terça-feira, 30 de setembro de 2008

Povo Soberano

POVO SOBERANO

FRANCISCO SAMPA

Poderia ser um domingo como outro qualquer, mas não foi, o povo soberano da república federativa do Brasil tinha uma missão em várias partes do mundo: ir às urnas e escolher o presidente da república. O escolhido, como é de conhecimento de todos, foi o senhor Luiz Inácio Lula da Silva, atual ocupante do Palácio do Planalto.
Como é público e notório, não gosto do político Lula, detesto o PT e não suporto os petistas, independente de qual nível pertença, prova disto foi litígio coloquial que mantive com o senhor José Dirceu, quando o mesmo exercia a função do todo poderoso ministro chefe da casa civil, e visitou o consulado geral do Brasil em Nova Iorque. Fato este que teve várias testemunhas petistas e não petistas, mas que foram ao consulado puxar o saco do então ministro e posar de “papagaios de pirata”, como fazem na maioria das vezes.
O Cancioneiro popular em verso e prosa, cantou e canta, vida de gado povo feliz, quer eu queira quer não, o POLLVO QUIS LULLA, quis Malluf, Collor e Clodovill, cabe a mim e a todos os demais brasileiros que lutaram cada um a sua maneira contra este quadro que vamos ter que ver nos próximos 4 anos, respeitar esta vontade da maioria e como diz a bíblia orar e vigiar, vamos vigiar e cobrar as promessas feitas, punições aos culpados, segurança, educação, saúde, democracia é assim que se faz, eu digo o que você não quer ouvir e escuto o que você tem a dizer querendo ou não. Pois bem, há 61 anos o Brasil tem eleições legislativas, somos uma forte e grande democracia. É claro que boa parte dos meus conterrâneos, os cabeças chatas da vida, “os severinos”, com ou sem seca e boa leva de pobres miseráveis da pátria amada, nas favelas, vilas e bairros pobres de todo o país, votaram com o estômago. A fome é negra, negra como uma noite sem luar, sem estrelas, sem poesia, sem sonho de um amanhã, mas assim foi, o povo quis, o povo terá o seu presidente.

Seu Luiz, por favor, cumpra o prometido, não decepcione àqueles que no senhor acreditaram, pois os que não votaram no retirante do sertão de Pernambuco, ficarão tristes também. Sentiremos na pele a frustração das promessas não cumpridas, mas sinceramente prefiro ser gozado por um bando de “Lulistas fanáticos’, do que ver meu país numa crise de governabilidade. Dê nome aos bois e aos bodes, mensaleiros, sanguessugas e o que mais aparecer nos próximos 4 anos.
Pois é meu povo, assim é a democracia e temos que respeitar, para um dia sermos respeitados, os Sarney se deram mal, Toninho ACM Malvadeza também. Vamos torcer para que amanhã seja um outro dia, para todos nós tantoos de cá quanto os que lá ficaram, e para aqueles que neste momento estão às margens Del Rio Grande e em
breve estarão nas ruas da nossa comunidade, sonhando viver o “american dream”, vamos sonhar acordados com a certeza, apesar de tudo, de que o Brasil deu uma grande lição para o mundo, uma eleição que terminou às 5 horas da tarde, às 7 horas da noite já se tinha o resultado, num processo tecnológico 100% brasileiro. Lição para os filhos, irmãos e sobrinhos do Tio Sam, somos latinos, “chicanos”, terceiros mundistas como muitos nos catologaram, mas somos acima de tudo brasileiros, não importa o presidente, ser brasileiro é viver e não ter a vergonha de ser feliz, dentre tantas coisas boas e ruins do nosso país temos um povo soberano e altaneiro, não há grilhães que nos tirem a liberdade de viver amarmos e sermos felizes. Pois quando a liberdade pairou as asas sobre nos, nas campinas, nos serrados, vales e igarapés, o povo miscigenado dos trópicos da América do Sul, deu asas a imaginação e juntos construímos em 184 anos uma terra de homens fortes e mulheres guerreiras, esta terra de um povo soberano, o mundo respeita e reverencia, esta terra minha gente, é a nossa nação brasileira.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

ONDE ESTÃO OS PODEROSOS....... ?

