinceras diante das câmeras de TV ao vivo para todo o mundo. Costumo dizer que lágrimas merecem respeito não importa de quem sejam, mas em se tratando de um homem, de um presidente com a história do Seu Luiz merece muito respeito. Aquelas lágrimas eram de um migrante nordestino, que nasceu no sertão e como a maioria de nós passamos a infância correndo atrás de um calango e de um copo com água. O calango eu ainda não peguei, o bicho é ligeiro, mas de sede ainda não morri e o Lula também não, ainda mais agora que é presidente.
Voltando ao Rio 2016 e as pedras que já estão no ar é bom lembrar como disse o Diogo competente Maynardy no Mahattan Connection “Já roubavam antes das Olimpíadas, não será agora que começarão”. É só ver os escândalos: dos sanguessugas, dos mensaleiros, da mandioca e outras ocas. Com a copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o Brasil entra definitivamente para o primeiro mundo. É bom relembrar que segundo especialistas, em 2016 nossas reservas cambiais serão de $700 bilhões de dólares e seremos a quinta economia do mundo com mais de 200 milhões de habitantes. Claro que tudo isso não acabará com a fome, a miséria, a falta de segurança, saúde e educação, coisas que não são Made in Brazil, é só darmos uma olhada nos mendigos de New York, nos guetos de Paris, nos bairros de lata e as favelas de Lisboa, os pobres e desempregados de Washington Dc, a pobreza das cidades do meio oeste e sul dos EUA, então senhores onde tem rico, tem pobre e por aí vai um depende do outro é assim muito antes de Cristo e onde tem dinheiro tem ladrão, vejam o caso das pirâmides de New York, o Maddoff que o diga. Que seja bem-vinda as Olulimpíadas 2016, a Copa de 2014 e tudo de bom e ruim que com certeza virão com estes eventos. Vamos usar a bateia da sabedoria e como garimpeiros do bem apurar num processo de decantação o bem que virá e usar as coisas boas em prol do nosso povo, da nossa gente e antes de jogar pedra, parar para pensar e olhar para a frente com os pés firmes no presente e a certeza de que por pior que seja não será pior do que tudo o que já vimos. Vamos manter a cabeça erguida e gritarmos ao mundo inteiro o orgulho de sermos brasileiros. Quanto aos corneteiros de plantão pessimistas de todas as horas: senhores um copo pela metade está quase cheio e nós os brasileiros patriotas amantes das coisas de nossa gente estamos cheios de vocês. Brasil 2014 Rio Lindo de Janeiro 2016. O resto o nome já diz: é resto.

sábado, 3 de outubro de 2009

Sim nós faremos! Yes we créu!

Publicado na edicao de sabado 3 de outubro doB.Press.

Sim nós faremos! Yes we créu!


Uma onda verde e amarela contagiou o mundo! Um tsunami de emoção invadiu lares e casas em todo o planeta. Senhores de terno, sisudos executivos da Wall Street, a Avenida Paulista ficaram de olho na TV durante toda manhã de sexta-feira, dia 2, pois em Copenhague na Dinamarca o Comitê Olímpico Internacional iria escolher entre quatro grandes cidades do mundo aquela que seria a sede de um negócio de milhões de dólares, que movimentará a economia do Brasil e do continente nos próximos seis anos.
Casas de apostas em todo o planeta e sites especializados como o “Game Bids” e o “ Around the Rings “colocavam a capital fluminense como a principal favorita do páreo. O povo, os políticos e o presidente entraram em campo por essa disputa com as outras grandes cidades do mundo. O Brasil mesmo sendo a décima economia do planeta nunca foi sede de um evento olímpico. $ 138 milhões de reais foram gastos só na campanha Pró-Rio 2016. Na noite de quinta-feira um emocionado Lula com olhos marejados disse: “É hora de deixarmos de sermos os coitadinhos. Sim nós podemos!”
E ontem, sexta-feira, dia 2, o Comitê decidiu. Vocês sediarão as Olimpíadas e nós faremos mesmo! E faremos bonito! Em 2016 seremos a quinta economia do mundo e segundo os especialistas, com uma reserva cambial de $700 bilhões de dólares. O Brasil mostra ao mundo que não aceitamos mais o papel de coadjuvante. Mostra ao planeta que não é grande só no tamanho, mas também na força de nossa gente, pois de norte a sul do país o povo saiu às ruas e mostrou o desejo de ter uma Olimpíada. Somos uma grande pátria com uma democracia sólida de um povo pujante. Mesmo com nossas mazelas de corrupção, falta de saúde e problemas educacionais, temos nossos méritos e sabemos defender os interesses da nação brasileira, um gigante verde e amarelo de um povo miscigenado que carrega no peito o orgulho de ser e gritar: “eu sou brasileiro não tenho vergonha da pátria que me viu nascer”.
E foi esse orgulho que contagiou o mundo e todo o Comitê. A vitória sobre Madrid não deixa dúvidas: sessenta e quatro votos à favor e trinta e dois contra. Contra números e fatos não se pode argumentar. Aí está a vitória do povo brasileiro e daqueles que lutaram pela Olimpíada Rio 2016. Obrigado Seu Lula! Teremos as “Olulimpíadas”. Você mostrou ao mundo a teimosia do povo brasileiro e de um pernambucano. Um povo guerreiro, turrão e lutador. A Pira Olímpica será acesa em um país tropical, em nossa Terra Brasilis. Para os outros seria apenas mais uma Olimpíada. Para o Brasil e nós os brasileiros é um divisor de águas, um marco em nossa história, uma oportunidade sem igual de mostrarmos aos políticos, senhores executivos e atletas do mundo nossa capacidade de realização. A nação tem ordem e progresso e o povo brasileiro os receberá de braços e corações abertos.
Sejam bem-vindos a um país que sabe o que quer, feito por um povo guerreiro, honesto e trabalhador e que nestes seis anos trabalhará na proporção do nosso gigantismo em prol de um evento que é o símbolo de união, paz e confraternização entre os povos e manteremos vivo o slogan e o ideal do Marquês de Copertain: “o importante é competir”, mas nós os brasileiros competiremos para ganhar e na primeira prova já saltamos os obstáculos e vencemos. Nadaremos rumo à meta. Correremos para o pódio. Lutaremos em prol das medalhas e acertaremos o alvo da interação entre os povos de todo o mundo. I’m sorry my friends but yes, we créu: Rio 2016. Sejam bem-vindos!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Zelaya dessa Brasil!

Publicado na edicao de 30 de setembro de 2009 do B.PRESS

Zelaya dessa Brasil!

Há 8 dias o mundo vê pela TV outro capítulo da crise hondurenha. Desta vez o Brasil do Seu Lula, “O Cara”, segundo o afro-negão presidente Barack Obama, está em cena e a nossa diplomacia às voltas com uma situação das mais delicadas diante do mundo de um governo golpista e truculento. O presidente golpista Roberto Micheletti a cada hora toma uma decisão. Avança e recua num jogo de vai-e-vem como todo golpista e como um caudilho latino americano faz ameaças. Usa o “manu militare” que tem ao alcance de suas garras sedentas de poder, para fazer ameaças e amedrontar a população civil.
Como sempre acontece nestas ocasiões e como fazem todos os políticos de várias partes do mundo, a primeira coisa que eles fazem é correr atrás dos pobres jornalistas, que apenas tentam cumprir o dever de informar e bem aos leitores, ouvintes e telespectadores, mas político é mesmo assim, quando quer aparecer, falar asneiras, fazer falsas promessas e balelas para o povo seja onde for muitos determinam e até imploram: “Chamem a imprensa, meus queridos jornalistas, essa gente com capacidade de informar e mover multidões!” Porém quando estes mesmos senhores querem ocultar fatos e atitudes contra a sociedade, ordenam: “Fechem as rádios, parem as impressoras, prendam esses jornalistas, bandos de fofoqueiros e xeretas que se metem na vida alheia!” E assim lá vamos nós entre trancos e barrancos, em muitos casos trancos e solavancos nos camburões de ditadores e golpistas, entretanto como dizem os franceses “ce la vie monsieur”. O estranho nessa história toda é que “los hermanos” amigos de Lula, da Venezuela e da Argentina fizeram miséria contra a imprensa local. Na Argentina invadiram a sede do Clarin e o Lula ficou na dele. Como em alguns casos do Brasil ele não viu nada. Aliás nunca vê e nem sabe de nada. O truculento e corneteiro Hugo Amigo do Lula Chávez fechou rádios, estações de TVs e “O Cara”, aquele de barba, do “nunca na história deste país” continuou na dele. Agora estamos no olho do furacão, o nome do país, a nossa capacidade de negociação, a dignidade do povo brasileiro está na alça de mira de todo o mundo. Como perguntou Drummond: “E agora Seu Luiz? Já que o senhor é “O Cara”, segundo my brother o afro negão presidente, faça alguma coisa! Poderia começar falando a verdade. Você jura que não sabia que o Zelaya iria para a embaixada? Essa história está servindo mais uma vez para mostrar que mais uma vez a OEA não é tão eficaz assim e seu poder é contestável, pois o golpista bateu a porta na cara da comissão enviada pelo órgão e nem sequer está dando ouvidos à gritaria dos seus membros e da comunidade internacional. Para relembrar: na década de 80 quando da Guerra das Malvinas o que fez a OEA mesmo? Só nos resta pedir ajuda aos céus para os colegas presentes ao conflito e que os mesmos sejam protegidos na árdua missão de informar aos que estão do outro lado da página ou da tela. Que os acéfalos de plantão em sua sede de poder saibam preservar, respeitar a vida e os direitos de profissionais que apenas estão tentando ganhar seu sustento exercendo a missão de informar bem e imparcialmente os fatos. Não importa quais são. O povo quer saber e merece a verdade. O que podemos dizer agora: é Zelaya dessa Brasil!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Lula vendeu o Brasil...

Lula vendeu o Brasil…

Não sou petista e não concordo com muita coisa que fez o metalúrgico nordestino presidente, mas tenho de reconhecer que além das novelas, da música e do futebol, ninguém vendeu tão bem o Brasil quanto o seu Luiz Inácio nos últimos 8 anos. Nos quatros cantos do mundo o presidente mascate incorporou o espírito nordestino camelô de ser e vendeu para tudo e para todos o Brasil e suas coisas: de aço à biodiesel, de café à metanol, de suco de laranja às asas da EMBRAER.
Foram muitas viagens. Umas estranhas, outras até aceitáveis, mas todas contestáveis. Ao viajar pelos países da América Central e do Sul entre os anos de 2005 e 2006, senti “in loco” a admiração que os povos daqueles países têm pelo futebol, o carnaval do Brasil e pelo presidente. Constatei nas ruas, lojas e “autodoors” dos vários países a quantidade de produtos brasileiros expostos e rodando pelas ruas como é o caso dos ônibus fabricados pela Marcopolo que rodam em grande quantidade pelas ruas do México, Panamá, Costa Rica, Equador, Colômbia e Venezuela. Só a título de curiosidade: em San José na Costa Rica, os nossos ônibus urbanos pintados nas cores vermelha e amarela são batizados de “busetas heredianas “. Nos super mercados da Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Honduras é grande a quantidade de produtos brasileiros, inclusive a nossa Brahma ou melhor de vocês bebedores de cerveja.
Em El Salvador ela foi rebatizada de Brava, mas nos outros países é Brahma mesmo. Nossos ônibus urbanos articulados para os paulistas são chamados de “ligeirinhos”, pelos curitibanos pioneiros na ideia e uso dos mesmos, circulam nas grandes capitais com as tarjas verde e amarela “made in Brazil”. Mediante tudo isso e baseado no que li e ouvi nos países latinos hermanos da língua de Cervantes, concluo que o Lula vendeu bem o Brasil no bom sentido.
Na cidade do Panamá, do Porto de Balboa no pacífico ao Porto de Colon no atlântico, num trajeto de 100 km, aproximadamente 61 milhas, é grande o número de “autodoors” anunciando os produtos “made in Brasil” e o consumo é grande por parte de todos. Nos países andinos a febre de consumo pelos produtos brasileiros é grande e crescente desde Guayaquil até Caracas só da Brasil. O presidente mascate viageiro tem seu mérito em todo este processo de mercantilização de nossas coisas mundo afora. Quando tio Sam criou barreiras contra boa parte de nossos produtos, ele saiu mundo afora aos gritos de: “Made in Brasil bom e barato quem vai querer?” E muita gente quis e está querendo. Nossos produtos estão em várias partes do planeta, da tenda de um beduíno ao deli chic dos Champs Elysees em Paris à Quinta Avenida em Manhattan.Mesmo não sendo petista, não gostando de muitas de suas atitudes temos que admitir e propagar a quem interessar possa, que o moço de Garanhuns, mesmo com erros de português que muitos criticam, tem vendido com maestria nossos produtos, fruto da capacidade profissional da mão de obra verde e amarela, gerando riquezas para a nação e respeito pelos profissionais brasileiros, pois é o pau de arara da terra dos altos coqueiros que a trancos e barrancos está fazendo a máquina girar e nossos produtos inundarem prateleiras e vitrines mundo afora. Diante disso só nos resta dizer mesmo entre os dentes: obrigado seu Lula.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O dia em que a terra quase parou: 11 de setembro de 2001

Era um dia ensolarado de uma terça-feira qualquer. A vida nesta parte do país, como em outras partes do mundo, seguia seu curso como um rio que serpenteia a caminho do mar. Cada um de nós naquela manhã de sol se preparava ou dava seguimento aos afazeres cotidianos. Os rapazes da construção a bordo de suas Vans carregadas de escadas e ferramentas cortavam as estradas a caminho de suas obras, cujo trabalho lhes fariam amealhar uns punhados de dólares para a realização dos sonhos de consumo e vida melhor. As senhoras diaristas com seus aspiradores, baldes e toda parafernália dedetizadora seguiam em direção às casas e apartamentos, que afinal de árduas horas de trabalho ficariam cheirosos e reluzentes para receberem seus proprietários no retorno a “home sweet home”. Cozinheiras e garçons se preparavam para ganhar o pão de cada dia vendendo e servido o tradicional arroz com feijão nos restaurantes espalhados nacomunidade e em várias partes do mundo. Eis que ao ligar a televisão me deparo com uma cena digna das produções de George Lucas e Steven Spielberg: as Torres Gêmeas, o famoso World Trade Center fora vítima de um atentado covarde e traiçoeiro. Tresloucados fanáticos em nome de uma causa espalharam o pânico e o terror sobre nossas vidas e da imensa nação norte americana. A bordo de aviões lotados de vidas inocentes foram usados como mísseis contra os alvos símbolos do poder econômico, político e militar desta terra que nos acolheu como a segunda pátria em nossa peregrinação em busca do Eldorado. Desde aquela terça-feira, 11 de setembro de 2001, tudo mudou. Foi o divisor de águas na história recente da humanidade. O mundo deixou de ser o mesmo a vida e as pessoas mudaram seus horizontes. A partir deste fatídico e covarde ataque tudo ficou diferente. As perdas materiais foram recuperáveis, mas os milhares de inocentes que tiveram suas vidas interrompidas. As famílias que ficaram marcadas pela perda de seus entes queridos, estas feridas jamais serão cicatrizadas. Nossas vidas ficaram marcadas pela falta de tudo e todos que foram atingidos naquela manhã. Tudo mudou. Todos nós mudamos. Queira Deus que fato semelhante jamais ocorra novamente. Que a paz se torne realidade na terra de alguns homens com boa vontade. Que os fanáticos, sejam eles esportistas ou religiosos, sejam conscientizados de que Jesus mudou a humanidade pelo exemplo de semear amor, fé, união, fé e compaixão entre os seres do mundo. Passados 8 anos do dia em que a terra quase parou, onde todos correram para seus lares em busca de abrigo e carinho e de dar proteção aos seus. Só nos resta agradecer ao Criador e rogar ao nosso Pai Todo Poderoso que derrame sobre todos nós as suas bênçãos, dando discernimento aos míseros pobres e violentos mortais. Que as milhares de vidas ceifadas naquela manhã em consequência daquele ato tenham paz onde quer que estejam. Que nós, que aqui ainda estamos, sejamos pacientes e benevolentes com os nossos irmãos, os chamados seres humanos. Que realmente reine a paz entre os homens de má e de boa vontade. Que a crucificação de Jesus não tenha sido em vão. Que atos de irracionalidade e atitudes tresloucadas como as de 11 de setembro de 2001 nunca volte a se repetir. Que parem de matar em nome de Deus, Jeová ou Alá.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Solidão é prima das horas e irmã do tempo

Texto publicado edicao de 9 de setembro do B.Press.


Solidão é prima das horas e irmã do tempo

É caro o preço que pagamos na busca da independência, do sonho ou pesadelo americano, europeu, asiático, seja lá qual for, estejamos onde estivermos na busca do vil metal. Muitos deixaram tudo e todos para trás na busca por dias e coisas melhores. Mas afinal que coisas são estas? Nós os auto-exilados que saímos na busca do Eldorado em várias partes, pagamos um preço muito alto nesta busca. A saudade que corrói, a exploração dos pretensos empresários, outrora explorados, hoje exploradores, numa terra onde o salário mínimo é $7,25 dólares, muitos pagam $5,00, $3,33 dólares por hora e ainda querem que os pobres e miseráveis imigrantes lhes agradeçam a esmola que teimam em chamar de salário. É grande a nau dos explorados, seus tripulantes exploradores que exigem serem tratados de empresários, esquecem que um dia já estiveram remando nos porões desta nau que navega neste mar de injustiça, ganância e desigualdade.
Tudo isso leva ao sofrimento da moça simples e humilde que deixou seu lar, carinho e aconchego do pai e da mãe e hoje em terras estrangeiras sonha com dias melhores, aliás este sonho a tirou do seio materno. Hoje a moça faceira vive e sofre à espera da realização de um sonho, o sonho de Cinderela que em muitos casos se acabam à meia-noite de uma madrugada qualquer. O moço do interior e da periferia sonhou que um dia voltaria com os bolsos cheios para rever os que para trás deixou. Trabalharia feito um mouro na busca e na acumulação de tesouros, horas a fio, dias infinitos, verão de sol causticante, inverno entediante, mas de uma coisa ele tinha certeza: “Minha vida nunca mais será como antes”. Muitos conseguiram, outros estão tentando. O tempo passando. “No próximo verão eu voltarei”. Muitos verões já passaram. Muitos virão e os jovens sonhadores aqui estão à espera da grande realização. Vem o tempo, a solidão, a tristeza, a saudade das coisas simples que lá deixou e aqueles que dizem: “Estados Unidos nunca mais”. O sonho, o fracasso, a realização, a angústia. Nossos irmãos imigrantes brasileiros sonhadores, um povo lutador que tudo faz, se dedica, luta e derrama o suor misturado com o amor à vida. O povo da terra tropical, das montanhas e vales acredita, assim como o poeta, que “tudo realmente vale à pena se a alma não é pequena”, e nossa alma brasileira é grande como o universo.
Temos um coração do tamanho do mundo e como o de mãe sempre cabe mais um. Somos solidários, amigos, amantes, tristes e hilários. Somos um povo de fé, de raça e amor às coisas do criador. Vibramos com a vitória, a chuva que cai, o romper do sol numa praia deserta, o mar que nos acalenta. Somos os filhos sem rumo que saímos em busca de prumo, lutando por nós e por todos os que nós amamos e naquilo que acreditamos. Muitos estão sofrendo na solidão do tempo, no bater das horas, no passar dos dias e minutos, a espera da hora da volta de vermos nossa terra e os que deixamos para trás. Meu Deus abrevie o tempo! Nos dê acalento, pois esta triste solidão é prima das horas e irmã do tempo... Que o nosso tempo não tenha sido perdido! Tic-tac, tic-tac, tic-tac

Parabéns Brasil! Felicidades brasileiros!

Texto publicado edicao de 5 de setembro do B.Press.

Parabéns Brasil! Felicidades brasileiros!

Não importa de onde venhamos: da caatinga do nordeste, dos igarapés amazônicos, dos pampas do sul, das serras e vales das gerais, do planalto de Piratininga, do cerrado central ou das praias de norte a sul do país. Somos índios, negros, caboclos, mamelucos, cafuzos, brancos. Somos brasileiros. Temos orgulho da terra que nos viu nascer, a pátria amada mãe, (às vezes), gentil. Descoberta há mil, quinhentos e nove anos e batizada de Brasil. Não importa as mazelas sociais que assolam nossa nação, somos um povo guerreiro, altivos, carentes e cientes do poder de nossa gente. Gente brava, honesta e trabalhadora.
Brasil, 190 milhões de habitantes. És uma das mais fortes e prósperas economias mundial. Um parque industrial dos mais desenvolvidos. Pioneiros em várias frentes da ciência e da tecnologia. Um país gigante que caminha a passos largos em busca do lugar que lhe é de direito. Brasil, terra de contrastes. Um povo que carrega no peito o orgulho de ser brasileiro. Povo pacífico, preparado para servir quando solicitado. Um sorriso no rosto e os braços abertos para um fraternal abraço ao amigo e a todos que cruzam as sua fronteiras. Ser brasileiro é viver sem ter a vergonha de ser feliz. Ser livre como a brisa do mar. Quente como o sol de Ipanema numa manhã de verão. Terra de Jobim, Castro Alves, compositores, cantores de nível internacional. Terra de Gilberto Freire e de altos coqueiros. De Drummond nas Gerais. Das serras e dos vales. De João, de José, de Maria. Povo alegre e de muita fé, um contraste entre o sagrado e o profano. Terra do samba, do frevo e do maracatu, seja do baque solto, não importa ser do baque virado, todos os ritmos. Do trenzinho caipira, de Villa Lobos, do Guarani de Carlos Gomes.
Como é bom ouvir no cair da tarde, num dourado pôr do sol os acordes das bachianas. Na imensidão da Amazônia, o verde da bandeira e da esperança, num contraste com o azul das águas dos rios caudalosos e lentos que se espraiam inundando o que um dia foi a Terra de Vera Cruz. Terra onde em se plantando tudo dá. Terra onde todos podem sonhar que o amanhã será outro dia. Terra onde se pode comungar a fé sem constrangimento, seja qual for a religião. No Brasil todo povo é irmão. A festa do frevo e do maracatu. Dos santos juninos. Das Folias de Reis. Dos meninos e moleques dos rios São Francisco, doce Capibaribe, do Negro e do Solimões. Dos pampas do sul, aos igarapés do norte e aos mangues do nordeste. Terra de gaúcho macho e de cabra da peste. Brasil de mar e céu azuis. O branco da paz. O amarelo da riqueza do ouro e da prosperidade para o homem do campo ou da cidade.
Te desejamos Ó Pátria amada mãe, (que nem sempre é), gentil, nestes 187 anos de tua independência, rogamos ao criador felicidade e prosperidade para o teu povo! Obrigado por nos ter deixado nascer no teu ventre! Dentre todas as pátrias, nós te amamos Brasil! Chegará o dia em que no teu seio pisaremos. Perdoa-nos por termos te deixado. O preço é alto: saudade imensurável. Saímos em busca da nossa independência, mas juntos celebraremos a tua com orgulho e amor e sempre te louvaremos nossa Pátria amada Brasil!