ONDE ESTÃO OS PODEROSOS....... ?


Francisco Sampa

A grande maioria dos comerciantes da comunidade brasileira fez e faz fortuna à custa do próprio trabalho e em parceria com a comunidade brasileira, mas o que fazem estas pessoas em prol de toda essa gente que movimenta e faz girar essa imensa e poderosa roda da fortuna comunitária, afinal essa gente simples e humilde, gastam seus suados e sofridos dólares no comercio local, das várias cidades do estado de New Jersey e põe este país afora, e a maioria destes comerciantes até o fechamento desta edição, não demonstraram a mínima intenção de formarem uma associação comercial para defenderem o interesse dos mesmos e do povo de forma geral, é hora especialmente no estado de New Jersey de ter mos uma associação comercial, nos moldes clube dos lojistas ou algo similar, como os que existem em qualquer cidade brasileira, uma entidade deste porte daria maior visibilidade e credibilidade a nossa comunidade, mas pelo andar da carruagem os nossos "empresários", só estão preocupados em contar e estocar dinheiro, esquecendo-se que unidos seremos mais fortes e respeitados e da forma como estamos por maior que seja a fortuna e o poder individual de cada homem de negócio da nossa comunidade, diante das autoridades sem um coletivo forte e coeso, o individual e fraco e com o tempo se quebra e será vencido, ultrapassado por outros grupos com organização e método.

O curioso em tudo isto é que nós os brasileiros chamamos os Portugueses de “burros”, mas eles os “burros”, como muitos de nós brasileiros fazemos questão de usar para ilustrar nossas piadas, tem uma, ou melhor, várias associações comerciais fortes, coesas e unidas que trabalham entre si numa constante troca de informações em prol de um objetivo único de fortalecer a comunidade portuguesa e ganhar mais dinheiro e lógico, são fortes e atuam em todos os campos.E nós os gênios, super inteligentes temos o que? Afinal, quem são os "burros" de plantão? Os coesos e unidos comerciantes portugueses? Com suas ações filantrópicas, lobbys políticos em todas as camadas do poder municipal. estadual e federal , ou os nossos ricos poderosos e individualistas comerciantes ou como preferem ser tratados na imprensa comunitária empresários brasileiros.
1 Renan e 40 Calheiros


Por Francisco Sampa

Cassaram o Collor, aquele que, segundo ele era roxo. Roxos ficam nós, o povo, de raiva e vergonha. Para alegria geral do povo e felicidade geral da nação achávamos que estava tudo resolvido, que a partir daquela data o Brasil seria um outro país. Acabariam-se as roubalheiras e outras mutretas mais.

15 anos se passaram e nada mudou. Mudaram os golpes e as nomenclaturas, agora são os mensaleiros e sanguessugas. Juiz rouba, delegado também, vereador, deputado e senador, ministro, governador, todos roubam unidos ou não. Uma coisa e certa: o povo também é culpado, afinal estudante que paga pau para passar no vestibular é o quê?

Quando ouviram do Ipiranga o brado retumbante, com certeza esse brado era o popular “pega ladrãoooooo!”, mas o povo continuou deitado no berço esplêndido, sob o sol às margens plácidas do profundo mar de lama que navega a nau da pátria amada mãe gentil.

A salvação de Calheiros por si só já é um absurdo, mas pior ainda foi a forma como esta votação aconteceu: em uma sessão fechada, com votos secretos. Secretos porquê, caras-pálidas? Nós, os eleitores, temos o direito ao voto secreto, para nos protegermos contra pressões e influências. Mas os senadores, não: eles foram eleitos pelo povo e são homens públicos, têm a obrigação de prestar contas à sociedade. Se o Senado contrariou a vontade da população de ver a cassação do mandato de Calheiros por quebra de decoro, ao menos queremos saber quais foram os responsáveis por este vergonhoso resultado.