Do pó vieste a Minas retornaste

texto piblicado no B.PRess edicao de 2 de setembro de 2009
Do pó vieste a Minas retornaste

Tarde de quinta-feira, dia 27 de agosto. Correria na redação do jornal. Viagem marcada. Passagem na mão. Avião não espera e o voo era com escala na terra do Mr. Bush, aquele que complicou tudo nos últimos 8 anos.
De repente o telefone toca. Era o De do Brasília Grill: “Sampa, me ajuda pelo amor de Deus”. Por instantes cheguei a pensar que um certo comerciante da cidade tinha apertado o pescoço do De por causa daquela história. Bem, é passado, deixa para lá. Não estavam matando o De não. Aflita a irmã do falecido Mirim queria saber o que fizeram com os restos mortais do seu “querido” irmão. Aquele infeliz que foi encontrado morto semanas atrás na Jackson Street no Ironbound em Newark.
Como todos sabem, (acredito eu), nos últimos 23 anos já ajudamos aproximadamente 80 famílias que ficaram sem os seus entes queridos, que na busca do sonho americano se aventuraram mundo a fora na busca do Eldorado, mineiros, goianos, paranaenses e de outras regiões e estados do Brasil. Muitos não conseguiram realizar o sonho de fama e fortuna, tiveram suas vidas e sonhos interrompidos nesta longa e sinuosa estrada da vida e assim foi com Walmiro, o popular Mirim do Mall da Adams e de outras “cositas” confirmadas, outras nem tanto.
Deixemos isso de lado, é mais um que se foi de forma abrupta e no frigir dos ovos deixou a fatura do funeral para a comunidade como a grande maioria faz, tem feito e com certeza continuará fazendo. Todo mundo é rico e bacana, mas quando se vai não deixam “din-din”, seguro de vida e nem grana para as despesas e o povão solidário e amigo certo das horas incertas passa a sacola e as malditas e vergonhosas listas na ânsia de coletar míseros dólares para as despesas de mais um imigrante brasileiro que se vai.
Em muitos casos são levados num caixão ou como no caso do Mirim numa simples caixa, que tive que transportar até o maior terminal rodoviário do mundo, o Tietê, na capital paulista e fazer o despacho como uma simples encomenda no amarelo dourado da Itapemirim rumo ao Vale do Rio outrora menos poluído e Doce, a cidade natal de muitos que para cá vieram tentar a vida, fazer fama e fortuna.
Mais uma vez coube à este semi-alfabetizado escriba nordestino ser o portador da triste encomenda. Levar junto aos meus pertences o corpo inerte de um ser humano, um compatriota, que durante anos vi e cumprimentei nas artérias do nosso bairro e que agora transformado em cinzas seguiu comigo de volta à terra onde nasceu, crescer e correr nos campos e vales, olhando para o céu das Gerais de todos os mineiros, com um sonho na mente e no coração.Pois é amigos, a morte certa neste futuro incerto de todos nós vem sorrateira, abreviando a vida e os nossos sonhos. Sonhos de prosperidade e felicidade, sonhos de um povo simples, honesto e batalhador. A morte nossa de cada dia está sempre à espreita. A Bíblia diz: “Do pó vieste e ao pó retornarás”. Mirim, do pó vieste e a Minas retornaste. Que as bênçãos de Deus cubram teu espírito e acalante a tua alma. Nós brasileiros imigrantes aqui continuaremos sonhando e prontos para a próxima coleta, para a próxima vergonhosa lista, até que um dia tomem vergonha na cara e cada qual faça um seguro de vida, nos privando de tantos dissabores: os da morte e das coletas. Mas a fila anda. Next.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Michael Jackson inventou o Brasil... e o bigode do zé?

Michael Jackson inventou o Brasil... e o bigode do zé?

Quando o escritor, jornalista e dramaturgo escocês James Matthew Barrie escreveu no ano de 1904 a história de um menino que vivia na Terra do Nunca e travou várias batalhas com o Capitão Gancho, o Brasil era um país tipicamente agrícola. Era uma republiqueta de bananas como muitas que ainda existem na América Latina e a república recém-proclamada pelo Marechal das Alagoas, Deodoro da Fonseca, ainda era uma criança que mal sabia quem era James Mattew, Michael Jackson ou Peter Pan, o menino que nunca cresceu.
O tempo passou. E como um Peter Pan da realidade, muitos eleitores nunca cresceram para a cidadania, o bem do povo e da nação, assim como na história infantil, na política brasileira não faltam os coronéis e capitães com seus ganchos que arrastam por décadas o povo e o patrimônio público. Roubam descaradamente os bens de uma nação e da sua gente, o povo Peter Pan que se recusa a crescer e acreditam nas Fadas Sininhos da vida com seu pó mágico, com ou sem pirlim-pim-pim tudo em Brasília parece história de fadas: tem sapo, príncipe e uma companheira quase fada que estão preparando para enfiar na goela do povo em 2010.
No entanto os ganchos da Casa dos Horrores, onde os vossas ex-celências com “elles”, outros sem, vagam por corredores imensos aterrorizando a nação. Uns são coronéis, outros são cangaceiros. Uma coisa é certa “somos compadres e hermanos companheiros de luta na terra de filhos da pátria”. Valei-me meu Padim Ciço Romão, todo lugar tem ladrão e corrupção, mas igual ao Brasil, nem nos filmes da televisão. No decorrer deste ano acompanhamos todo tipo de acusações e baixarias no Senado Federal, todos contra as sarneydesas do Zé e o José contra todos, porém o tal Conselho de Ética, (afinal o que ética mesmo?), segundo o meu pai, político vermelho devoto da antiga URSS e o pai dos burros : a palavra ética é originada do grego ethos, que significa modo de ser, caráter. No latim, mos ou no plural mores, significa costumes e daí derivou-se a palavra moral. Em filosofia, ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade e seu estudo contribui para estabelecer a natureza de deveres no relacionamento indivíduo - sociedade. Mas o conselho de cumpadres de Brasília perderam esta aula na qual muitos de nós aprendemos no antigo científico. Meu Deus como tô velho. É por este resultado e outras coisas que eu creio que Michael Jackson inventou o Brasil, afinal lá no centro das decisões no Planalto Central e por todo o território nacional está a verdadeira “Neverland”, a nossa Terra do Nunca, onde nunca acaba a corrupção, nunca acabam-se as mamatas, todos mamam nas tetas da república. Nunca acabam-se as favelas. Nunca acabam-se os problemas da saúde ...atchim... atchim..., se me verem roncando e fuçando corram. Nunca tem escolas suficientes. Em fevereiro tem carnaval, não faltarão escolas. Alô comunidade! Olha o Sarney aí genteeeee! Nunca temos segurança suficiente, nunca digas desta água não beberei. Agora estamos vendo Lula arriscando o pescoço para salvar o bigode do Zé, aquele do Maranhão. Nossa terra tem palmeiras, tem Corinthians e Mengão. Nunca tem verdade em nenhuma declaração. É terra de caboclos, cafuzos, mamelucos e agora de afro-negão.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Em nome do povo brasileiro, saia desta cadeira que não te pertence.

Em nome do povo brasileiro, saia desta cadeira que não te pertence.

Há 60 anos ele navega no mar da imunidade: vereador, prefeito, deputado, governador, presidente da república, senador. No pequeno, atrasado e pobre estado do Maranhão ele é o senhor da vida e da morte. Faz chover e faz o sol nascer. Tudo ou quase tudo por lá pertence a sua família. Um fato que nos faz lembrar o ex-ditador da Nicarágua, Anastácio Somoza, que era dono de tudo naquele pequeno país da América Central. Só que lá o povo teve vergonha na cara e tirou o salafrário usurpador das coisas do povo e da nação. Já no Maranhão do seu Zé, nada acontece se ele não quiser. Empresário, fazendeiro, dono dos maiores veículos de comunicação, tem o poder, os meios e o dom de fazer a cabeça do povão. Se não for por bem, vai no empurrão, mas uma coisa é fato: ele, filha ,netos e todo o clã ganharam todas as eleições. O senador José “Bigode” Sarney, com 60 anos de vida pública, acumulando riquezas e desafetos, vem sendo nos últimos dias alvo de várias denúncias e ataques por parte de tudo e de todos. À cada hora estoura um novo escândalo, uma nova acusação. Parece até pipoca num tacho de azeite quente. Os constantes bate-bocas dos vossas ex-celências é uma espetáculo tosco e dantesco da “Casa dos Horrores” em que se transformou o atual senado da república. A maior pizzaria do mundo. Depois quando São Lula chama os ex-celências de pizzaiolos, todos se ofendem. São homens de bem e sensíveis, quem não presta é o povo que votou naquelas criaturas. Legislam em causa própria. Decidem o destino bom deles e dos seus asseclas e opovo como fica???? Ora o povo que se exploda, como dizia o deputado televisiso Justo Veríssimo na Vênus platinada. Senhores do meu Brazil! Homens de bem e com vergonha na cara! Como podem aceitar essas coisas dos chamados representantes do povo? Faço indagações: o eleitor se vende e os políticos compram votos. Afinal quem não presta??? Os compradores ou os vendedores??? Se eles não prestam e representam o povo, por que pessoas de bem se deixam representar por quem não presta???? Ou será que somos todos farinha do mesmo saco e no fundo ninguém presta mesmo????? Afinal temos eleições a cada 4 anos e existem safados lá há mais de 40 anos, mentindo, usurpando e sendo reeleitos. Será que o povo é tão besta assim??? São muitas as indagações. É tudo muito triste, tudo lamentável, parece ficção, mas é uma triste realidade. Os mamadores de plantão se agarram às tetas caídas da velha senhora república. Quem tiver mais fôlego e for mais beiçudo, que sugue o leite, o sangue e o suor do povo brasileiro. Ainda trago no peito a esperança de ver na República Federativa do Brasil um povo ciente dos seus deveres e consciente dos seus direitos. Dia chegará em que lideraremos e seremos liderados por homens de bem, dignos de respeito e consideração, mas até este dia chegar seu José, em nome do povo brasileiro, saia desta cadeira que não lhe pertence. Até quando teremos que implorar, para que usurpadores larguem a cadeira do senado com alguém digno de respeito? Quantos mais severinos, calheiros, sarneys e outros mais teremos que suportar??? Senhores, o império acabou em 1889. Acabou-se a monarquia, ora pois.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Quando uma mão lava a outra, ambas estão sujas

Quando uma mão lava a outra, ambas estão sujas

Muito se fala de baixaria na televisão brasileira. Dos programas apelativos, cenas de sexo e coisas do gênero. Todo o tipo de sacanagem, mulher com bunda de fora, homem peludo de tórax à mostra e tudo isso com as crianças na sala.
Tudo isso não é nada diante das cenas da última semana quando suas ex-celências, pois é assim que deveriam ser tratados os senadores irados com olhares de marimbondos, uns com muito, outros com pouco fogo, se engalfinharam numa litígio coloquial nada bom para os telespectadores brasileiros e mundo afora. “Maldita globalização”, devem pensar eles. Antes ninguém via ou ouvia nada, agora por causa deste bando de jornalistas veem e sabem de tudo. Pois é senhores, a culpa é nossa e de quem inventou a televisão.
É muito triste ver cenas como as que presenciamos, era um tal de “engula”, “cuspa”, “cangaceiro”, “coronel”, enfim, cada um com seu adjetivo, só faltou o seu f. da piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. E pensar que estes caras ganham um salário decente para protagonizarem coisas indecentes na hora do jantar e do encontro da família brasileira nos quatro cantos do mundo.
Os allagoanos liderados por Renan Callheiros e Fernando Collor, abriram a boca numa saraivada de olhares fuziladores e adjetivos nada cativantes. Não só contra o cearense, o pernambucano, o gaúcho, os senadores destes três estados, mas sim contra todo o povo brasileiro, aliás nesta história tem muito elle. Essa letra também compõem as iniciais de uma palavra, digamos, muito proferida em todo o Brasil para classificar os amigos do alheio, os populares larápios, sem contar os laranjas. Com todo o respeito pela minha mãe e por todas as lavadeiras do Brasil, temos também as lavadeiras que batem boca às margens dos rios. Os homens de ternos no senado nos fazem lembrar, detalhe, as lavadeiras, que não foram eleitas para darem mau exemplo em rede nacional e mundial de televisão, já que o assunto é lavadeira, Sarney salvou Lula no caso do Zé Dirceu. Lembra da CPI do Walldomiro, o assessor do Zé no caso da caixa, da loteria e do mensallão, etc. etc.? Olha só, mais letra elle na história.
Pois é amigos, agora São Lula quer salvar o pescoço do Zé, aquele do bigode, dos brasileiros e brasileiras, o moço das sarneydesas, sempre ouvimos a frase uma mão lava a outra, ou seja, se lavam é por que estão sujas. Cadê as caras pintadas???? Pergunto a vocês leitores e ao nosso bom Deus: saímos às ruas no início dos anos 90, tiramos um presidente com cara pintada e o escambau e agora não se consegue tirar um presidente do senado? O tal Paulo Duque, a terceira pessoa depois do seu ninguém, como dizia a filosofa da lajinha senhores, o homem é suplente e tem o poder de arquivar tudo. Afinal que democracia é essa??? Cadê a vergonha na cara do povo?? Será que está todo mundo de rabo preso??
Nós todos temos culpa sim senhor, pecamos por omissão. Como Pilatos, lavamos as mãos sujas de suor de um povo trabalhador, que leva a vida marcado pelo descaso e desrespeito às leis de Deus, dos homens e às nossas instituições. Pilatos lavou as mãos, que depois ficaram sujas com o sangue de Cristo o Salvador, que foi crucificado meus senhores por omissão de um lavador de mãos. Hoje no Brasil nós estamos sendo cruficificados, pelo nosso pacifismo ou covardia. Somos vítimas da nossa inércia e pasmaceira, pois quando uma mão a lava a outra, ambas estão sujas. Deus tende piedade dos inertes! Destes usurpadores que tudo fazem pela grana e pelo poder!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Minha mãe também não votou

Minha mãe também não votou

O São Lula, ops o Presidente do Brasil gritou aos quatro cantos que ele não votou no Sarney. Dona Carmelita pernambucana como nós, também não viu não seu Lula. O senhor defendeu o Sarney nos escândalos do senado, agora para salvar a barba, ou seja lá o que for, o senhor vem à público e grita para todos que não votou no Sarney para senador. Disso nós sabemos. O senhor vota em São Bernardo do Campo e o José lá no norte, bem arriba do sul maravilha. Bons tempos aqueles quando o senhor era apenas sindicalista, falávamos mal do Sarney, do Maluf e do Collor. Tínhamos as caras pintadas e gritávamos por diretas já, lembra-se? Seu Lula, quem mudou mesmo? Eles ficaram melhores ou foi o senhor quem piorou? Tem gente se mexendo na tumba: Ulisses, Teotônio, Covas, Tancredo e até Dona Carmelita, que não era muito chegada em política, deve estar lá esbravejando com a mão na cintura e seu forte sotaque de pernambucana dizendo: “José meu fio, isso é coisa da mulesta e muita safadeza juntas”.
Que os mortos descansem em paz, mas a coisa está feia, Lula abraçando Collor e Renan, agradecendo aos serviços prestados pela dupla das Alagoas à nação brasileira. Como dizia Raul Seixas: “parem o mundo que eu quero descer”. Afinal onde iremos parar? Corrupção, violência, descaso com o povo, com as coisas da nação, com a dignidade e com as leis vigentes. Os parlamentares do Legislativo e do Executivo nos tratam como seres alienados e de fácil ludibriar. Zombam de tudo e de todos os poderes. O único poder que prevalece é a vontade dilapidadora destes senhores coronéis das Alagoas e da política nacional.
A violência galopa nas asas do vento, mais rápida do que o pensamento dos homens de bem na terra brasilis que ainda tem muitos com boa vontade. Quando vossas excelências olharão com carinho, patriotismo e fé para a educação, segurança e a saúde do povo brasileiro? Com educação teremos saúde física e mental. Com a segurança teremos a paz a qual precisamos para crescer como família e como uma nação apta a fazer prevalecer nosso lema: “Ordem e Progresso”. O progresso até se nota a olhos nus, mas a ordem, esta meu senhores, está muito a desejar.
É muito triste ver legisladores legislarem em causa própria. Coronéis de votos manipulando currais. Capitães de indústria comandando as leis em benefício próprio e de protegidos e o povo a clamar no deserto em busca de um Moisés que os conduza através deste mar vermelho de vergonha, corrupção e violência, onde um copeiro do senado recebe $ 10 mil reais por mês para servir água e café. Um motorista $ 16 mil reais para conduzir as excelências. Um ascensorista $ 12 mil reais para subir e descer com os corruptos do cerrado. Um segurança $ 18 mil reais para segurar a barra daqueles que seguram os destinos do povo e da nação.
Enquanto isso vemos na TV nacional e internacional o caçador de marajás seu Fernando, ops, vossa excelência Collor de Mello com seu famoso olhar irado. Renan com a velha cara de pau de sempre e seu Zé do Bigode com o velho sorriso amarelo, a se digladiarem pela cadeira da presidência do senado, a sugerir que um de seus pares engula e digira. Mas quem está engolindo e não digerindo somos nós o povo brasileiro. Engolindo uma coisa chamada Congresso Nacional, essa coisa ruim pior do que purgante, porém de uma coisa eu tenho certeza, minha mãe também não votou no Sarney seu Lula.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

As “sarneydesas” do José

Textou publicado na edicao de 24 de junho do B.Press.

As “sarneydesas” do José

É triste e lamentável todas as notícias a respeito do Congresso Nacional e, principalmente, os que envolvem o Imperador Perpétuo do Maranhão, o Senhor Bigode, o homem que há 60 anos vive com sua família mamando nas testas do povo e do governo: o Senhor José Bigode Sarney. A miséria e a marca registrada em sua terra natal, mas a família Sarney vai cada vez melhor obrigado. Como no tempo colonial e numa república feudal, o poder e a exploração no Maranhão passa de pai para filha, netos, sobrinhos, agregados e outros ados. E os safados de plantão, reis da bajulação e da exploração, sanguessugas do erário público, das coisas e do sangue do povo seguem mamando, mandando e desmandando nos destinos do povo e da nação.
Quem não se lembra do Plano Cruzado que foi um soco de direita na cara e no estômago do povo brasileiro. O confisco dos bois, inflação nas alturas e os fiscais do Sarney. Agora este senhor vem a público pedir que lhe respeitem. É muita cara de pau do Senhor Moustache pedir respeito e porque não merece, este senhor e seu clã de exploradores deveriam ser banidos da vida pública brasileira, mas como o povo é besta, lá estão eles, cada vez mais sugando e mamando nas caídas tetas da velha República Federativa. Gafanhotos ceifadores das coisas do estado, do povo e da nação, mas o Zé Povinho tem a sua parcela de culpa, afinal ele está lá por vontade deste povo que sabe lamentar e reclamar e como cada povo tem o político que escolheu, lá estão eles fazendo “sarneydesas” com tudo e com todos.
O mais revoltante de tudo isso é o senhor Lula, que num passado não tão distante os chamava de grandes ladrões da nação, vir a público defender a camarilha surrupiadora das coisas do Brasil. Afinal Senhor Lula em qual lado o senhor está? Dona Carmelita sempre me dizia: “José Menino: quem se mistura com porco farelo e lavagem come”. Quem se mistura com ladrão e os defende sem ser advogado é o quê?
Existe uma Carta Magna chamada Constituição cujo Artigo 5 diz o seguinte: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Mas os homens do Congresso Nacional, os senhores feudais da terra brasileira, esqueceram dele e seria muito bom que eles, os incomuns, pois é assim que se acham estes congressistas safados e maus caráter que falam em nome do povo, que dessem uma olhada no Artigo Quinto antes que este povo um dia os mande para os quintos sabe lá de onde. Pois é. Se essa gente for para o inferno coitado do Belzebu. O tempo está passando e os senhores feudais continuam ferrando a ferro e fogo o povo que segue na vida de gado, povo marcado, povo feliz e o Senhor Bigode está vendo a cada dia os marimbondos de fogo se aproximarem. São 60 anos de “sarneydesas” nas terras brasilis. Larga o osso seu Zé!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Na boleia do destino