Acorda povo, nós também somos responsáveis pelo destino do nosso país, afinal quem escolhe, os representantes do povo são escolhidos por este povo que vende seu voto, por uma camiseta, uma lata de óleo e um vale refeição. Há a promessa de que dias melhores virão, mas eles só chegam para os aliados parentes e cúmplices da corja de maus políticos, ladrões de sonhos do povo.

É hora de acordarmos, bradarmos com a força de nossas entranhas, chegaaaaaaaaaaaa... Quero acreditar na justiça dos homens do meu país, pois sei que a dos céus virá... Mas talvez eu não esteja vivo para contemplar a absolvição do senador Calheiros, ex-aliado de Collor e um dos comandantes da tropa de choque que o defendeu a 15 anos atrás. Significa que nada mudou, e, assim como diz o ditado popular: “um cachorro cheira o outro”, os 40 Calheiros absolveram o Renan Babá.
Não permita Deus que eu morra sem que volte para lá

Francisco Sampa

A crise econômica e a crise financeira são parecidas como irmãs gêmeas, mas não são iguais. De um lado os burros, do outro os elefantes, no meio o povo sofrido e perturbado com as contas, a hipoteca, o custo de vida, o preço do petróleo, do pão, do óleo, do arroz e do feijão.

Cada dia que passa, a vida do povo está ficando mais complicada. Nesta terra de neves, parques e oportunidades estamos na estação das farturas. Como dizem os caboclos lá do meu bodocó “farta tudo". Pois é amigos está faltando tudo: falta trabalho, coerência e decência de patrões exploradores, donos de casa sem escrúpulos, senhores feudais da era cibernética. A cada dia que passa mais compatriotas perdem a vida vitima do stress que estamos vivendo, a perseguição por tudo e por todos: polícia, imigração, ambição e muitos em busca da salvação material e até espiritual. Hoje temos saudades dos tempos de outrora, quando ao se chegar nesta terra a única preocupação era acordar cedo, trabalhar e pagar as contas.

O tempo mudou, a vida passou e muitos estão ficando neste campo de batalha, onde o fuzil e a esperança, mas vira a mexe temos um corpo estendido no chão na luta pelo pão de cada dia. Onde iremos parar com tanta pressão, à beira de uma recessão que nos acena, a crise, o emprego, a conta no Brasil, o salário não recebido, a briga com o marido, o filho perdido. Onde vamos parar nesta nossa busca pelo sonho americano, onde muitos têm entrado e não saído do cano?

Queira Deus surja uma luz no fim deste túnel e que esta luz não seja um trem em sentido contrário, pois a cada dia um novo fim se anuncia. Mas o único que temos visto é o fim da vida de muitos imigrantes que estão perdendo seu bem maior: a vida que Deus nos deu. É grande o número de jovens brasileiros que por aqui estão ficando, vítimas de ataques do coração. Um caso a se pensar. É preocupante, jovens de 34 a 40 anos com ataques fulminantes. O coração brasileiro pára com tanta pressão. Uns são vítimas do trabalho, outros da própria ambição, mas uma coisa é certa, nosso povo está morrendo, é um preço muito alto meus amigos, pagar com a própria vida o desejo de melhorar, de ter algo, ser alguém, ter alguma coisa.

E agora, como disse o poeta: “e agora José ? A festa acabou. A fome
não veio. O rio secou. A festa acabou, porque no meio do caminho tem uma pedra...tem uma pedra no meio do caminho, mas a vida continua José. Tá lá o rio doce, a morena dos seios fartos, o Ibituruna, o vale doce e o doce do rio. As montanhas das gerais, o quiabo e o frango solto no quintal. O Paulinho e a pedra azul. O vale e o Jequitinhonha. O Teófilo e o Otoni. O Poço e as Caldas. O Juiz e o de Fora. O Rio e o Janeiro. O São e o Paulo. A pernam e o buco. O para e o na. O bra e o sil. Todos à nossa espera. O pai e a mãe. Os amigos da rua, tudo que ficou para traz. Não devemos esquecer, nossa terra tem palmeiras onde canta o sabiá. Não permita Deus que morramos sem voltarmos para lá”.