Na boleia do destino

Passageiros da vida pegamos carona na boleia do tempo. Sonhamos e lutamos por dias melhores em prol de um sonho e realizações. Para trás ficaram os vales, as montanhas, praias, rios, cerrado e planaltos. Sonhamos na infância e na adolescência de um dia sermos alguém, termos uma vida melhor, porém o destino tem suas próprias coisas, razões e metas. E nós passageiros sonhadores, caminhantes de um tempo, frutos de uma era, não sabíamos o que teríamos pela frente. Como e o que fazer para realizar as metas almejadas, os desejos de jovens moças e rapazes rebeldes com e sem causa cuja maior causa era a de um dia ter uma vida decente, viver, realizar, doar aos que nos colocaram no mundo e aos que nos rodeavam uma vida melhor do ponto de vista material, pois nada é melhor e mais valoroso do que o amor de nossos pais e de nossos entes queridos, cada um à sua maneira, na cidade, no campo ou em qualquer parte da pátria amada mãe às vezes gentil, sonhou em voar para outras plagas em busca de metas realizar. Uns na madrugada deixaram na penumbra da noite aqueles que os viu nascer e saíram rumo às promessas do irmão grande e rico e do norte. Uma terra onde o sonho seria realizável, poderíamos vir a ter ou não. Não importando para muitos sonhadores se um dia seriam, pois como um exército farroupilha, carregavam no peito o sonho da independência entre o ter e o ser, o primeiro sempre esteve presente, pois para muitos ser sem ter de que adianta viver.
Para muitos, anos se passaram. Uns com e outros sem escrúpulos. O importante e a meta era ter e muito, pois tendo, seriam alguém. Na pirâmide social da vida material teriam um lugar ao sol ou na janela da boleia do tempo, que foi passando e passa vertiginosamente, não dando chance de equacionar os ensinamentos da infância daqueles que ficaram para trás à espera das conquistas que lhes remeteriam a uma nova vida, uma nova ordem social e material, onde os agregados e familiares, todos os que o rodeiam, possam ver e invejar os bens conquistados em terras estrangeiras a custas de lágrimas, dólares sujos de suor, muito sangue, horas de angústia, tristeza e solidão. Para muitos trabalho exaustivo e muita humilhação, a exploração do patrão imigrante mau caráter e usurpador que explora o compatriota sem vergonha e pudor. O senhor da fazenda, capitão do mato da escravidão globalizada, que vê no imigrante recém-chegado mais uma criatura sonhadora, uma bela presa a ser dilapidada e explorada e assim na boleia do destino, vamos seguindo em busca da sorte. Para muitos, no caminho só encontram a morte, fria como uma noite escura de inverno, que leva para sabe onde só Deus aquele que um dia sonhou em ser e fazer feliz aqueles que ficaram para trás, seja a família da moça ou do rapaz, que na madrugada fria deixaram seus vales, cerrados e planaltos e zarparam nas asas do vento na busca de trabalho e sucesso para realizar como viajantes na boleia do destino os velhos e bons sonhos de menino. No entanto muitos dos passageiros do tempo desceram da boleia, apeados pelo tempo e só levaram ou deixaram nesta terra desejos e pensamentos.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Nunca digas desta água não beberei

Texto publicado no Brazilian Press Edicao de 22 de julho de 2009

Nunca digas desta água não beberei

Tarde de segunda-feira. Dirigindo no caótico trânsito de São Paulo a caminho de uma reunião paro no farol. Ônibus lotado à minha esquerda. Por um segundo olho para dentro do coletivo e vejo o semblante do povo batalhador, muitos deles migrantes sonhadores, nordestinos como eu, gente que veio para a maior cidade do Brasil, uma das maiores das Américas e do mundo buscando construir um sonho.
Assim como a maioria de nós que deixamos o Brasil tentando realizar o sonho americano, o menino faz malabarismo no farol. O guarda acena para o trânsito andar rápido, como o guarda manso da novela. O vendedor de coco com seu facão prepara mais um para o freguês. A moça fala ao celular. Um senhor de cabelos grisalhos como os meus, coça a cabeça e com olhar pensativo ao ver o meu olhar para dentro do coletivo, cumprimenta com aceno amigável, tradicional, aquele que usamos para saudar um estranho com um leve levantar e abaixar de cabeça.
Sozinho na multidão, perdido no trânsito ao volante de um carro popular, começo a pensar na moça, no menino, no vendedor de coco, no guarda manso e no povo que passa na calçada num incessante vai-e-vem em busca do suado e sofrido pão de cada dia. Penso no que eles acham das “sarneydesas” do José, dos atos secretos da “Casa dos Horrores” do Planalto Central, ops, Congresso Nacional. O que acham sobre os outrora inimigos Lula e Collor, Renan com seus afãs, da roubalheira, dos mandos e desmandos de nossos governantes. Lula está com Fernando Color e não abre. Esqueceu o passado, Operação Uruguai, FIAT Elba, confisco da poupança e ouras “cositas mas”.
Sua excelência o presidente como fez o cancioneiro popular Gilberto Gil do alto do palanque nas Alagoas de tradição e tanta corrupção mandou aquele abraço pro Collor e pro Renan e ainda agradeceu ao que ambos têm feito para o governo, leia-se seu Lula. Pois é meu povo, tudo mudou e todos mudaram, só uma pergunta: eles ficaram melhor ou o Lula piorou? Nunca imaginaríamos uma cena como essa: Lula aos beijos e abraços com Collor de Mello e ainda agradecendo em público. A língua inglesa tem uma expressão que diz: Politics Make Strange Bad Felows (a Política Faz Estranhos Companheiros). Os pecados de Collor pertencem ao passado e os de Lula ao presente, mas o coronelismo permanece vivo e latente na política brasileira. Com o apoio do povo, a popularidade em alta, São Lula tudo pode, afinal ele faz lembrar Jesus: pobre, barbudo e cercado de ladrões. Alô Vaticano canonizem o homem, (em tempo) “pobre”, entre aspas né?
Lula faz tudo isso porque cansou de perder e agora é aquela coisa, já que estou no inferno beijarei o capeta. Enquanto isso o povo queima no caldeirão de Belzebu, xiiiiiiii isso dá rima e das boas, Belzebu rima com.......... Bem, deixemos para lá.
Uma coisa é certa, Sarney, Lula, Renan e Collor estão como os personagens de Alexandre Dumas: “um por todos, todos por um”. Só falta a capa, pois as máscaras eles já têm e a espada está fincada no coração do povo. Por isso meu amigos, recordem dessa frase que nos ensinaram na infância: “nunca cuspa para cima que lhe cai na cara” e tampouco diga: “desta água não beberei”. Lula, Collor e Renan bebem da mesma água, enquanto o povo que outrora acreditou no sonho do líder metalúrgico está com sede de justiça, credibilidade, transparência e já que estamos no ano França/Brasil o povo pergunta: “cadê a igualdade, liberdade e fraternidade para o povo brasileiro?
O farol abriu e o guarda manso fez sinal para eu seguir em frente. Façamos o mesmo, sigamos em frente segurando nas mãos de Deus.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Derrubem a bastilha do cerrado! Resgatem nossa dignidade!

Derrubem a bastilha do cerrado! Resgatem nossa dignidade!

No dia 14 de julho os franceses comemoram a Queda da Bastilha e tudo começou com uma arenga de um colega jornalista, Monsiuer Camille Desmoulins, que avisou ao povo de Paris que as tropas francesas estavam prestes a desencandear uma repressão sangrenta sobre a população parisiense. O povo pegou em armas contra as forças oficiais, derrubando e decapitando o Marquês de Launay, espetando a cabeça dele na ponta de uma lança.
E assim o 14 de julho entrou para a história da humanidade. Quando será que nós, o povo brasileiro, derrubaremos as nossas bastilhas de impunidade, safadezas, corrupções, desmandos, falcatruas e atos secretos, (como os da considerada pelos ingleses de “Casa do Terror”), o nosso Congresso Nacional? De acordo com o The Economist da semana passada, os “vossas excelências” protestaram contra o título, mas do Congresso Nacional só tem saído escândalos e coisas que têm aterrorizado a nação brasileira, onde o salário do presidente da República é de R$ 11 mil reais, mas um garçom do Congresso Nacional para servir água e café recebe R$ 12 mil reais, sem as responsabilidades que é ter um país de 190 milhões de vidas pendentes de suas decisões.
A Bastilha francesa entre os séculos XVII e XVIII foi derrubada por sapateiros, diaristas, escultores, operários, negociantes e artesãos. Onde está o nosso povo que nada faz para cortar a cabeça dos nossos marqueses de Launay, o governador derrubado e decapitado que teve a cabeça espetada em uma lança pelo povo sedento por liberdade e democracia?
Os “vossas excelências” roubam, enganam, tripudiam, legislam em causa própria e todos ficam calados, ou melhor, ladram como cães de pobre correndo atrás da “Kombi da pamonha” e quando ela pára nada fazem. O país e o povo são roubados e dilapidados há séculos. Tem um bigodudo que junto com a família faz isso há 60 anos. Já teve de tudo, até fiscais pelas ruas do país, que como marimbondos de fogo defenderam o seu plano e foram derrubados por um cruzado de direita. O homem não larga o osso, (leia-se filé), e as tetas caídas e fartas da república brasileira, onde todos mamam descaradamente. Mamam nas tetas e sugam o sangue do povo brasileiro. Um povo que feito gado é marcado e vive feliz.
Até quando suportaremos tantas mentiras descaradas e as bravatas dos 71 de gravatas? Senhor Deus criador do céu e da terra, olhai por essa gente e mostrai à eles o caminho a seguir, assim como Moisés fez com seu povo, que eles abram os olhos e cruzem este mar vermelho de vergonha, com suas areias negras de tanta safadeza, roubalheira das coisas de nossa gente. Quanto mais essa gente rouba mais quer. Meu povo, nem todo dia a galinha bota um ovo, mas com certeza temos um novo escândalo e assim caminha a impunidade na terra brasilis, onde o crime compensa, onde todo mundo rouba todo mundo, onde o bem público é visto como banheiro de estação rodoviária e bar de botequim onde todos “mijam e cagam” e os políticos maus-caracteres de plantão, cagam para o país e na cabeça do povo, enquanto isso seguimos aqui como auto-exilados, nos escondendo da “migra”, trabalhando sem receber, rezando e esperando o dia da queda da bastilha do cerrado. Basta de impunidade! Eleitores brasileiros resgatem nossa dignidade!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

So long Michael we’ll see you later brother

So long Michael we’ll see you later brother

Ele começou aos 5 anos de idade e aos 10 já era sucesso em todo o mundo. Começou a sua carreira solo em 1970, ano em que nós brasileiros comemorávamos o Tri de futebol no México. Arrebatou milhões de fãs ao criar um novo estilo que uniu canções e refrões fáceis de serem repetidos. Um estilo com muita musicalidade e dança, tudo o que nós jovens dos anos 70 queríamos, os rebeldes com e sem causa em plena ditadura.
Em 1972 foi eleito o melhor vocalista masculino do ano pelo trabalho realizado no disco “Got to Be There”. Muitos de nós, hoje cinquentões, amamos, sonhamos, sofremos e tivemos momentos de rara felicidade sob a trilha sonora dos sucessos do “black and white boy”. Foram anos de sonhos de uma juventude sem Net, Ipod, Twitter e outras coisas cibernéticas. A matine de domingo, a azaração na praça, entrar de penetra nas festas, namorar escondido sem pegar na mão e dançar ao som dos LPs de Michael Jackson.
O tempo passou, a idade chegou e aqui estamos nós cinquentões a lamentar com pesar a perda desta grande estrela da música pop. Para o mundo pop a morte dele foi o 11 de setembro no show business. Tudo parou, mas a vida há de continuar para os que ficam. Michael não nasceu, como um astro, ele brilhou na terra. Dos seus 50 anos, 45 foram passados sob as luzes da ribalta, holofotes multicoloridos e palcos onde ele foi o iluminado. Segundo ele mesmo disse uma vez: “não saberei viver sem os aplausos e o público de pé me ovacionando”.
O menino que nunca foi criança, nunca correu, brincou, caiu e se machucou. Seus traumas e “neuras” o fizeram diferente de todos os mortais. O homem menino, o bailarino frenético imitado por todos. Um homem que estreou na vida e que mesmo cercado por todos vivia na solidão do tempo e das horas na busca da infância perdida, pois enquanto muitos aos 21 anos buscam um lugar ao sol, ele era o próprio sol do mundo pop, um astro que brilhará mesmo depois desta fase que chamamos de vida, porque sua obra está imortalizada em várias partes do mundo. Sua música atravessou fronteiras e regimes democráticos ou totalitários e no mundo do show business e da música pop ele instalou seu reinado.
Ele foi o rei que não deixou sucessores, o Rei Michael, que desde a infância liderou os Jacksons e conquistou o mundo com sua dança e seu canto, como um canário do reino livre, cantando e dançando em todos os lugares. O mundo sente, o povo chora. Lágrimas brotam nas faces das pessoas de todas as raças e idades no adeus final a um menino que não cresceu. O filho do metalúrgico e de uma dona de casa que fez o mundo parar por doze dias com tristeza e um olhar no horizonte na busca do sol em um melancólico poente de uma vida de luz e muito brilho sob o ritmo alucinante de sua dança com passos bem marcados, como uma caminhada na lua, seu ”moon walker”.Até um dia estrela. Até um dia astro rei do pop. Nós, os velhos jovens de 50 que fomos seus contemporâneos, só nos resta dizer: descanse em paz onde você estiver, “so long michael we’ll see you later brother”.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sentados sobre o próprio rabo

Texto publicado na Edicao de 24 de junho de 2009 no B razilian Press.

Sentados sobre o próprio rabo

É assim que está e vive a grande maioria dos eleitores e do povo brasileiro. Com os recentes escândalos no Congresso a gritaria é geral, mas isso é coisa de um passado distante, onde muitos mamaram nas tetas fartas e caídas da Senhora República. Eleitores e políticos, corruptos e corruptores, afinal todo mundo tentou, tenta e quer se dar bem o mais rápido possível. Quando uns conseguem, os que ficam de fora do saque ao erário público começam a berrar. Claro que não é a maior parte do povo, mas se existem tantos safados se elegendo há décadas, roubando o país, os sonhos e as coisas do povo. Este povo ou boa parcela dele também tem a sua parte de culpa em todo o processo. A Bíblia diz: orai e vigiai, o povo deveria votar e vigiar, pois se assim agisse, o quesito reclamar após a fase roubar dos políticos seria minimizada. O empregado só rouba se o patrão der moleza. A ocasião faz o ladrão e por aí vai.
O povo vota e deixa correr frouxo, depois da casa roubada começa a gritaria. Entretanto este mesmo povo dá dinheiro para o guarda, suborna o fiscal, falsifica diploma para se dar bem. Fura a fila e pega atestado falso de médico para justificar o dia que ficou de ressaca em casa na “segundona” após a “cervejada” de domingo com os amigos. Isso lá no Brasil. Aqui nos EUA apresentam falsos atestados de renda para não pagar a conta dos hospitais. Todo mundo quer se dar bem e rápido. E aí como fica quando os políticos metem a mão no dinheiro público? Qual é a diferença entre o político enganador e o eleitor corrupto que engana o chefe ou o guarda da esquina? Ambos à sua maneira querem se dar bem, sair de uma situação e dar um up grade na atual fase.
Seja como for, ambos têm responsabilidades, direitos e deveres para com o país, mas boa parte do povo só sabe reclamar os direitos. Como pode se exigir o direito respeitado, se o dever não foi cumprido? Como posso sacar grana da poupança se lá não se depositou? Assim é a vida meus amigos para colher tem que se plantar. Para pedir o direito, o dever tem que ser cumprido. É fácil jogar bosta nos “sarneys” como se fosse a Geni da música do Chico, afinal são 60 anos de história de vida pública. Porém, em todo esse tempo quantos ficaram ricos às custas das “sarneydesas” do José, dos seus filhos e netos? A miséria é grande no Maranhão, mas até de estado o homem mudou para se eleger. Foi aceito e votado pelo povo do estado vizinho. Dizem que a voz do povo é a voz de Deus. Neste caso creio que este povo é mudo, burro e não representa a voz de Deus, pois ele, o criador, não seria burro a este ponto, mas a vida passa, os corruptos e safados se ajeitam, enquanto isso boa parte do povo continuará sentado sobre o próprio rabo afinal quem tem... tem medo e passarinho que come pedra sabe o que tem.

Só vendo para crer

Texto publicado na Edicao de 17 de junho do Brazilian Press.

Só vendo para crer

Nas minhas andanças pela terra Brasilis constatei “in loco” as mudanças em nosso país, que não chegam ao nosso conhecimento através da grande mídia que divulga as coisas e a atual situação do Brasil.
Viajando pelas regiões nordeste e sudeste, visitando as principais capitais brasileiras e as cidades pequenas e de médio porte destas regiões, constatei a mudança para melhor e o desenvolvimento de todos os segmentos da sociedade brasileira. Nós imigrantes espalhados mundo afora só ficamos sabendo das desgraças, mazelas, do desemprego, da violência, que está tudo ruim e cada vez pior.
Posso lhes afirmar que tudo isso realmente existe. É fato e diante dos mesmos não se pode contestar, mas como uma moeda dourada desta grande olimpíada da vida e das coisas do nosso país, tem o outro lado que constatei nas cidades por onde passei. Da Grande São Paulo com seus quase 22 milhões de habitantes, à área metropolitana de Belo Horizonte e cidades como Betim, Nova Era, Valadares, Ipatinga, Teófilo Otoni, sente-se a pujança e a garra do povo brasileiro, a liberdade e a gana de viver, lá estão, vivendo. Enquanto isso muitos brasileiros espalhados mundo afora continuam a luta de garimpantes em busca da grande pedra do Eldorado, pagando um preço incalculável, numa batalha imensurável de lágrimas, suor, sangue, humilhação, perseguição e muita dor por um punhado de dólares e euros. Muitos não veem a luz ao fim do túnel. Cruzando o sertão nordestino nas terras de José de Alencar e do grande jurista Clóvis Beviláqua, de Fortaleza a Tacunda de Icó, a Quixadá, de Sobral a Juazeiro do Norte, de Canoa Quebrada a Seco Sertão, sente-se a força da nossa grande nação no coração e no olhar do povo brasileiro. Das salinas de Mossoró, as dunas de Natal à Caicó, terra da carne de sol, nota-se o progresso em todos os cantos.
Caminhando na busca do amanhã da formosa João Pessoa, a gloriosa Campina Grande, a pequena e aconchegante Guarabira. O estado da Paraíba e seu povo movimenta-se rumo à um futuro de glória. Na Veneza brasileira, minha Recife do coração, frevando, pulsamos no ritmo do frevo e Recife acompanha o crescimento de nossa nação.
Olinda, terra da cultura, Caruaru de Vitalino, Gravatá, Garanhuns, as Suíças nordestinas. As frutas e o progresso da acolhedora Petrolina, como uma menina às margens do velho Chico, o mestre da redenção, o rio do coração do Brasil, que nasce lá nas Minas Gerais, terra que por onde se passa não se esquece jamais. O Brasil mudou e mudou para melhor. Para todos aqueles que pensam em voltar não tenham medo. Nossa pátria amada mãe gentil continua com problemas como todas as nações, mas uma coisa eu vi e lhes garanto: está tudo muito melhor. Mesmo nos confins do nosso país sente-se e respira-se progresso, mesmo que a grande mídia mostre o contrário e os derrotistas de plantão, arautos da catástrofe digam ao contrário, muita coisa mudou e mudou para melhor na Pátria Amada Mãe Gentil.

Nos confins do Brasil

Texto publicado na edicao de 10 de junho doBrazilian Press

Nos confins do Brasil

Discípulo de São Tomé, sempre escuto os imigrantes dos EUA e brasileiros que nunca saíram da terra natal falarem mal do Brasil. Modéstia à parte conheço 80% do território nacional, nosso povo e nossas mazelas sociais.
Resolvi dar uma de São Tomé e fui ver a atual realidade do nosso país, do nosso povo, da gente de casta da sociedade e dos “dalits” brasileiros, os favelados das grandes e médias cidades do nosso país. Estou na quarta capital, entre elas a federal terra do poder, a Brasília de todos nós. Com sua gente de terno e favelados, a cidade caminha à passos largos rumo a um futuro de glória em terra Brasilis. A linda Belo Horizonte continua linda com sua brejeirice de cidade grande, seus barzinhos de boêmios e poetas é tudo de bom na terra de Drummond, no leste do estado de molevade, a Valadares. O ar puro das Gerais recicla nossos pulmões e por trás das montanhas o povo espera uma nova era. A pequena e aconchegante Alvinópolis, com sua gente meiga e simples nos emocionou com histórias de vida e dedicação ao ser humano. Levo comigo a certeza de que quanto mais te conhecemos não esqueceremos jamais a terra do “uai”, do leite e do queijo, das montanhas e dos vales. A bela, caipira e desconfiada Minas Gerais, da lajinha e do Jequitinhonha, de um povo orgulhoso, jeitoso e hospitaleiro, a essência do ser brasileiro.
São Paulo da garoa com a força da grana que destrói coisas belas. O corre-corre da metrópole, o executivo apressado, o motoboy tresloucado. São Paulo de Guarulhos, da Cumbica, terra em que todos passam e poucos ficam na correria do vôo, da conexão. São Paulo é a locomotiva que puxa a imensa nação, orgulho de brasileiros dos mais longínquos rincões.
Ceará de Iracema, terra de José de Alencar, cidade do sol, das praias e do mar, dos humoristas que nos fazem rir espantando todo o mal. De Quixadá a Sobral é sol e alegria que contagia. Terra do forró que invadiu o Brasil.. Muita coisa mudou no Brasil e mudou para melhor. Caminhando por nossos rincões, convivendo com o povo da terra Brasilis, a cada vez sinto que o nosso país é o melhor lugar do mundo para se viver. Mesmo com todos os problemas existentes, o povo carrega na face e no coração a alegria de viver. Gente humilde, ordeira e trabalhadora, um povo hospitaleiro temente a Deus com uma fé imensurável na força e no poder do criador. Nestas andanças por nossos rincões, do caipira das Gerais aos caboclos do nordeste, a certeza de que nossa Pátria amada mãe gentil é a terra prometida, a terra para onde todos nós sonhamos um dia regressar.
Baseado no que estou vendo e sentindo, das favelas às mansões, podemos dizer sem medo de errar àquele que desejar voltar: que o faça de coração e peito abertos. Não tema a incerteza do futuro na terra que o viu nascer. Por mais dólares que tenha no bolso uma coisa é fato: é grande a lacuna entre viver e sobreviver.

Copa 2014: papa Hexa Brasil

Texto publicado na edicao de 3 de junho de 2009 do Brazilian Press.
Copa 2014: papa Hexa Brasil

Chegou a hora de apagarmos o trauma de 50 da fatídica derrota para o Uruguai, o dia no qual o “Maraca” calou-se e a nação chorou. Um domingo negro na história do gigante mundial. O clima do “já ganhou”, a derrota nos pés de Gigia e a maldição que perseguiu o goleiro Bigode. Mesmo depois de tantas copas e tantas vitórias sobre a celeste olímpica, os mais velhos carregam no peito a dor da derrota e os mais novos leem na história sobre a catástrofe do Maracanã, mas que o passado nos sirva de lição e sigamos em frente porque atrás está vindo muita gente, pois 2014 será a copa de todas as copas. Aguentaaaaa coração.
O lado prático de tudo isso será o otimismo que levantará o povo brasileiro e a parte funcional será o grande canteiro de obras no qual o país se transformará, gerando empregos em todos os segmentos da sociedade brasileira. A melhora em todas as áreas de infraestrutura, obras que ficarão para o povo. O Brasil nunca mais será o mesmo depois de 2014. Será um evento divisor de águas na história da sociedade brasileira.
É hora de todos se prepararem em prol deste grandioso evento que colocará mais uma vez o Brasil no topo do mundo aos milhões de telespectadores em todas as partes do planeta, pois será a maior festa do futebol na terra dos Penta Campeões, de um povo que respira, vive e morre pelo futebol.
Aproveitemos esta nuvem que trará boas coisas para o Brasil em todos os níveis, pois o tempo urge e o ano de 2014 está logo ali no virar da esquina. Com a chegada da copa para o Brasil as 12 cidades sede sentirão em suas pulsantes artérias as cores, a vibração e a alegria do torcedor mundial. Preparemos as cidades e o povo mais acolhedor do mundo para receber nossas visitas de braços e corações abertos para a maior festa inter-racial e social do mundo, onde os povos se confraternizarão durante 30 dias num show de luzes, cores e fortes emoções. A emoção do torcedor de futebol, algo ímpar em todos os esportes e que nós os brasileiros somos os mestres em externar. Este sentimento de amor por um esporte que ultrapassa fronteiras, pára guerras, salva vidas, agrupa famílias e emoções, independente de língua, cultura e condição social.
Preparemo-nos para 2014 como a copa de nossas vidas. A copa literalmente do Brasil e que possamos cantar “eita esquadra, é bom de bola, é bom de jogo”. Que a taça seja nossa e que o mundo diga: cada qual com seu sotaque, com brasileiro não há quem possa. Vamos lá torcedor brasileiro, mostre ao mundo o jeito e a alegria da nossa gente no maior evento esportivo do planeta: o Campeonato Mundial de Futebol. Uma festa multicolorida que desde 1920 vem marcando países, povos e vidas, com lances e dribles mágicos, lágrimas de alegria, choro triste e alegre, a emoção da vitória, um turbilhão de emoções que explodem a cada minuto, a cada gol e tem seu ápice no grito de “é campeão”.
E só me resta dizer: papa Hexa Brasil!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

QUAL FOI A PÁTRIA QUE NOS PARIU?

QUAL FOI A PÁTRIA QUE NOS PARIU?

Francisco Sampa

509 anos já se passaram desde a chegada de Cabral às Terras de Vera Cruz. Cruz credo, valei-me Nossa Senhora, desde a chegada dos lusitanos muita coisa mudou.Pero Vaz o Caminha escreveu dizendo que “em se plantando tudo dá”, mas umas dão mesmo sem plantar. Dão por necessidade ou por mera vontade, porém uma coisa é certa: quem não dá não recebe. Segundo os políticos é dando que se recebe e uma grande parte deles não dá nada e levam tudo de todos da Pátria que os pariu. Qual foi a Pátria que nos pariu? Foi Portugal às margens do Tejo ou foi a terra tropical onde políticos corruptos e um povo semialfabetizado se deixa levar por promessas vindas de mentes macabras e gananciosas de olho no erário público nacional. Afinal onde estão estes filhos da pátria que foram paridos em todas as partes, mas na hora da divisão sempre ficam com a melhor parte. Falta educação, segurança e saúde. Meu Deus que tristeza que nos dá ao ver tanta fartura e boa parte do povo vivendo na agrura do amanhã Deus proverá! Disse o poeta que Deus dará, mas se Deus não der como ficará? Como ficaremos ? sentados à beira do caminho ou fazendo o mesmo ao caminhar na busca de instrução, segurança e saúde? Valei-me Deus pai! Se continuar deste jeito para onde irão os filhos da pátria? Paridos nos grotões, matas, cerrados e sertões os filhos da terra, que hoje sem terra, clamam por sua parte em latifúndios, de terra farta e terra medida em busca da terra que lhes foi prometida e o povo do norte, os irmãos do sul, do sudeste e do centro vivem como a peste zanzando pelos campos com uma certeza de que de toda esta terra só terão uma cova na terra que sonhou ver divida. Pai que estás no céu tenhas piedade dessa gente trabalhadora e decente. Iluminai a cabeça e o coração dos poderosos de plantão, que olhem para o povo com mais carinho, respeito e gratidão, pois estes filhos da pátria que nos pariu são nossos irmãos. São a eira do moinho, a bateia do garimpo e gente pobre, humilde, de peito aberto e coração limpo. São filhos, pais e irmãos de uma terra que nos viu nascer e hoje vivemos errantes mundo afora na espera de um dia ver o romper de uma nova aurora, às margens do Rio Doce ou do Itajaí, quem sabe do Beberibe, entretanto uma coisa é certa pai, um dia queremos voltar para viver nas montanhas e vales das Gerais, nos pampas e até descansar às sombras de coqueirais, da selva desvairada, de pedras do sudeste. Voltar para o sertão de bodes, forró e cabras da peste. Viver na terra que nos viu nascer, sentir na face a brisa do mar, seja de Iracema, Amaralina, Boa Viagem ou Itapoã, poisaqui lutamos com a certeza de que o amanhã virá. Só o senhor sabe se será melhor pior, mas por pior que seja meu pai queremos voltar para a Pátria que nos pariu.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

GARIMPANTES X IMIGRANTES

Francisco Sampa

No jogo pelo sonho americano a disputa está acirrada. De um lado os garimpantes sem escrúpulos que só querem se dar bem e se possível rápido … muito rápido. Não se adaptam às regras do jogo. Estão pouco ligando para a cultura desta terra de neves, parques, sonhos e muito consumo, querem somar, ludibriar e acumular, não importa os meios usados, ilícitos ou imorais, desde que se deem bem, que mal tem. Entraram de bicões na festa como a maioria de todos nós, mas não se contentam em estar na festa. Querem ditar normas e costumes, se possível mudam o ritmo da música, invertem tudo. Os donos da casa são burros, chatos, mal educados, exploradores e os exploradores garimpantes são as vitimas do imperialismo ianque, do grande irmão do norte, o explorador de pobres e indefesos, terceiros mundistas que trazem na mala um passaporte, um sonho, vários desejos e uma meta: se dar bem e rápido, doa a quem doer. Os inteligentes jáfazem seu próprio dinheiro tentando enganar o sistema como no caso dos falsificadores brasileiros presos em Danbury no estado Conneticut. Os mais limpos lavam seu próprio dinheiro como muitos em várias partes do país. Tem garimpantes de todos os níveis e classe social. Todos posam de pessoas importantes e acima de qualquer suspeita uns mandam caixas. Outros jamais se encaixarão nos padrões da sociedade que escolheram para viver e progredir. Já inventaram até um jogo inspirado no passa e repassa é o jogo do “pagou a caixa, empresa faliu, pague de novo para receber a caixa”. O que podemos chamar de extorsão encaixotada. Mas até esse dia chegar no clássico entre garimpantes e imigrantes muita bola vai rolar até o apito final. Por falar em caixa, se depender das empresas do ramo, cada dia surge uma a cada esquina, somos uma comunidade em extinção e não temos IBAMA para nos proteger, pois querem nos levar todos de volta para o Brasil. Mas por outro lado temos o esquadrão de imigrantes, gente humilde, ordeira, honesta e trabalhadora que veio para esta terra com um sonho e um grande desejo, cientes da máxima bíblica: semear, plantar e colher, criam seus filhos, educam a família, preparam-se para suas realizações através do tempo preservando a família, respeitando as leis e todas as normas já impostas por esta nação que nos acolheu de braços não tão abertos, mas aqui estamos lutando em prol dos nossos desejos e ideais. São esses imigrantes que fizeram e fazem o orgulho de nossa comunidade, seres cientes dos deveres de pais de famílias e de cidadãos. Homens de caráter e do bem, conscientes de suas obrigações para com a sociedade e o futuro de seus projetos pessoais e profissionais. São estas pessoas que vem ao longo do tempo sofrendo com a saga de garimpantes inescrupulosos que visam o lucro fácil e rápido sem medir asconsequências de seus tresloucados desejos de fama, poder e mordomias neste clássico na busca por dias melhores, com certeza o imigrante justo, honesto e correto será o grande vencedor.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Os ratos de Brasília: “Juscelinomys Candango”

Os ratos de Brasília: “Juscelinomys Candango”

Francisco Sampa

Descobertos durante a construção da capital federal nos anos 60, o “Juscelinomys Candango” foi extinto do cerrado e agora só pode ser visto nos livros científicos, assim como a “phrynomedusa fimbriata”, a perereca de Santo André, mas isso é outra parte da história biológica brasileira. O mal que acabou com o rato candango habitante do cerrado brasileiro na época da construção de Brasília criou outro candango, nome dado aos construtores da nova capital federal, mas passada a fase da construção Brasília criou uma nova espécie de rato. Uma espécie que tem em todas as partes, mas que vão para Brasília. Na grande maioria são da pior qualidade é a do “polytycus candangus ladronys”. Uma espécie que está longe da extinção, pois se proliferam aos milhões em todas a partes do país e em todas as classes sociais. Essa espécie anda sempre acompanhada do “corruptus mau caratys”. Estes dois seres em combinação éum dos piores males da fauna e da flora brasileira. Alimentam-se da “verbys publica brasilis”, mas ultimamente os candangos de ternos de grife e gravatas de ótima qualidade, longe da extinção, não se locomovem mais sobre as 4 patas como seus antepassados, mesmo porque eles só têm duas patas, duas mãos e dez dedos bem ágeis sobre o patrimônio público, pois na mentalidade do político brasileiro tudo que é público não tem dono, esquecem que se é público todos são os donos . Os ratos de Brasília, que nascem em todas as partes do país estão longe da extinção como os indefesos “Juscelinomys Candango” típico do cerrado e que hoje fazem parte do passado biológico da região. Os atuais ratos da política brasileira causam mais danos à nação do que aqueles ratinhos que roubaram a cena na passagem ao vivo da repórter global Delys Ortiz na matéria para o Jornal Nacional e comentada no Fantástico. Eles fazem orgia com o dinheiro público, veja o caso das passagens aéreas para a Europa e EUA. Passagens para os puxa-sacos, familiares, sindicalistas, artistas gostosas da televisão, etc. Eles têm mensalão, sanguessugas e escândalo da mandioca. Lembram-se dele ??? Pois é. Não deu em nada e nunca dará. E a casa do diretor do Senado no valor de milhões de reais? Os ratos de Brasília, meus amigos, são os roedores do erário público, da consciência do povo brasileiro, mas lá e em muitas partes do Brasiltodos roem. Desde o mais simples ao funcionário do mais alto escalão, pois os ratos estão em todas as partes do país roendo e se fartando com o patrimônio público, o bem de todos e da nação, mas como diz a máxima popular: ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. A extinção do “juscelinomys candango” foi uma grande perda para o bioma do cerrado e do reino animal, mas se o mesmo vier a acontecer com os ratos de Brasilia, os “polytycus candangus ladronys” será um grande feito para o povo da Terra Brasilis. Até este dia acontecer viveremos como “pryhomedusa fimbriata” a extinta perereca de Santo André, seguiremos coaxando à beira do brejo da descrença e da impunidade perpetuada na pátria amada Brasil.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Ronaldo Futebol Clube campeão de superação.

Texto publicado no Brazilian Press, Edicao de 6 de maio de 2009 Quarta feira

Ronaldo Futebol Clube campeão de superação.

Por Francisco Sampa

Pois é, mais uma vez a história se repetiu, após uma grave contusão, um ano afastado das quatro linhas e de vários comentários nada encorajadores por parte de todos da mídia especializada e não especializada, dos falsos amigos urubus e corneteiros de plantão, o que dirão os apedrejadores de carteirinha agora? Enfiem a viola no saco e vão tocar e soprar suas cornetas em outras praças, pois na Praça Charles Miller em frente ao Estádio do Pacaembu, na capital paulista, só deu Ronaldo. Devemos tirar uma lição dessa história, a lição de nunca desistir de nada, do sonho do poder de criar e fazer. Ronaldo tem grana, fama e carisma, poderia ter parado de vez, porque com a grana que tem poucos de nós, os mortais, jamais conseguiremos em toda nossa vida, nem que tivéssemos 7 vidas feito os gatos ou mais até. Ele continuou, não foi por grana, nem por fama, foi por amor, por alma de guerreiro, essência guerreira do povo brasileiro que nunca desiste de lutar e sonhar, que amanhã será outro dia. É bíblico, o amanhã a Deus pertence e assim foi e será pra mim, pra você, pro Ronaldo, pro Pedrão, pra Luiza, pra Zefa, pro Tico, pra todos nós míseros e humanos mortais. Você que está aí lamentando a falta de sorte, de grana, de fama, da mulher que te chifrou, do amigo que te roubou, do emprego que não vem, da fome que tem, não perca a fé, enquanto há vida, há esperança. Esta é a grande lição que fica da passagem de Ronaldo no futebol mundial: perseverar, lutar e guerrear, pois soldados nascem todos os dias, mas guerreiros são escolhidos por Deus e guerreiros nunca morrem, os feitos são eternos, mesmo os das batalhas perdidas. Como em 2002. ele voltou, fez muitos gols, alegrou o coração do torcedor e conquistou o título de campeão invicto num dos mais disputados campeonatos de futebol do mundo: o paulista. Sozinho marcou tantos gols quanto todo ataque corintiano, realmente um fenômeno de luta e superação merece ostentar no peito a faixa de campeão. Na vida é assim, quando se está ladeira abaixo, além da força da gravidade são muitos a puxar para baixo compete àquele que está descendo ou na iminência da descida, saber preparar o caminho na subida, porque na hora da volta nada lhe será estranho e diferente é apenas o mesmo caminho pelo qual passou quando da ascensão, portanto nada é diferente, você com certeza encontrará as mesmas caras que viu na subida a lhe sorrir com desdém, mas não se preocupe, quando voltar a subir, eles estarão no mesmo lugar, são como as pedras em nossos caminhos na luta pela sobrevivência. Subimos e descemos, elas permanecem ali paradas, inertes, sem vidas, sua utilidade máxima é para serem atiradas. Parabéns Ronaldo, a nação corintiana e o povo brasileiro reconhecem e sabem do seu valor, pois no dia em que você abandonar as 4 linhas, o jogador sai de campo, mas o guerreiro continuará lutando por tudo, por você e por seus ideais, porque guerreiros são escolhidos por Deus e você é um desses escolhidos pelo criador.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

SUPERAÇÃO RONALDO FUTEBOL CLUBE

Texto publicado noBrazilian Press, Edicao de 29 de Abril de 2009


SUPERAÇÃO RONALDO FUTEBOL CLUBE

Francisco Sampa

O Tempo é o senhor de todas as causas. Tempo de sorrir, de sofrer, chorar, amar, ser feliz, ter sucesso e fracasso. Tempo de ostracismo. Tempo de estrelismo. Tempo de se viver e até o tempo de morrer. Está tudo lá no livro da vida. O grande arquiteto criador de todo o universo nos deu tempo para tudo e muitos de nós reclamamos. Não temos tempo para nada, nem para nós. Nem para Deus. Quando queremos ter este tempo é tempo de ir embora, deixar a vida terrena, os sofrimentos físicos e as agruras materiais, mas até este tempo chegar, temos que superar barreiras, vencer obstáculos, subir altas montanhas, cruzar rios profundos, navegar em mares revoltosos.
Assim tem sido a vida de Ronaldo Nazário de Lima, o R9, o Fenômeno, o Gordo, ex-Gordo, enfim adjetivos dos mais variados para nomear um guerreiro, um lutador que desde a infância vem vencendo obstáculos: a pobreza, a falta de cultura, a integração social, os problemas de ordem física e emocional e assim como a Fênix, a cada incêndio Ronaldo renasce das cinzas. Assim foi antes do mundial de 2002, voltou após uma contusão e foi o artilheiro da Copa e campeão da mesma.
Mesmo depois deste feito boa parte do povo brasileiro, após mais uma grave contusão esqueceu dos seus feitos. Esqueceram que “Soldados nascem todos os dias e guerreiros são escolhidos por Deus “. Ronaldo é um desses guerreiros escolhidos para no campo de batalha por maior que seja a ferida, por mais profundo que seja o corte da lâmina fria da adaga inimiga, seguir sangrando rumo ao objetivo. Como uma fera em busca de sua presa, sua meta é o gol, onde como um camponês num 14 de julho derrubara a Bastilha final, onde o guardião das 4 linhas será batido num lance mágico, coisas que só o futebol nos proporciona, como no segundo gol na partida contra o Santos no caldeirão da Vila, na presença do rei, o atleta do século, Ronaldo foi o rei do caldeirão da Vila. Segundo o rei Pelé, Ronaldo foi a diferença, fez um gol digno de copa do mundo. Jornais de todo o mundo não economizaram palavras para reconhecer o valor e a garra deste homem, lutador guerreiro amante do gol e do futebol. Quando todos acharam que ele voltou para encerrar a carreira num fim melancólico, um triste fim para o maior goleador de campeonatos mundiais. Ronaldo é a prova viva da intolerância do brasileiro para com aqueles que possam vir a fracassar, não importa como, se você está à mercê do barranco, te empurram com os dois pés. Os derrotistas estão sempre de plantão. São como abutres, foram feitos para viver de restos. São incapazes de caçar por isso estão sempre à espera de um cadáver para um banquete dantesco. Não importa qual seja sua área, nunca se deixe abater, lute como um guerreiro e que fique a lição, jamais deve se subestimar, um lutador, pois mesmo depois de morto os guerreiros entram para a história é por isso que mesmo não sendo corinthiano, me alisto no Superação Ronaldo Futebol Clube, símbolo de um Brasil de muitos Ronaldos. Em cada esquina, em cada periferia existe um guerreiro escolhido por Deus pronto para derrubar os abutres de plantão. Somos Brasil. Somos Ronaldo. Somos brasileiros heróis da superação.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Podemos não gostar, mas temos que respeitar este cabra sonhador

Podemos não gostar, mas temos que respeitarsonhador


Francisco Sampa

Sem verso e sem prosa, nordestino, baixinho, cabeça chata, pés descalços, analfabeto, migrante pau-de-arara. Não é fácil vencer no sul maravilha carregando incrustadas na pele estas características. Com esta etiqueta chegou à cidade de Santos aquele grupo de pernambucanos meus conterrâneos vindos de Garanhuns no agreste do estado. A vida não foi fácil. Uma mulher doente, uma renca de minino. Minino mesmo. Pernambucano tem mania de trocar e pelo i. Tanto é que todo mundo é de Ricife e poucos são de Recife. Voltando à saga da família Silva, como tantas no Brasil, essa tinha uma estrela, uma pedra preciosa que precisava ser lapidada. Não era mais um Silva como eu e você e tantos outros Brasil afora. Não era mais um Luis, como o Rei do Baião, o Gonzagão dos 120 baixos e tantos altos, que num voo da Asa Branca foi fazer forró no céu com um triângulo de ouro e uma zabumba dourada. Era um Luiz. Era também Inácio. Sua vida foi o prefácio das coisas que um dia iríamos ver. Como tantos nordestinos, ao chegar em São Paulo virou baiano, mas era um Luiz Pernambucano, menino nobre, sonhador, porém fruto de uma noite ou um momento de amor de uma mulher pobre e um lavrador lutador. Quando a terra secou, o mandacaru não deu flor, só restou uma opção, subir num caminhão e seguir no estradão carregando o “malutão”. Na viagem tinha farinha, carne seca e feijão. E lá se foi Luiz pra Sun Paulo. Tentar a vida, virar gente. Passados os anos, Luiz agora é o Lula Presidente. Foi sindicalista, lutou pelas diretas, viajou país afora. Quando a dita tava dura, Luiz levou uma dura foi parar no xilindró, “seu doutor tenha dó de mim, sou trabaiador metalúrgico, luto por meus direitos e dos companheiros”. Luiz ficou na cadeia preso na teia do porão ditador. Veio o tempo e as mudanças e Luiz foi deputado sem anel de doutor. O cabeça chata nunca foi vereador, mas sonhador e lutador. Luiz não foi governador, saiu para presidente. Não foi na primeira vez que Luiz representou sua gente. Anos se passaram. Os colloridos se foram e os tucanos também. Luiz cabra arretado, nordestino lutador, lutou pelo sonho e um dia Luiz Lula ganhou. Agora é o presidente. Claro que tem muitos descontentes. Eu também aqui estou. Lula na presidência merece o respeito de um sonhador, lutador por um sonho e hoje assim cada um luta pelo seu. Eu aqui com o meu e você aí com o teu. O nordestino de cabeça chata chegou onde muitos não queriam, nem eu tão pouco queria que ele chegasse, Pt, saudações à parte, são as coisas da democracia de uma terra chamada Brasil. Se ele pode, qualquer um poderá. Podemos até não gostar... Mas temos de respeitar este cabra sonhador, que sem anel de doutor, virou presidente da terra que nos viu nascer, país pelo qual morremos de amor